MANAUS (AM) – Sem medidas de desenvolvimento favoráveis, depois de longos anos de governos do partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) dominando municípios por garrotearem lideranças nativas, agricultores e indígenas da Agricultura Familiar da mesorregião amazonense do Purus, BR-230 e entorno da cidade de Lábrea, decidiram ir, por conta própria, em respeito a seus cidadãos, dialogar com os palácios do Governo Estadual e do Planalto, em Manaus e em Brasília.
Projeto "ASFALTO BOM" chega ao ramal do Tauarua.
A decisão foi tomada durante a visita do Chefe do Executivo à cidade de Lábrea que ocorreu no dia 3 do mês passado. Na oportunidade, um porta-voz de uma OSCIP foi orientado por ele a procurá-lo na sede do Governo. Antes, porém, deve contatar o Secretário de Governo Dr. Sérgio Littaiff para fazer as tratativas iniciais e, na sequência, apresentar projetos de desenvolvimento via agroindústria a serem pleiteados ao Governo.
Começa a torrefação de farinha de Mandioca na Casa da Família do casal LOURA (SUELI) e Neto, no Tauarua.
No âmbito estadual, numa prévia, um diagnóstico socioeconômico sustentável vai apontar as áreas de atuação da entidade para possíveis investimentos será apresentado ao governador, ao INCRA, IBAMA, Delegacia Federal de Agricultura (DFA-AM), SUDAM, SUFRAMA e aos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), MDS e MDA listando as principais demandas reclamadas, há décadas, por agricultores, indígenas, pescadores e assentados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Indígenas do Povo Denni lançados as ruas não tem a devida proteção. Saem das aldeias, não tem garantia de retorno. Funai, Dsei, Sesai e ONGs o que fazem por esses brasileiros e brasileirinhos?
O documento questionará, ainda, o tipo de assistência técnica prestada pelo Estado e a União no meio rural labreense cujo Plano de Ação e Trabalho da entidade em foco, até aqui, “vai sugerir um maior engajamento aos Governos pelo eixo composto por pequenos agricultores, criadores e hortifrutigranjeiros familiares além de pedirem a inclusão de potenciais empreendedores rurais, pescadores e indígenas a linhas de crédito e financiamento diferenciado (acesso direto ao dinheiro fácil oferecido pelos programas de crédito)”, disse um interlocutor familiarizado com o assunto.

Nova sede milionária da SESAI, em Lábrea. A quantas anda a saúde dos indígenas, coordenador RAMI SAAD?

Enquanto indígenas padecem, a SESAI descola super-salários. Em breve, documentos chegarão ao MPF. PF neles!!!
Os interlocutores que subscreveram a Exposição de Motivos 02/2025 (a primeira foi encaminhada ao prefeito do município de Lábrea, Gerlando Lopes) admitiram, no entanto, que “o volume de investimentos solicitado ao Estado deve superar programas em desuso para a nova realidade vivenciada a nível local”.
No atual contexto, representantes da entidade lembraram a contribuição já dada pelo Governo do Estado ao município de Lábrea ocorrida no dia 3 de junho passado, com a entrega bem sucedida em créditos financeiros a agricultores, equipamentos contra incêndios e salvamento aos bombeiros, da unidade do PAC Móvel, liberação de 20 quilômetros de Asfalto BOM, recursos para iluminação pública, cadeiras de rodas, cestas de alimentos e maquinário fluvial e apetrechos a pescadores.

Ex-Prefeito GEAN DE BARROS esnobou o MPE-AM. Nunca atendeu as recomendações.
- Já foi um grande avanço, afirmaram em conjunto associados da entidade das vicinais do Capiã, Tauaruã, Igarapé Grande e adjacências.
No meio rural próximo à cidade de Lábrea, a mesma Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP) deixará patente durante as futuras audiências com as Prefeituras e suas instituições representativas que “as políticas públicas voltadas ao setor primário precisam alcançar, verdadeiramente, os segmentos que mais precisam ao longo da mesorregião do Purus e do entorno dos municípios existentes”.
Membros da entidade recém-restabelecida, “pretendem tirar de dentro de órgãos de fomento uma suposta política de desenvolvimento de uma só família há muito defendida por velhos caciques da política regional”. Eles entendem que, “essa engrenagem está travada e significa atraso no desenvolvimento das comunidades e das pessoas que lá vivem, moram e tiram seu sustento de forma empírica, como nossos antepassados explorados, século à século”.

Pontes ligando os bairros ameaçam a segurança de crianças, mulheres e idosos. Herança maldita passada aos novos governantes (2025-28).
A entidade recém-restabelecida por segmentos adultos e jovens, praticamente por se sentirem excluídos por dirigentes considerados “carreiristas e oportunistas” – que fizeram das organizações não-governamentais existentes um meio de vida e de projeção pessoal - , agora, pretendem atuar através de métodos iguais aos dos orçamentos participativos, ouvindo in loco o público alvo e não admitir mais “atravessadores de recursos públicos e privados que nunca chegaram na ponta de baixo da pirâmide social e humana”.

Início da nova escola da comunidade vila Vitória.
Um dos campos de ação e trabalho colocado no calendário de atividades 2025-28 da entidade, segundo a chefia dos agrupamentos Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro sob a responsabilidade do Departamento de Relações Institucionais & Marketing, é o de desenvolvimento de projetos sociais, ambientais e econômicos de alta celeridade (em finalização).
“Esses projetos e programas vão focar na autonomia, independência econômica e política das populações tradicionais, muitas delas, ainda, totalmente confinadas nas Reservas Extrativistas dos rios Ituxi, Médio Rio Purus e Mapinguari, desde 2008. Atualmente, impedidas de pescar, plantar e receberem 100% das compensações dos recursos naturais retiradas do seu habitat”, é o que defende o consultor João Lemes Soares, 53.

O posto de saúde da volta do bucho concluído
Além da busca por assistência técnica governamental in loco aos moradores de reservas extrativistas, comunidades tradicionais e das cidades, “a intenção para beneficiá-los passa pela aglutinação de forças dos municípios, do Estado e da União para que juntos se empenhem em encurtar o caminho para que os cidadãos sejam alcançados, plenamente, por programas de desenvolvimento social, econômico e cidadania nas três esferas de poder”.
Ao Governador Wilson Lima e ao Presidente da República, Luiz Inácio LULA da Silva – independentemente de suas ideologias políticas e religiosas – “o que se busca é o desenvolvimento econômico sustentável, saúde, educação e infraestrutura de qualidade às comunidades labreenses que ainda se encontram no limbo e na quase miséria absoluta desde o Brasil Império”, diz um dos interlocutores que baterá à porta do Governo do Estado e do Planalto, em Manaus e Brasília.

O FUTURO É AGORA
No âmbito local, a entidade pretende manter relações cordiais com instituições no âmbito das três esferas de poder (Município, Estado e União Federal). Uma Agenda Positiva está pronta para no quadriênio 2025-2028 realizar nos municípios do Purus (principalmente, em Lábrea), “audiências públicas setoriais e coletivas” (não mais compostas só por funcionários públicos e grupos políticos que patrocinam a eternização da velha prática de curral eleitoral).
“Buscaremos o tempo todo à manutenção dos direitos dos cidadãos labreenses e dos municípios do Purus”, diz consultor. Segundo afirmou, “os cidadãos considerados comuns saberão que manter esses direitos é um dever do Estado Brasileiro”.
Da agenda 2025 consta ainda a defesa incontinente dos direitos civis, políticos, sociais e econômicos das pessoas que, até bem pouco tempo só eram enxergadas em período de campanha eleitoral vez que continuam acossadas por maus políticas que ofertam tapinhas nas costas, dão dinheiro, telhas, cimento, tijolo ou migalhas em troca de votos”, atesta diagnóstico. Também faz dos objetivos da entidade, “o fortalecimento diálogo com o poder público e entidades civis organizadas que comunguem dos mesmos objetivos cidadãos”, arremataram dirigentes locais da instituição com sede no Ramal do Tauaruã, zona rural do município de Lábrea, interior do estado do Amazonas.
