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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Lábrea - AM

AMEAÇAS DE PRISÃO A CACIQUES QUE DENUNCIAM POSSÍVEIS FALCATRUAS NA FOCIMP E ONGS PODERÁ MOTIVAR A ABERTURA DA “CAIXA DE PANDORA”

DA SAÚDE INDÍGENA E CONTRATAÇÕES EM FOLHA DE FANTASMAS COM SALÁRIOS ALTOS NO PURUS E NO ESTADO DO AM POR BRASÍLIA

TUDO AMAZÔNIA
Por TUDO AMAZÔNIA
AMEAÇAS DE PRISÃO A CACIQUES QUE DENUNCIAM POSSÍVEIS FALCATRUAS NA FOCIMP E ONGS PODERÁ MOTIVAR A ABERTURA DA “CAIXA DE PANDORA”
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MANAUS (AM) – “Enfim, o presidente da Federação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus (FOCIMP), José Raimundo Pereira Lima (mais conhecido como Zé Bajaga), pode apresentar esclarecimentos ao Ministério Público Federal (MPF-AM) sobre as atividades fins da entidade que representa em prol dos povos indígenas do Alto, Médio e Baixo Purus”.

Zé Bajaga tem a etnia e a "liderança" sobre a ALDEIA IDECORA, no Rio Catitu, contestada por líderes septuagenários e moradores dos povos indígenas.

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É o que afirmaram fontes das aldeias desta parte do estado do Amazonas classificados como os que “mais padecem sem infraestrutura das aldeias e que tem a sobrevivência comprometida por falta de assistência medica, odontológica, dispensação de medicamentos e segurança alimentar”, segundo dados divulgados durante a morte do cacique Amika Jamamadi.

 Ivana Rachid SAID, salário de R$ 10.300,81, foi nomeada pelo irmão RAMI RACHID SAID. Nepotismo puro, afirma juristas de Brasília.

“Zé Bajaga”, de acordo com informações, tem atuado ao longo dos tempos para fortalecer apenas grupos dominantes e “representantes políticos para cargos de direção no Distrito Sanitário especial Indígena (DSEI), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Coordenadoria Regional da Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI) e mais recentemente, teria defendido, antes da realização da COP 30, em Brasília, a sustentação do nome do Ex-Vice-Prefeito de Lábrea, Moacyr Canizo De Brito Filho, para ocupar a Agência de Saúde de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) com salário de R$ 18 mil, “um provento considerado acima do teto para empregado público com apenas o ensino médio.

 Vereadores de Lábrea devem se importar com a questão indígena? Eis a questão.

Em nota assinada por terceiros da diretiva da FOCIMP, a entidade se mostra contrária a uma investigação profunda na manutenção do descaso verificado nas últimas décadas na saúde indígena das aldeias, do péssimo tratamento a pacientes regulares na Casa de saúde Indígena (hospital improvisado onde antes funcionou um depósito de látex no século passado pertencente ao ex-prefeito Gean Campos de Barros), na insegurança alimentar, infraestrutura de saneamento básico (esgotamento sanitário e água 100% potável) e falta de oportunidades de emprego à indígenas com formação, como determinou o Presidente Luiz Inácio LULA da Silva ao criar o Ministério dos Povos Indígenas.

A realidade das aldeias é da questão indígena foram colocadas a ministra Sônia Guajajara (PSOL). Até a COP 30 tudo ficou na estaca zero!!

A nota diz ainda, nas entrelinhas, que todos aqueles que denunciam à suposta má gestão do presidente da FOCIMP e sobre os órgãos indígenas, como na morte de indígenas e/ou das aldeias que padecem com a falta de investimentos plenos de recursos repassados pelo Governo Federal, “com cheirinho de omissão e prevaricação em casos de denúncias não apurados”, serão processados.

ZÉ BAJAGA na Europa, e presença constante (Turquia e outros países do G7). Na outra imagem, RAMID RACHID SAID se apresenta com parte do seu grupo de sustentação política. Demais indígenas, estão na folha de pagamento.

Os signatários da nota foram identificados com membros do segundo escalão da entidade e alguns membros da FOCIMP aparecem integrantes da “tropa de choque do atual Coordenador Regional do Distrito Sanitário Indígena (DSEI), empresário Rami Rachid SAID, marido da vereadora Lorena SAID”. Outros constam da folha de pagamento do órgão indígena (veja Ivan Rachid SAID, com salário de R$ 10.300,81).

 Convite imperdível: Veja se seu nome está nesta lista de "empregados públicos"! Pode até não está. Confira, gente! Veja na galeria de imagens no início da reportagem. 

Na opinião do consultor João Lemes Soares, ouvido direto de São Paulo (SP), “a nota demonstrou preconceito, desprezo por lideranças independentes além de discriminação etno-estrutural contínua contra lideranças que não aceitam mais esse estado de coisas ruins que viriam acontecendo, dentro e fora das aldeias, há décadas, enquanto a maioria sem assistência padece nos corredores dos hospitais, chegando a morrer com prescrição de remédios errônea”.     

- E tudo isso, fica por isso mesmo, afirmou indignado o consultor Lemes Soares.

 Ele, também, entende que, “Zé Bajaga ofereceu munição ao Ministério Público Federal (MPF) e, a posteriori, à Justiça Federal (JUSF) para entrarem de cabeça e promoverem uma verdadeira operação pente fino na FOCIMP, ONGs e nos órgãos de saúde indígena que atuam na mesorregião amazonense do Purus”.

 Indígenas continuam sem "abrigo" quando chegam a cidade de Lábrea. Na imagem, família divide espaço na praça.

Ao optar pela interferência Polícia Civil nos assuntos indígenas, Zé Bajaga tem o objetivo tácito de oferecer à própria defesa “uma busca tresloucada de um escudo protetivo no âmbito do Estado e não, de livre e espontânea vontade, reunir os Caciques aldeados para passar seu nome a limpo, analisar as denúncias e ajustar a própria gestão aos interesses intransferíveis dos povos que diz defender no Amazonas e em eventos internacionais que não presta contas, o presidente, poderá obrigado, por interesse de Justiça, ter o sigilo bancário, telemático e fiscal quebrado caso os demais Caciques decidam oferecer denúncias ao MPF, no Amazonas”.

ABRIR CAIXA DE PANDORA – As ameaças de autoria da diretiva da FOCIMP às lideranças que lutam por eficiência e pontualidade dos serviços públicos nas aldeias e, em particular, em relação aos seus direitos previstos a Constituição, entre os quais, o de execução 100% dos recursos em saúde, especialmente nas áreas de Atenção Primária e Saúde Indígena, “estão sendo como uma forma de amordaçar outras lideranças”.

No prédio-sede do DSEI. Contrato é milionário para os padrões regionais. A que ponto chegou o descaso com a saúde indígena na jurisdição do DSE/SESAI para o Médio Purus.

A morte do Cacique AMIKA JAMAMADI durante internação na Casa de Saúde Indígena (CASA) após prescrição de medicamento, supostamente, “não recomendável” e a denúncia de referente a indígena Apurinã que teve negada ajuda para garantir Tratamento  Fora do Domicílio(TFD), em Porto Velho (RO), foi a gota d’água para o aumento de denúncias à Procuradoria-Regional da República (PRR-AM).

Com os questionamentos sobre as indicações de políticos e empresários para cargos e saúde indígena, a Federação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus (FOCIMP) ressurgiu entre os grupos que sustentariam “os nomes indicados, principalmente, pelo Ex-prefeito Gean Campos de Barros (MDB), pelos deputados Adjuto Afonso (União Brasil), Átila Lins (PSD) e pelo senador Eduardo Braga (MDB)”.   

Cacique Raimundo APURINÃ, com mulher doente (hérnia de disco e outras) teve pedido de ajuda negado pelo encarregado da SESAI e da alta cúpula do DSEI para o translado da paciente a Porto Velho (RO)

São deles as nomeações obtidas por Brasília (DF) e apoiadas por indígenas aculturados já empregados no serviço público federal e estadual através de portarias e contratos de prestação de serviços em transporte (combustíveis), assessoria e de saúde nas unidades do DSEI, SESAI e na Coordenadoria Regional da Fundação dos Povos Indígenas (FUNAI), “sem consulta plena aos Cacique de Base das aldeias”.

Nesse item é que surge a suspeita das demais lideranças excluídas do processo de nomeação e benefícios nos programa de contratações específicas para indígenas, como gestão de saúde, transporte, enfermagem, pedagogia, assistente social, socorrista, piloto e às coordenadorias regionais do DSEI, SESAI, CASAI e AgSUS, cujo suposto uso assinaturas falsas pode vir acontecendo no envio de documentos a Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara ou a Secretaria Nacional de Saúde Indígena, no Distrito Federal.

Por sua vez, Caciques e lideranças que consideram ameaçadas garantiram que, “a recíproca é verdadeira” e que farão denúncia a Procuradoria-geral da República (PRR-AM-DF), a fim de que documentos, como atas, boletins, prestação de contas, memorandos, recibos de pagamentos, recebimento em dinheiro, doações, convênios, folha de pagamento do DSEI, SESAI, CASAI, CONDISI, AgSUS além de possíveis repasses financeiros internacionais sob a rubrica do presidente da FOCIMP, José Raimundo Pereira Lima (vulgo Zé Bajaga), sejam periciados pela Polícia Federal (PF) com autorização do Ministério Público Federal (MPF-AM).   

  • Essas medidas ajudarão a esclarecer todas as atividades fins inerentes à diretiva da FOCIMP e dos órgãos de saúde indígena na mesorregião amazonense do Purus e no estado do Amazonas, subscreveu o consultor Lemes Soares.

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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