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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

LÁBREA - AM

CACIQUE APURINÃ CONTINUA INTERNADO NO HOSPITAL DE LÁBREA DEPOIS DE QUASE DEVORADO POR ONÇA PINTADA

NUMA ZONA DE MATA DO RIO TUMIÃ NOS ARREDORES DA ALDEIA

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Por TUDO AMAZÔNIA
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CACIQUE APURINÃ CONTINUA INTERNADO NO HOSPITAL DE LÁBREA DEPOIS DE QUASE DEVORADO POR ONÇA PINTADA
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LÁBREA (SUL DO AM) – Depois de ser atacado por uma onça pintada numa zona de mata nos arredores de sua aldeia, localizada ao longo do Rio Tumiã, no Sul do município de Lábrea, o cacique Jamil Apurinã, 43, continua internado no Hospital Regional.

 Momento do resgate da vítima da Aldeia Aldeinha para o Hospital Regional de Lábrea/AM.

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Há três dias, depois de resgatado por helicóptero após o ataque, a vítima teve pressão alta e passou por momentos difíceis com falta de ar, resultado, segundo funcionários da Casa de Saúde Indígena (CASAI), dos graves ferimentos sofridos em todo o corpo da, inclusive na região da cabeça – a mais afetada.

 Vítima passa pro procedimentos cirúrgicos

Diante do suposto quadro de agravamento, parentes do indígena já pensariam exigir do coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), empresário Rami Rachid Said (marido da vereadora e assistente social, Lorena Said), a transferência do paciente para um dos hospitais especializados da Capital Manaus.

- O chefe do DSEI e da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), para os municípios do Purus ainda não teria visitado a vítima, segundo bastidores desses dois órgãos mantidos pelo Ministério da Saúde (MS).

Com medo de se revelarem a identidade por terem represálias, o Cacique Jamil Apurinã, além de pressão e alta e da falta de repentina, “precisa de tratamento especializado”, vez que a região mais afetada foi a cabeça, tendo praticamente o couro cabeludo totalmente arrancado, reveliu agente de saúde local.

A vítima foi atacada por uma onça da espécie pintada há semanas rondando a Aldeia Aldeinha localizada ao longo do Rio Tumiã,  no Sul do município de Lábrea, onde quase foi devorado pelo animal e translado ao Hospital Regional numa operação de resgate por helicóptero.

Segundo moradores da comunidade, a quatro dias de embarcação de pequeno porte (rabeta ou voadeira de 15 HP) da cidade de Lábrea, Jamil saiu da aldeia para caçar nos arredores. “Ele percebeu a onça à distância, atirou no animal”. No segundo disparo, “o cartucho bateu catolé e a onça avançou sobre ele” – quase o devorando por inteiro.

Mas, por alguma razão, o animal decidiu se evadir do local do ataque. O caso, agora, é acompanhado pela Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) sediada na cidade de Lábrea. Orém, não notícia se o caso teria sido comunicado, oficialmente, ao Ministério dos Povos Indígenas, da Saúde ou ao da Justiça.   

Neste sábado (23), fontes da saúde indígena, confirmaram à Reportagem que o quadro do indígena "inspira cuidados urgentes”. A vítima sofreu golpes profundos nos braços e da nuca, região central da cabeça, com o couro cabeludo quase arrancado pelas garras e os dentes do animal.

Os ataques de onça nas regiões de mata no entorno das aldeias indígenas e de reservas extrativistas sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Preservação Ambiental (ICMBio), nos últimos anos tem se intensificado e mais que dobraram de 2019 a 2025,. Nas áreas pertencentes a RESEX Ituxi, pai e filho foram mortos em um ataque, feroz e voraz, de um casal de onças pintada e preta enquanto colhiam ovos de quelônios num dos tabuleiros (ninhos).

- Os animais foram abatidos depois de dias de caçada por um grupo de moradores locais, informaram conselheiros da RESEX Ituxi.

No município de Lábrea, por sua gigantesca dimensão geográfica, onças de todas as espécies continuam sendo vistas rondando as praias ao longo dos rios Ituxi e seus afluentes (Puicici, Siriquiqui, e outros). Além de serem observadas no período do cio nos arredores das aldeias indígenas, em propriedades ribeirinhas onde a região “tem encontrado comida”, foi informou ex-gestor de órgão ambiental que atuou nas RESEX Ituxi e Médio Rio Purus (MRP).

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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