MANAUS (AM) – Lideranças indígenas exortaram, na quinta-feira (13), a Procuradoria Regional da República no Amazonas (PRR-AM) com um pedido de investigação por conta de um óbito de liderança, desta feita, ocorrida na Aldeia Pauzinho, área de influência do polo Base São Francisco, que morreu na Casa de Saúde (CASAI), na cidade de Lábrea, a 702 quilômetros de Manaus.


Lamento Jamamadi
O Cacique Amika Jamamadi (em português, Bernaldo Jamamadi) foi internado naquela unidade de saúde indígena necessitando de exames mais precisos, mas, a prescrição de um remédio considerado, supostamente, “fora do quadro da doença diagnosticada pode ter sido aplicado erroneamente, o levando à morte súbita”.
É o que informaram interlocutores ao serem surpreendidos com a notícia do falecimento repentino do indígena. Segundo relatos dos manifestantes com assento na Associação Indígena Territorial do Povo Jamamadi, “é preciso rigor na apuração de mais uma morte durante a gestão atual do Distrito Sanitário Especial Indígena, DSEI, no Médio Rio Purus”.
Da anemia e infecção urinária controlada no Hospital a morte súbita de AMIKA JAMAMADI. A pedido, do MPF-AM já entrou no caso para investigar as circunstâncias.

IVANA RACHID SAID, com salário de R$ 10.300,81/mes e o Cacique AMIKA JAMAMADI, morto na CASAI, local de trabalho da "mana" de RAMI RACHID SAID, Coordenador do DSEI/SESAI responsável direto pela gestão da saúde indígena no Médio Purus e região. Só resta o MPF, os ministros Sônia Guajajara e Alexandre Padilha virem a público esclarecerem a morte misteriosa do Cacique e o destino dos milhões destinados a saúde indígenas. De certo, "essas pacoteiras os gatos não comeram", ironizaram indígenas aptos em saúde e gestão pública, em Manaus.

Enquanto Rami turbina salários de "contratados", salário da "mana" chega a R$ 10.300,81.
Ao Ministério Público Federal (MPF-AM), apesar do temor de represálias por parte da direção do órgão, além da comunidade da notícia da morte do Cacique Amika, os manifestantes exigiram da Procuradoria da República (PRR-AM), a realização de uma Audiência Pública de caráter mais abrangente, onde os serviços de saúde pública prestado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Médio Rio Purus, dessa vez, seja colocado na berlinda a fim de que sejam abordadas diversas demandas relacionadas aos problemas já identificados no DSEI ao longo dos anos.
O mal atendimento precário em saúde indígena pelo DSEI/SESAI já removeu gestores. O atual, Rami Rachid SAID, com a morte do Cacique AMIKA JAMAMADI, deve entrar no Radar do MPF e do Governo por "omissão ou insuficiência proposital na prestação dos serviços de saúde pela SESAI/DSEI". Apesar dos salários milionários dos contratados.
DEMANDAS PARALELAS – Além da apuração da morte do Cacique Amika Jamamadi, segundo parentes de outras das internações na Casa de Saúde Indígena (CASAI), na cidade de Lábrea, disseram ser favorável a uma inspeção completa das instalações da unidade, vez que não haveria condições adequadas, pois, os pacientes são agasalhados em redes (veja imagem).
Em ambiente sinuoso, toma posse Mabi Canizo (com apenas o E.M) na AGSUS. ONG que administra dinheiro público para contratações e afins.
Outra questão é quanto ao resgate demorado e injustificável de pacientes a partir das aldeias para a própria CASAI ou para o Hospital Regional, na cidade de Lábrea. “Os mais prejudicados os parentes das aldeias isoladas”, enquanto os dirigentes do DSEI/SESAI fazem uso constante de aeronaves (helicópteros, aviões anfíbios, veículos alugados e pagos com recursos da saúde indígena) - até mesmo para deslocamentos a curta distância.

- Ex-prefeito de Lábrea e dono do antigo armazém de borracha que virou hospital indígena. Valor do aluguel nunca foi revelado por Rami Rachid SAID (Divulgação).
Numa visão geral, o Ministério Público Federal (MPF-AM), segundo fontes indígenas credenciadas, além da Procuradora da República a ser destacada para apurar as circunstâncias que levaram à morte do Cacique Amika, “tem todas as condições para investigar, profundamente, através de Inquérito Civil, possível omissão e/ou insuficiência contumaz na prestação de serviços pela Secretaria Especial Indígena (SESAI) e pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) em todas as Terras Indígenas” localizadas nos municípios do Purus (cuja apuração alcançando indígenas aculturados e brancos em cargos de assessoria e consultoria).
Quarteirão improvisado como Enfermaria da CASAI, em Lábrea. Redes em vez "camas" ou "macas" na observação de pacientes.
As fontes sustentam, ainda, que com a omissão e insuficiência na prestação dos serviços de saúde pela SESAI e DSEI, as investigações a serem atribuídas ao MPF-AM, “essas medidas, certamente, terão como base todas as denúncias de óbitos por causas previsivelmente evitáveis e não esclarecidas pelo gestor Rami Rachid Said (principalmente, por conta da ausência de estrutura adequada de saúde, transporte, alimentação, medicação, pessoal técnico, da precariedade contínua da infraestrutura das aldeias à habitação).


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