LÁBREA (SUL DO AM) – Criado em 1.981, o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), o Núcleo que funciona no município pede socorro para ser restaurado, venha a oferecer de novo maior estrutura, assegure manter e ampliar a assistência que promove aos pacientes labreenses.

Interior das instalações viraram alvo fácil dos "meliantes no bairro São Jose".
Em Lábrea, a entidade passa por dificuldades históricas diante da falta de apoio institucional por parte do poder público nas três esferas de poder. Esse déficit, segundo dirigentes, “é por conta da falta de reconhecimento institucional nas três esferas de poder”, principalmente no âmbito do município e do Estado.
Uma prova da insegurança no atendimento atingiria gravemente os pacientes (pessoas acometidas pelo bacilo da hanseníase) ainda não recadastrados, o que fez, até agora, “facilitar o avanço da doença”. Nos últimos dezesseis anos, o número de pacientes mais que dobrou na mesorregião amazonense do Purus.

Não escapa nem o registro da Amazonas Energia
A doença tem avançado nas comunidades não monitoradas. Segundo levantamento extraoficial, “o Ministério da Saúde precisa destacar equipe para fazer o recadastramento, uma espécie de censo sobre o avanço do bacilo e em pacientes tolerados por suas famílias”.

Os larápios atancam a sede do MORHAM pelos fundos do imóvel, vindo das áreas vizinhas
- O censo proposto iria ajudar a encontrar pacientes dados como mortos e que não viriam recebendo os benefícios, mais de cem pacientes reclamam direitos, acrescentaram servidores de saúde.
VIOLÊNCIA E ASSALTOS – Localizado à Rua Domingos Pinheiro, bairro São José, área central da cidade de Lábrea, o prédio do Núcleo do Movimento de Reintegração do Hanseniano (MORHAN) vem sendo vítima de intensos arrombamentos com subtração de bens, fiação elétrica, telhado (a cobertura é em alumínio), equipamentos eletrônicos e computadores que eram usados nos trabalhos da entidade.
De acordo com policiais, “o bairro São José está inserido na zona vermelha do mapa da violência da cidade de Lábrea”. Fonte revelou, em segredo da identidade, que o bairro São José tem superado até a onda de furtos (Art. 155 do Código Penal), veículos de pequeno porte, aparelhos celulares, arrombamentos de residências, animais domésticos e material reciclável.

Situação do telhado. Alumínio continua atraindo os ladrões. Receptadores não são presos.
A situação atual do prédio (veja imagem) “é a pior em uma década”, disse dirigente da entidade. “Só o telhado (em alumínio) foi furtado várias vezes por ladrões conhecidos na cidade”. ”Presos, logo são soltos pela Polícia e, na sequência, retornariam a cometer novos delitos no mesmo local”, acrescentaram vizinhos.
Resistentes da atual Diretoria. Sem água, luz elétrica e computador, prestam relevantes serviços as comunidades nativas

SITUAÇÃO ATUAL – É a pior possível. A diretiva de entidade diz que “estamos no fundo do poço”. A entidade perdeu patrimônio com a série de furtos e prejuízos em outros sensíveis setores da gestão, entre mobiliário, computador, documentos, arquivos e materiais essenciais para garantir o atendimento aos associados.

Na sexta-feira (4), a reportagem foi ao local e se reuniu com parte da Diretoria da entidade e foi informada da real situação em que se encontra o Núcleo do Movimento de Reintegração do Hanseniano (MORHAM) do município de Lábrea. Por conta dessa situação calamitosa futuros parceiros informaram o Governador Wilson Lima, ainda no aeroporto de Lábrea, em atenção ao pedido de ajuda formulado, “um relatório de gestão será encaminhado ao Governo, na Capital Manaus”, arrematou dirigente da entidade.

ONDE ATUA - O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN)
é uma organização não governamental fundada em 1981 com o objetivo de promover a reintegração social de pessoas afetadas pela hanseníase e combater o estigma associado à doença
. O MORHAN atua na conscientização sobre a hanseníase, na defesa dos direitos das pessoas atingidas e na construção de políticas públicas eficazes.
O MORHAN surgiu na antiga colônia de Bauru, em São Paulo, e foi a primeira organização mundial focada na eliminação da hanseníase e na luta contra o preconceito. A organização tem representações em diversos estados brasileiros e atua em mais de cem comunidades.


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