PORTO VELHO (RO) – A onda de ameaças que paira sobre territórios indígenas cuja intensidade se agravou nos anos 2019-22 com assassinatos por incêndio de líderes vivos enquanto eram tocaiados em pontos de ônibus e em estradas de acesso às aldeias nas cidades brasileiras, ao que parece encontrou guarida no município de Tapauá (AM), a 561 quilômetros da Capital Manaus.

O falso Cacique Augustinho, e a Francinete da Miata , que e uma associação de mulheres artesã, só isso e mais nada
A Agente Administrativa Luciana Brandete da Silva foi nomeada para chefiar a Comissão Técnica Local (CTL) em nome da FUNAI. Desde que assumiu o cargo virou alvo de pesadas críticas contra a forma de lidar com os indígenas da região. O ponto alto da insatisfação dos Caciques e Tuxauas é sobre “o péssimo tratamento dispensado às aldeias”.
- Inclusive com ameaças e espancamentos de caciques e tuxauas, dentro e fora de suas aldeias por discordarem da forma de gestão usada pela chefa da CTL, revelam jovens indígenas em telefonemas à Reportagem.

Junto com a esposa dele a Sandra Amaral que faz parte da Focimp , ela e a diretora municipal da Focimp aqui em Tapauá
Só queríamos que nossa Assembleia fosse respeitada , que o nosso Indicado e eleito tomasse posse da Funai aqui em Tapauá. Dizem Caciques e Tuxauas sobre o que a CTL e criminosos estão causando com o processo de organização dos povos indígenas de Tapuá.
Brandete, segundo dados extraídos do histórico negativo de trabalho dela prestado à CTL, em Tapauá - autarquia subordinada a FUNAI e está ao Ministério dos Povos Indígenas do Brasil -, a sua permanência tem o apoio da Federação das Organizações e das Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus (FOCIMP), do ex-Coordenador Regional da FUNAI, Samuel Salgado e do atual Coordenador do DSEI/SESAI. Rami Rachid SAID.
- O cargo de chefia da CTL é destinado aos servidores de carreira da FUNAI ou a profissionais técnicos concursados, informam aposentados da autarquia local.
Segundo apurou a Reportagem, a agente da CTL, em Tapauá, “mudou de conduta da água para o vinho e passou a desconsiderar direitos inalienáveis dos povos indígenas previstos no Estatuto do Índio e na Constituição Cidadã de 88”, como garantir atendimento periódico em saúde nas aldeias, educação de qualidade, segurança, infraestrutura, projetos culturais, econômicos, de cidadania e o transporte de pacientes das aldeias a CASAI e para hospitais em Manaus.
Sobre pacientes acamados em regime de urgência e emergência, a chefa da CTL foi acusada de se omitir e negar a lancha que serve de ambulancha para o transporte de pacientes alegadamente por “falta de combustíveis” não enviados pela Coordenadoria Regional na gestão do demissionário do órgão, em Lábrea, Samuel de Lima Barreto..No vídeo, ela ensina a seguidores como pilotar a embarcação (veja vídeo). O caso será encaminhado ao Ministério da Justiça por não encontrarem apoio na presidente da FUNAI e da ministra dos Povos Indígenas, respectivamente, Joênia Wapichana (REDE) e Sônia Guajajara (PSOL).
Cacique confirma que foi agredido, injustamente, por jagunços dentro e fora de sua Aldeia.
A denúncia teria sido repassada ao então Coordenador Regional para o Médio Purus, Samuel Salgado, mas, o caso teria sido barrado pelo presidente da FOCIMP “Zé Bajaga”, na qualidade de Assessor Indígena da FUNAI e do DSEI. Segundo informações, “teria evitado a abertura de sindicância contra a chefa da CTL”.
TRISTE HISTÓRICO – Por não aceitarem a criação de um novo território dentro de outro já demarcado e reconhecido por Decreto Presidencial, Caciques e Tuxauas que divergem da forma de gestão da CTL nas aldeias do município passaram a ser perseguidos. Na inicial das ocorrências, as vítimas recebiam recados através de um grupo criminoso liderado por conhecidos capangas com trânsito livre no órgão.

Raimundo Bias do Amaral
Na sequência, em caso de reincidência às ordens de Luciana Brandete, “éramos ameaçados e acoitados nas ruas da cidade de Tapauá e dentro de nossas aldeias”, afirmou Cacique que decidiu pela primeira vez denunciar as agressões às autoridades a partir da Capital Manaus (veja Boletins de Ocorrências).
O novo território criado, de acordo informações, recebeu o aval da Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas do Brasil (FUNAI) Joênia Wapichana (veja vídeo), quando esteve na cidade de Tapauá no dia de 10 de dezembro do ano passado.
Indígena faz sérias denúncias contra a na "gestão" de Luciana Brandete e os grupos que ela comanda. Omissão passa ao largo...
A presidente, à época, não visitou a terra indígena em disputa, como era o seu papel para se inteirar da situação denunciada pelos Caciques e Tuxauas. Joênia Wapichana foi flagrada por uma câmera escondida assinando documento repassado por uma dirigente da Associação de Mulheres Indígenas Artesãs de Manaus (AMIATA) sob a recomendação direta do presidente da FOCIMP, José Raimundi Pereira Lima, vulgo ZÉ BAJAGA .
Luciana Brandete depois de negar lancha para translado de indígena, gravou vídeo pilotando o barco da CTL para seguidores do TIK-TOK e FACEBOOK. Fez uso pessoal de patrimônio da União.
- Joênia Wapichana foi embora para Brasília e deixou o conflito armado para grileiros que invadiram o território para fazer loteamentos irregulares dentro de uma terra indígena já demarcada, afirmaram lideranças dos municípios de Lábrea, Canutama e Tapauá.
SITUAÇÃO ATUAL – O indígena Geovan Leôncio, eleito por indígenas e membros efetivos do Coletivo de Caciques e Tuxauas das Aldeias de Tapauá à Comissão Técnica Local (CTL, agora, Unidade Técnica Local), ainda não assumiu o posto devido o Ministério Público Federal (MPF-AM) e a Justiça Federal (JUSF-AM), “por ainda aguardarem a manifestação da FUNAI”.
Um Mandado de Segurança foi impetrado em 2025 a favor da manutenção da escolha do novo chefe da Unidade Técnica Local (UTL), porém, isso não aconteceu porque Luciana Brandete continua no cargo desde dezembro passado, já que a gestão 2025 expirou e o posto de gestor continua vago, de acordo com o último Boletim de Serviço da FUNAI divulgado no final do ano passado.
Um grupo de grileiros aparentemente comandado por um casal de acreanos foi acusado de liderar a grilagem de terras indígenas e dos espancamentos a Caciques e Tuxauas que se opõem “às ordens de Luciana Brandete nas aldeias”.
A dupla foi identificada como sendo Raimundo Bias Amaral (ex-Coordenador da FUNAI) e a mulher dele, apresentada à presidente da FUNAI, Joênia Wapichana (Partido REDE), como Sandra Amaral, autointitulada Coordenadora Municipal da Federação das Organizações e das Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus (FOCIMP).
O casal é acusado de vender lotes ilegais em territórios indígenas dentro da falsa terra indígena “Santo Augustinho”, nome dado em homenagem a um indígena não-aldeado que perambulava pelas ruas da cidade de Manaus e que faria parte da Associação de Mulheres Indígenas Artesãs (AMIATA), suposta signatária do Termo de Reconhecimento chancelado pela presidente da FUNAI, Joênia Wapichana, na presença de Zé Bajaga cuja etnia Apurinã é questionada por Caciques e Tuxauas aldeados no Amazonas.
A Reportagem não conseguiu contato com a presidente da FUNAI, Joênia Wapichana com Luciana Brandete, a presidente da AMIATA de prenome Francinete nem com o casal de acreanos acusado de vender terras indígenas e de liderar o grupo de jagunços que, supostamente, ameaçou e espancou Caciques e Tuxauas das aldeias no município de Tapauá, no Amazonas.


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