MANAUS (AM) – Uma misteriosa quadrilha aparelhada com objetivos claros para chantagear políticos do interior do Estado do Amazonas teve uma das fortalezas estouradas a partir da cidade de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital amazonense, de onde eram lançadas notícias consideradas falsas (fakes) com a intenção de denegrir imagens de políticos, empresários e autoridades locais.

RAMI SAID poderá esclarecer suposto uso de PCs da SESAI para produção, edição e veiculação de fake News contra possíveis adversarios

Coube a profissionais ligados a uma Agência de Notícias e Inteligência privada, com a colaboração de ex-agentes especializados em investigação política e de Inteligência Artificial (AI) o desfecho da questão que por uma semana chegou a abalar as hostes políticas e empresariais da região amazonense do Purus.

Gean de Barros, Senador Eduardo Braga e Jesus Batista. Os derrotados nas eleições de 2024.
- A adrenalina durou pouco tempo, até porque os equipamentos para produzir, editar e veicular informações cujos computadores, supostamente, pertenceriam a órgãos de proteção indígena ligados à União sediados no município de Lábrea, confidenciou um ex-agente especializado em contrainformações na SUDAMERICA e países da antiga Alemanha Oriental.

Da nova sede da SESAI-LÁBREA podem ter sido produzidas, editadas e veiculadas supostas fake-news
No teatro operacional foram usadas ferramentas que, facilmente, oferecem resultados fáceis, rápidas e eficazes em tempo real. Inclusive com a recodificação de mensagens, textos e áudios já armazenados ou deletados juntos aos ID.PDF e suas linguagens criptografadas, acrescentou a fonte que permanecerá oculta no decorrer das reportagens em séries.

Zé Bajaga, presidente da FOCIMP vem resistindo a todas as gestões dentro das coordenadorias indígenas. O salário dele seria incompatível com sua formação?
Na inicial das investigações, com capturas de imagens, vídeos e áudios divulgados por supostos servidores comissionados e ativos dentro de órgãos indígenas, Organizações Não-Governamentais (ONGs), grupos de Whatsapp (redes sociais e plataformas digitais) que se escondem na Deep Web, “se construiu infográficos e organogramas dos perfis mais frequentes de quem já pertenceu a gestões passadas e que, até, não admitiu a derrota nas eleições de 2024”,
Segundo um jornalista e acadêmico aposentado em investigação política, pública, civil e militar – ex-bolsista a nível internacional – “o uso dessas ferramentas possibilitou o desmonte das primeiras quadrilhas que operavam havia quatro décadas na mesorregião amazonense do Purus sob o comando de grupos partidários que ainda quer eternizar no poder”.
“E o pior é que usariam maquinários, equipamentos, pessoal, acessórios e informações privilegiadas extraídas de setores estratégicos pertencentes a órgãos municipais, estaduais e da União no âmbito da proteção e defesa indígena, como a identificação d dos IDs verificados , garantiram fontes independentes familiarizadas com o assunto.
Com a identificação dos supostos primeiros membros criminosos integrantes dessas quadrilhas, a inicial das investigações privadas chegou à uma mulher e dois homens administradores de grupos de Whatsapp que teriam acessado PCs de uma unidade indígena ,a partir da cidade de Lábrea). “Eles contavam com sua própria para navegar na Deep Web sem serem identificados e, no futuro, vir a serem julgados e presos acusados de crimes cibernéticos combinado com o de formação de quadrilha e estelionato,” comentou o advogado João Lemes Soares, 53, direto do Distrito Federal.
- Geralmente, casos semelhantes teriam toda uma vida longa em meio ao serviço público cuja maior dificuldade estaria no quesito infiltração de forças de segurança na mesorregião amazonense das calhas dos rios que banham os municípios é o fator infiltração por disponibilizar profissionalizados com rostos já conhecidos, diz acreditar policial aposentado que atuou no combate ao narcotráfico na Amazônia Brasileira.
PRIMARISMO BARATO – O marido de uma vereadora de um dos municípios do Purus – por enquanto as identidades do casal serão preservadas a pedido de um dos delatores existentes dentro da unidade indígena que entregou a fita de parte dos criminosos – “com um possível desdobramento das investigações, num segundo momento, no âmbito estadual e federal” acreditam dirigentes da Agência de Notícias & Inteligência que apurou parte do caso.
O suposto delator – que seria servidor da área indígena com mais de 13 anos de carreira -, segundo confessou à reportagem, “ele teria sido alijado pelo marido da parlamentar após a campanha eleitoral de 2024 durante a contratação de pessoal com super-salários em comissão entre R$ 5 mil a R$ 12 mil; apesar da disfunção entre os contratados.
“A farra das contratações em um dos órgãos indígenas sediados no Médio Rio Purus teria passado doss limites com a chegada do marido da vereadora citado pelo delator à reportagem neste sábado (19). Segundo revelou, “tudo leva a crê que o gestor federal tenha tido conhecimento prévio das campanhas consideradas amplas de desinformação através do uso de computadores da unidade de proteção da saúde indígena”.


RAMI RACHID SAID e seus patrocinadores Gean Campos de Barros (MDB), Senador Eduardo Braga (MDB), Deputado Adjuto Afonso (UB), Deputado Federal Átila Lins (PSD) apoiaram o então candidato a prefeito MANI CANIZO (UB) e o ex-Secretario de Educação, JESUS BATISTA (MDB), todos foram derrotados fragorosamente nas eleições de 2024.


Inconformado, talvez, o servidor abriu o jogo, na inicial, pelo uso dos computadores para disseminar notícias consideradas falsas. Num segundo momento, os prenomes de supostos criminosos que adentraram repartições públicas federais para produzir, editar e veicular notícias fakes (falsas) desabonando a moral de conhecidos políticos, empresários, políticos e autoridades (principalmente a nível do município de Lábrea através de portais corporativos.
De acordo com a fonte, “não seriam apenas as invasões das dependências das unidades indígenas facilitadas pelo marido da tal casal”. Essas incursões passariam, ainda, por conhecidos grupos de comissionados que não apareceriam nas repartições para trabalhar além de fornecedores amigos que passaram a ter os contratos renovados e outros para a contratação das sedes administrativas da SESAI, DSEI e CASAI (veja Documentos e imagens).
A fonte concluiu a suposta delação contra a ação de grupos que penetraram setores estratégicos de uma das unidades indígena no município de Lábrea ao revelar pedido antigo das lideranças indígenas aldeadas para que “as licitações milionárias em combustíveis, fretes de embarcações, folha dos supersalários, nepotismo e o compadrio político sejam investigados, caso a caso, pelo Ministério da Saúde (MS), Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, por exemplo, nas coordenadorias da FUNAI, DSEI, SESAI e CASAI no médio Rio Purus.
ENFIM, FORAM À PIQUE – Para a Agência de Notícias & Inteligência que atuou na área privada das investigações iniciais, um Relatório de Gestão irá detalhar a suposta campanha que foi feita contra políticos, empresários, servidores municipais e autoridades, ”numa fase inicial”, poderá ser encaminhado à Polícia Federal por se tratar de crimes cibernéticos e de desinformação em cadeia com uso de computadores pertencentes a supostas coordenadorias indígenas, a princípio, na cidade de Lábrea.
Em Lábrea, a reportagem tentou contato com aliados dos chefes das Coordenadorias da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) na sexta-feira (18), Do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e do Coordenador da Casa de Saúde Indígena (CASAI) além do suposto Assessor Especial da SESAI, conhecido como Zé Bajaga, presidente da Federação das Organizações das Comunidades Indígenas do Purus (FOCIMP), mas, não recebeu retorno.


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