Em nova fase da “Operação Sem Desconto”, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (9) uma ação, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
66 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são cumpridos nos estados de:
- São Paulo;
- Sergipe;
- Amazonas;
- Rio Grande do Norte;
- Santa Catarina;
- Pernambuco;
- Bahia;
- Distrito Federal.
A corporação alega que “a ação de hoje tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.
Prisão
Desde que as investigações iniciaram, diversas operações foram realizadas. Entre elas, a PF, prendeu no último dia 12, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Ele é apontado pela corporação como o principal operador do esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
De acordo com as investigações, o lobista recebia dinheiro das entidades envolvidas nas fraudes contra aposentados e pagava propina a dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O empresário Maurício Camisotti também foi preso e as prisões foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na operação, a PF apreendeu uma Ferrari F8, cujo valor pode ultrapassar os R$ 4 milhões, e uma réplica da McLaren MP4/8, modelo utilizado por Ayrton Senna na temporada de 1993 da Fórmula 1.
A prisão se deu a partir de um trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que aprovou uma proposta para que o STF autorizasse a prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento nos descontos indevidos em benefícios.

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