MANAUS (AM) – Paixão ideológica e partidária, à parte, fez com que o Vice-Prefeito de Lábrea, João Roberto (PODE) saísse, mais uma vez, em defesa dos agricultores e produtores do Sul do município impactados pelas operações conjuntas do ICMBio e IBAMA, respectivamente, já consideradas abusivas e desproporcionais nesta parte do Estado do Amazonas.

Em postagem nas redes, o mandatário refutou a forma pela qual o Governo, por meio dos órgãos ambientais vem atuando, feroz e vorazmente, para desafetar áreas produtivas ocupadas ao menos por duas ou mais décadas no Sul do município e na Amazônia Ocidental Brasileira. Segundo ele, o uso de força no território labreense e amazônico - que sempre produziu - “é desproporcional à capacidade de reação das famílias que, ainda assim, colocam alimentos na mesa dos brasileiros e dos amazonenses”.
Ele também refutou comentários de grupos de pessoas que desconhecem “a nossa dura e difícil realidade além do quanto tem encontrado dificuldade para chegar à regularização das terras”, segundo determina o próprio Governo aquém ocupa terras da União, apesar da existência de supostos conflitos vez que a “reforma agrária deveria alcançar todos os brasileiros de Norte a Sul do país”, acrescentou o Vice-Prefeito.
Por conta dessa situação extrema, especificamente, no Sul do município de Lábrea, João Roberto, informou ao deputado federal Silas Câmara (REPUBLICANOS) os acontecimentos recentes que impactam, de um lado agricultores familiares, de outro, produtores com ascendência ao crescimento da agropecuária, com uma sequência absurda de incêndios de propriedades e arrestos de animais ainda nos currais.
Veja, na integra, a reação do Vice-Prefeito João Roberto (PODE):
Ele sugeriu ao parlamentar que intervenha junto ao Governo a fim de que seja revista a situação e ofereça alternativas, opondo-se aos programas de desintegração sob força federal “inexplicável aos patrimônios dos agricultores e produtores no Sul de Lábrea e do nosso Estado”. João Roberto entende, por outro lado, que, “não se pode combater supostos crimes ambientais com novos crimes da espécie e agravamento”.
Ao fazer o apelo em nome dos agricultores e produtores assentados no Sul do município de Lábrea e do Estado do Amazonas ao deputado Silas Câmara, João Roberto entende, no entanto, que, “ambos os lados precisam chegar a um entendimento plausível”. Ele acredita que agricultores, produtores e o Governo Federal podem restabelecer um novo diálogo e determinarem sua própria estratégia para garantir o desenvolvimento sustentável da região a partir da conformidade com o direito previsto na Constituição que garante o uso da terra aquém nela produz.
De acordo com analistas ouvidos pela reportagem, “a solução prática para a resolução dessa questão é o Governo é frear as operações sob suspeita de atos arbitrários, em que pese haja decisão judicial para tais feitos”. Eles afirmam, ainda, que, ”cabe recurso judicial à cada situação preestabelecida. O que ocorre, portanto, “é que as respostas às essas decisões seriam apresentadas, tardiamente, pelas partes de menor poder de fogo no Parlamento Brasileiro, no âmbito judicial e pelas entidades civis organizadas”, arremataram as fontes.


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