Pessoas que apreciam vídeos de criminosos promovendo sessão de tortura e assassinatos cruéis contra rivais ficariam impressionados com um vídeo em poder da Polícia Civil de Rondônia que mostra uma mulher de 25 anos narrando e praticando uma crueldade sem limites, com a faca na mão dando golpes no corpo de um homem de 51 anos com parte do rosto e do corpo queimando, já com a pele derretendo, se contorcendo e agonizando. Ela mostrava a faca pra câmera do celular e o corpo do homem vivo e, ao mesmo tempo, fazia cortes e dava estocadas em várias partes do corpo da vítima.
O crime de homicídio com requinte de crueldade e ódio foi praticado contra Adevaldo Benício Gomes, 51 anos, na manhã desta quinta-feira (30) no município de Mirante da Serra, que fica a 389 km de Porto Velho, e a 58 km da BR-364, em Ouro Preto do Oeste.
A Polícia Civil conseguiu identificar a autora do homicídio Cecília dos Santos, 25 anos; ela foi localizada e presa na tarde do mesmo dia, e trazida para a UNISP, em Ouro Preto do Oeste. A mulher chegou a DP usando uma touca de cetim, uma blusa cor de rosa com espécie de adorno simulando uma corrente grossa de cor dourada.
A Polícia Civil não confirmou que existe registro de ocorrência feito por Cecília contra Adevaldo, a autora do crime decidiu gravar um vídeo por livre e espontânea vontade, já no momento que a reportagem deixava a porta da delegacia. Ela sustentou na gravação que sofreu agressões de Adevaldo, o rapaz que foi detido com ela também quis gravar, porém o trecho foi suprimido pelo fato de ele ter sido liberado após ser ouvido.
O delegado George Harrison Lemos da Silva, titular na Delegacia de Polícia de Mirante da Serra, que conduz o inquérito, não deu maiores detalhes sobre a investigação, apenas admitiu que havia um litígio pessoal entre autora e a vítima sem, contudo, revelar em que circunstâncias.
“foi com requinte de crueldade. Ela esfaqueou e tacou fogo nele por vingança e meio que premeditou em razão de uma briga anterior”, confirmou o delegado.
Cecília dos Santos foi identificada a partir de um par de chinelo encontrado próximo ao matagal onde Adevaldo foi torturado e assassinado, o chefe do Serviço de Investigação e Captura (Sevic) com os agentes Eder Trindade e Magalhães saíram em diligência e capturaram Cecília e o rapaz que filmou o crime.
Embora o rapaz tenha sido liberado ele vai responder por participação no crime praticado por Cecília a tese do Direito Penal é de que se um indivíduo sabe que alguém vai cometer um crime grave ele está contribuindo.
O corpo de Adevaldo foi encaminhado para o IML de Ji-Paraná para realização de autopsia e ainda não foi velado, e nesta sexta-feira a funerária Sistema Bom Pastor deverá divulgar o local e o horário do sepultamento.
A INVESTIGAÇÃO
Em nota, a Polícia Civil de Rondônia informou que a equipe policial imediatamente se deslocou até o local dos fatos, identificando vestígios importantes que conduziram a suspeita. Com base em informações colhidas no local e em denúncias anônimas, a equipe de investigação realizou diligências e localizou um dos envolvidos, que forneceu detalhes cruciais sobre a autoria e dinâmica do crime. Segundo relatos obtidos, a acusada teria cometido o homicídio motivado por uma desavença anterior com a vítima.
Em continuidade, os policiais localizaram a investigada, que confessou o crime e indicou o local onde escondeu alguns dos objetos utilizados na ação criminosa. Foram apreendidos um facão, um pedaço de madeira e um recipiente contendo líquido inflamável, que teriam sido utilizados na execução do delito. As provas colhidas e os depoimentos prestados reforçam a gravidade do crime, evidenciando sua premeditação e extrema violência.
A suspeita foi flagranteada pela Central de Atendimento de Urgência e ficará à disposição da justiça. As investigações seguem em andamento para a completa elucidação dos fatos e para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados pela Justiça.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a sociedade, garantindo a celeridade na apuração dos crimes e a atuação incansável na busca pela verdade e pela justiça. Qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada de forma anônima através do 197.
