TAPAUÁ (SUL DE MANAUS) – Na história dos movimentos indígenas do Amazonas é a primeira vez que Caciques e Tuxauas dos territórios do município de Tapauá, localizado ao Sul da Capital Manaus, apelaram diretamente ao Ministério Público Federal (MF-AM) para que intervenha na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) para que o direito de eleições internas livres seja mantido inviolável.

Terras Demarcadas continuam sendo invadidas para virarem loteamentos de brancos
Por meio de um mandado de segurança o Coletivo de Caciques e Tuxauas tenta manter a validade da eleição, livre e democrática, para a Comissão Técnica Local (CTL) da FUNAI em Tapauá, cargo ainda vago por não haver concurso público. A função vinha sendo ocupado pela Agente Administrativo Luciana Brandete da Silva.

Casal Raimundo Bias do Amaral e a mulher. Ele ex-coordenador da FUNAI e ela, Coordenadora da FOCIMP lideram denúncias de violação dos direitos de indígenas em Tapauá/AM.
O novo gestor foi escolhido em votação aberta pelas lideranças de Tapauá é o indígena Geovan Leôncio, foi eleito por maioria absoluta dos indígenas representada por cada uma das aldeias existentes no município de Tapauá. Porém, o resultado do leito não vem sendo respeitado pela antiga chefa da CTL e pelo presidente da FOCIMP, José Raimundo Pereira Lima (mais conhecido como Zé Bajaga), os derrotados na eleição e um grupo de acreanos que invadiram a Terra Indígena São João para loteamentos.
O falso Cacique Augustinho, e a Francinete da Miata , que e uma associação de mulheres artesa, só isso e mais nada
Com base nas ameaças e espancamentos sofridos por caciques em suas próprias aldeias por supostos capangas contratados pela antiga chefa da CTL (ela permanece no cargo até a Justiça Federal se manifestar), Luciana Brandete da Silva tenta reverter à votação, segundo indígenas, “a ferro e fogo depois que teria enviou carta falsa através da FOCIMP à Brasília com supostas assinaturas dos caciques e tuxauas das aldeias”.

Presidente da FUNAI, Joenia WAPICHANA e acusada de "reconhecer terra a falso Cacique dentro de território já demarcado". As terras estão sendo loteadas, ilegalmente. Ela não e gestora 
Luciana Brandete não é Gestora, é agente administrativa. O cargo continua vago prejudicando a gestão das aldeias em Tapaua/AM
FAVORECE GRUPO DA CTL – O Processo de número 101.8614-97.2025-01.3200, que encorpa Mandado de Segurança para garantir a posse de Geovan Leôncio no comando da CTL ainda não teria sido julgado. Segundo informações, “a Procuradoria Regional da República (PRR-AM) espera ainda pela defesa da FUNAI”.
Apesar do cargo da CTL continuar vago desde dezembro de 2024, Luciana Brandete diz que permanecerá gestora com o apoio do presidente da FOCIMP, José Raimundo Pereira Lima, “O Zé Bajaga”.
O vídeo será encaminhado ao MPF, ao Ministério da Justiça e a Presidência da República. A FOCIMP vem agindo no Purus como órgão regulador do Governo Federal para políticas públicas indígenas. Zé Bajaga tem brincas altas, também, em Pauini, Lábrea, Canutama e em Tapauá
Além da posse do eleito ainda impedido de assumir a Comissão Técnica Local (CTL) no município de Tapauá, há demandas antigas não atendidas na saúde, educação e na infraestrutura das aldeias. Com atendimento médico precário desde 2019, os chefes de aldeias pedem ao Governo prazos mais longos, o que obriga os pacientes se deslocarem aos hospitais das cidades vizinhas.
Esses fatos são do conhecimento dos coordenadores da FUNAI e do DSEI/SESAI.

Caciques relataram as ocorrências a Polícia e ao Ministério Público Federal (MPF-AM).
Desde que a Coordenadoria Regional manteve Luciana Brandete à frente da CTL, Caciques e Tuxauas passaram a ser perseguidos por uma especie de “Guarda Pretoriana” integrada por homens armados. Eles são espancam dentro das próprias aldeias por serem contrários aos desmandos praticados pela Agente Administrativa que, agora, terá que deixar o órgão por não se adequar às regras do Ministério dos Povos Indígenas e da Constituição Federal.
Cacique levou "muita porrada dos jagunços" ligados à Luciana Brandete e invasores. Os espancamentos aconteceram nas e dentro da Aldeia da terra indígena.
- O Estatuto do Índio, também, proíbe maus tratos, perseguição às lideranças das aldeias e a violação dos direitos humanos dos povos indígenas no Brasil, aponta o consultor jurídico João Lemes Soares.
Com Luciana Brandete ainda à frente da CTL da FUNAI, um casal de acreanos é acusado pela população da cidade de comandar invasões dos territórios indígenas, apesar das terras já demarcadas, com o apoio de “Zé Bajaga” e Luciana Brandete, continua vendendo lotes ilegalmente a moradores brancos.


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