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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
Humaitá - AM

MORADORES DAS COMUNIDADES DO RIO E BALNEÁRIO DO RIO IPIXUNA ROMPEM O SILÊNCIO E INTERDITAM PONTE NA BR-230

SOB PROTESTO NOS CORTES CONTÍNUOS DE LUZ ELÉTRICA SEM AVISO PRÉVIO DA CONCESSIONÁRIA AMAZONAS ENERGIA

TUDO AMAZÔNIA
Por TUDO AMAZÔNIA
MORADORES DAS COMUNIDADES DO RIO E BALNEÁRIO DO RIO IPIXUNA ROMPEM O SILÊNCIO E INTERDITAM PONTE NA BR-230
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HUMAITÁ (SUL DO AM) – Indignados com os cortes diários no fornecimento de luz elétrica sem anuncio prévio, moradores do povoado Ipixuna, acerca de 45 quilômetros da cidade de Humaitá, no interior do Estado, fecharam na sexta-feira (11), a ponte sobre o rio que da o acesso ao cruzamento das BR-230 e BR-319.  

A interdição foi um protesto contra ao descaso atribuído à concessionária Amazonas Energia em prolongar os cortes de luz elétrica na região sem “anúncio prévio aos seus próprios consumidores”, se queixam donas de casas que alegam prejuízos com a perda de alimentos resfriados (carne, frango, pescado e outros) além de medicamentos que precisam ser conservados.

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A falta de energia continua afetando às comunidades da região e isso complica a vida dos moradores e a rede hoteleira local. De acordo com os manifestantes da última sexta-feira (11), as madeireiras e o frigorífico que circundam as BR-319 e BR-230, na parte onde a Amazonas Energia efetua os cortes, “também são impactados”.

Além dos povoados sob o domínio aparente do agronegócio madeireiro, bovino e da soja, o humaitaense tem aprendido a conviver forçosamente com verdadeiros “apagões” nos últimos anos. A situação tem afetado, principalmente, a vida de ribeirinhos e moradores das comunidades dentro dos assentamentos do INCRA – palco de chacinas sangrentas de lideranças rurais e ambientalistas contrárias ao avanço do desmatamento em terras da União.   

Desde que a Amazonas Energia assumiu o controle da antiga Companhia Energética do Amazonas (CEAM) - a então empresa estadual que gerava e distribuía energia elétrica no interior do Amazonas foi incorporada pelo novo conglomerado. A partir daí, “a situação piorou de vez”, admitiu agricultor obrigado a deixar assentamento do INCRA sob ameaça de um suposto consórcio do crime organizado que atuaria na então pacata região do rio Ipixuna.      

Os cortes de energia começaram de uma hora para a outra - sem explicação dada pela Amazonas Energia aos consumidores das comunidades local. “As concessionárias de serviços públicos, por lei, nesses casos, abrem precedentes para que os consumidores as responsabilizem judicialmente”, aponta o consultor João Roberto Soares.

Ele diz ainda que “as empresas são obrigadas a comunicar qualquer interrupção, sobretudo nos serviços essenciais ligados ao fornecimento de energia”, afirmou citando o Código do Consumidor Brasileiro.

Segundo ainda o consultor (João Roberto Soares atua no eixo Rondônia, São Paulo e Distrito Federal), “essa forma de suspensão dos serviços de energia elétrica que vitimizam moradores das comunidades do rio e Balneário Ipixuna, só pode ocorrer em caso de atraso nas contas e quando existe necessidade de reparos na rede elétrica ou por ocorrências mais graves na usina de geração e de distribuição”.

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY / NBONEWS
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HENRIQUE FERRAZ

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