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Sabado, 18 de Abril de 2026

LÁBREA - AM

MORRE NA CIDADE DE LÁBREA A INDÍGENA APURINÃ SEBASTIANA MATIAS DA SILVA AOS 89 ANOS.

Sebastiana Apurinã deixou filhos, netos, bisnetos e inúmeros amigos que lhes emprestaram “solidariedade no período de enfrentamento de dias difíceis ao lutar para se manter viva e em pé”.

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Por TUDO AMAZÔNIA
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MORRE NA CIDADE DE LÁBREA A INDÍGENA APURINÃ SEBASTIANA MATIAS DA SILVA AOS 89 ANOS.
Em vida, a Apurina Sebastiana Matias da Silva, 89.
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LÁBREA (SUL DO AM) – A morte da matriarca indígena Sebastiana Matias da Silva APURINÃ, 89, na última sexta-feira (10), na cidade de Lábrea, no interior do amazonas, também, repercutiu na parte maior dos 38 territórios que formam todas as Terras indígenas da mesorregião amazonense do Purus e do Sul do município.

A causa que motivou o falecimento da indígena não foi divulgada pelos familiares, mas, a reportagem esteve inúmeras vezes com ela em sua casa localizada na Rua da Caixa Baixa, bairro da Fonte, parte da cidade labreense que habitou durante longo tratamento (principalmente quando afetada por viroses que provocam gripes e crises respiratórias).

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 O corpo foi velado no endereço acima; e sepultado no Cemitério Novo da cidade de Lábrea/AM.

Sebastiana Apurinã deixou filhos, netos, bisnetos e inúmeros amigos que lhes emprestaram “solidariedade no período de enfrentamento de dias difíceis ao lutar para se manter viva e em pé”. Em vários momentos, mesmo diante de uma cegueira iminente total, a indígena lamentou “não poder ver, um dia, todos os povos indígenas unidos e irmanados num só propósito, o da paz, com saúde e educação e todos os parentes recebendo o que lhes é direito perante as leis criadas para nos amparar”.

Tímida, de maneira silenciosa, já tateando pelos cantos da casa que morava com parte dos filhos, a indígena Apurinã demonstrava resistência viva e presente ao identificar pela voz e o cheiro as pessoas que acorriam ao local.  Alegre e conformada com sua própria situação, que inspirou sacrifícios dos filhos na busca por remédios, medicamentos e internação, Sebastiana Matias da Silva, lutou pela vida e se dizia preparada para o que viesse a acontecer, um dia, como a chegada da morte da morte à sua tapera.

Em mais de cinco anos, a Reportagem esteve com a indígena, visitando-a ou mesmo via passagem pelas ruas do bairro da Fonte, um dos maiores e mais populosos da pujante cidade de Lábrea, reconhecida como “A Princesinha do Purus”. Nas conversas, às vezes, sozinha em casa, em horários não programados, Sebastiana Apurinã, mesmo com problemas de visão se encaminhava até a porta para abri-la a este Repórter. No sofá da sala, dava início as falas, geralmente, sobre sua felicidade por estar viva por mais um dia “com a graça do Divino Deus” – eram suas palavras de boas-vindas.

Sebastiana Matias da Silva APURINÃ chegou a ser internada, recebeu atenção devida dos profissionais de saúde e médicos do Hospital Regional de Lábrea, mas, na sexta-feira (10), por volta das 16h17, faleceu no local. Ela foi sepultada no Cemitério Novo da cidade Lábrea.

Em situação adversa, o Cacique Amilka Jamamadi – de idade não revelada – morreu de forma misteriosa num interior da Casa de saúde Indígena (CASAI), em Lábrea, após medicação duvidosa administrada, segundo testemunhas, “por imperícia atribuída ao profissional que o atendeu’. O caso ainda não foi investigado pela Polícia Civil do Amazonas nem o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/SESAI), até este domingo (12), não apresentou pedido de intervenção junto ao Ministério Público Federal (MPF-AM).

 

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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