As tensões do governo Lula (foto) com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), despertaram em alguns petistas o trauma do impeachment de Dilma Rousseff, informa o site Metrópoles. O receio é de que Lira aja da mesma forma que Eduardo Cunha agiu quando sua relação com o Palácio do Planalto se tornou insustentável e desengavete um dos 19 pedidos de impeachment apresentados contra Lula.
O medo dos petistas não faz sentido a esta altura dos acontecimentos. Não surgiram sinais, até agora, de que Lira tenha sequer cogitado a possibilidade de iniciar um processo que poderia levar à queda de Lula. Mas o alarme é um indício do problema no qual os governistas se meteram, e, mais uma vez, por conta dos próprios erros de cálculo.
As tensões do governo Lula (foto) com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), despertaram em alguns petistas o trauma do impeachment de Dilma Rousseff, informa o site Metrópoles. O receio é de que Lira aja da mesma forma que Eduardo Cunha agiu quando sua relação com o Palácio do Planalto se tornou insustentável e desengavete um dos 19 pedidos de impeachment apresentados contra Lula.
Emendas
Já o governo Lula se enxerga muito mais forte do que é. E, a exemplo do que ocorreu na época do mensalão e do impeachment de Dilma, calcula que tudo pode ser resolvido com dinheiro — emendas, na linguagem técnica.
Mas a moeda da política é o poder, que o PT nunca quer dividir com ninguém, como ficou claro na insistência em manter a desgastada Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde.
O Palácio do Planalto editou na sexta-feira passada, 12, uma portaria para devolver a Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, a função de liberar emendas parlamentares. A medida, tomada depois de Lira chamar o ministro de incompetente e de desafeto, foi tomada para dar poder a Padilha, que Lula disse que manterá no cargo “só por teimosia”.
Como era de se esperar, a decisão de fortalecer Padilha incomodou líderes partidários, que tinham negociado manter comunicação direta com os ministérios por emendas.
Um primo
O Palácio do Planalto também não se ajudou ao demitir um primo de Lira. E pouco importa se o presidente da Câmara deveria ou não ter tanto poder nas mãos quanto o de pautar um processo de impeachment assim que desejar — o fato é que ele tem.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), afirmou nesta sexta-feira, 19, que o impasse criado pela demissão de Wilson César de Lira Santos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Alagoas “está superado”.
Santos era alvo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há tempo. Agora, para evitar a ampliação da crise, Teixeira disse que “o próprio presidente Lira já enviou uma proposta de nome para substituí-lo.”
Almoço
Lula convocou seus líderes no Congresso para almoçar nesta sexta, na tentativa de desarmar pautas-bomba armadas para estourar na próxima semana, e traçar as estratégias do governo para enfrentar a sessão que deve derrubar seu veto ao PL das saidinhas.
A Câmara aprovou na quarta-feira, 17, um projeto que limita a cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) pelo Ibama — falta passar pelo Senado. A taxa é uma das principais fontes de recursos do órgão ambiental.
Filme antigo
Também está no radar, entre outras questões, a manutenção da desoneração da folha de 17 setores. O impacto potencial das pautas-bomba nas contas pública em 2024 é calculado em torno de 80 bilhões de reais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou sua volta de Washington na quinta-feira “tendo como foco a agenda econômica em Brasilia e negociações com o Congresso envolvendo os projetos de interesse do governo”.
As tensões do governo Lula (foto) com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), despertaram em alguns petistas o trauma do impeachment de Dilma Rousseff, informa o site Metrópoles. O receio é de que Lira aja da mesma forma que Eduardo Cunha agiu quando sua relação com o Palácio do Planalto se tornou insustentável e desengavete um dos 19 pedidos de impeachment apresentados contra Lula.
Já o governo Lula se enxerga muito mais forte do que é. E, a exemplo do que ocorreu na época do mensalão e do impeachment de Dilma, calcula que tudo pode ser resolvido com dinheiro — emendas, na linguagem técnica.
O Palácio do Planalto editou na sexta-feira passada, 12, uma portaria para devolver a Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, a função de liberar emendas parlamentares. A medida, tomada depois de Lira chamar o ministro de incompetente e de desafeto, foi tomada para dar poder a Padilha, que Lula disse que manterá no cargo “só por teimosia”.
Como era de se esperar, a decisão de fortalecer Padilha incomodou líderes partidários, que tinham negociado manter comunicação direta com os ministérios por emendas.
Um primo
O Palácio do Planalto também não se ajudou ao demitir um primo de Lira. E pouco importa se o presidente da Câmara deveria ou não ter tanto poder nas mãos quanto o de pautar um processo de impeachment assim que desejar — o fato é que ele tem.
Santos era alvo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há tempo. Agora, para evitar a ampliação da crise, Teixeira disse que “o próprio presidente Lira já enviou uma proposta de nome para substituí-lo.”
Almoço
Lula convocou seus líderes no Congresso para almoçar nesta sexta, na tentativa de desarmar pautas-bomba armadas para estourar na próxima semana, e traçar as estratégias do governo para enfrentar a sessão que deve derrubar seu veto ao PL das saidinhas.
A Câmara aprovou na quarta-feira, 17, um projeto que limita a cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) pelo Ibama — falta passar pelo Senado. A taxa é uma das principais fontes de recursos do órgão ambiental.
Filme antigo
Também está no radar, entre outras questões, a manutenção da desoneração da folha de 17 setores. O impacto potencial das pautas-bomba nas contas pública em 2024 é calculado em torno de 80 bilhões de reais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou sua volta de Washington na quinta-feira “tendo como foco a agenda econômica em Brasilia e negociações com o Congresso envolvendo os projetos de interesse do governo”.
“Toda essa conjuntura, articulação política ruim, articulador político do governo tomando baile, um cenário econômico ruim, um presidente cada vez mais impopular, o dólar disparando, os preços disparando, discordância na distribuição de emendas, uma péssima relação com o Congresso, uma desavença pessoal com o presidente da Câmara dos Deputados… Meus amigos, esse filme eu já assisti, no segundo mandato de Dilma Rousseff, e terminou em impeachment”.
