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Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

Economia

Oposição pede à PGR que investigue suspeita de fraude na compra de arroz importado

Chamou a atenção dos parlamentares o fato de que várias empresas que negociaram com o governo federal têm baixo capital social

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Por TUDO AMAZÔNIA
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Oposição pede à PGR que investigue suspeita de fraude na compra de arroz importado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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Deputados de oposição protocolaram junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para apurar indícios de fraude na compra de 263 mil toneladas de arroz importado pela Conab. O certame ocorreu nesta quinta-feira.

No pedido, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) argumenta que dos 28 lotes, apenas 17 foram arrematados. Para o parlamentar, chamou a atenção o fato de que várias empresas que negociaram com o governo federal têm baixo capital social.

A compra de arroz importado foi uma solução adotada pelo governo federal para tentar regular o mercado no país, embora as empresas responsáveis pela produção nacional tenham negado, reiteradamente, a possibilidade de desabastecimento do produto no Brasil.

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Outra questão apontada pelo parlamentar é a ausência de empresas do Sul do país, região tradicionalmente produtora de arroz. Ainda para o parlamentar, algumas empresas vencedoras não apresentaram compatibilidade entre a atividade rural e as registradas no Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAES).

“Tais fatos, em conjunto, indicam a possível existência de utilização de interpostas empresas ‘laranjas’ com o intuito de fraudar o leilão de compra de arroz pela CONAB e ocultar os seus reais proprietários e beneficiários”, disse o parlamentar.

Como Crusoé mostrou mais cedo, no leilão realizado nesta quinta, o governo federal aceitou que um pequeno supermercado, na região central de Macapá, fosse responsável por negociar mais da metade do valor negociado.

Agora caberá a Wisley A. de Sousa LTDA, nome empresarial do supermercado “Queijo Minas”, a responsabilidade de entregar 147,3 mil toneladas do grão, em uma transação superior a 736 milhões de reais.

No caso do mercado no Amapá, há poucas informações sobre o mercadinho, a não ser suas redes sociais pouco movimentadas e os telefones de contato. A Crusoé buscou os dois contatos, sem sucesso — um deles, inscrito na Receita Federal, indica ser de uma transportadora, que desligou os telefones ao ser contatada pela reportagem.

A empresa não apenas se compromete a entregar a mercadoria — que poderia encher até seis navios inteiros com a carga — como também a empacotar a mercadoria em sacos de cinco quilos, que serão vendidos a preço tabelado pelo governo.

 
FONTE/CRÉDITOS: OANTAGONISTA - Wilson Lima
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