AMAZONAS (AM) – “Foi bom o quanto durou toda a má gestão contra os trabalhadores e trabalhadoras castanheiros das cooperativas criadas e recriadas pelo empresário falecido Antônio Malveira e a mulher Sandra Maia Barros que passou a assumir os negócios de duas cooperativas entre três implantada na cidade de Lábrea.
O dinheiro dos castanheiros, segundo dados em abertos relatados por associados que se consideram lesados por eles enquanto dominaram o mercado da castanha e outros produtores regionais à frente de Cooperativas e Associações Agroextrativistas. O dinheiro dos cooperados pode ter financiado cursos em faculdades para os filhos do casal no Brasil e no exterior.
Entre os órgãos que financiaram as atividades econômicas da COOPMAS destacam-se, além dos governos Estadual e Federal, o Programa de Apoio Ao extrativismo da Amazônia, Zona Franca Verde, CONAB, Organização das Cooperativas do Brasil (OCB-AM), Agência de Fomento do estado do Amazonas (AFEAM), IDAM, CONAB, Banco do Brasil (BB)incluindo os Ministérios do Meio Ambiente e Controle do Clima (MMA-CC) Ministério da Integração Nacional e convênios cujos valores estariam sendo mantidos em segredo pelo Grupo Malveira & Barros.
A família Malveira & Barros , diante do suposto estado falimentar dos três complexos de beneficiamento de Castanha do Brasil (pequenos trabalhadores e trabalhadoras castanheiros seriam os mais prejudicados pela má gestão dessas empresas ao longo de mais de duas décadas. A maioria que trabalhava na COOPMAS continua com salários não pagos e o rombo junto a AFEAM chega amais de R$ 1 milhão, incluindo outras pendências já consideradas impagáveis.
Apesar da Cooperativa Mista Agroextrativista SARDINHA (COOPMAS, CNPJ 10.441.523/0001-27, presidida por Gerson Gomes) ter tido sua falência decretada ainda sob o comando de Antônio Malveira, atualmente a Receita Federal informa que a empresa é presidida por Gerson Falcão. O que não ocorre com a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do SARDINHA (ASPACS, CNPJ 02.369.784/0001-55) e Associação dos Produtores e Beneficiadores de Produtos Agroextrativistas de Lábrea (ASPROBAL, CNPJ 48.883.30301/0001-37), são presididas por Marcikely Ferreira dos Santos e Gerson GALVÃO Gomes, respectivamente.
Ainda assim, por trás o controle e as decisões são tomadas pela mãe do advogado Tomás Gomes da Silva Neto, Sandra Maia Barros, ex-dono do Cursinho Centro da Física por tentativa de fraude no vestibular da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Após ser preso, Tomás confessou que “age desde 2009, levantando suspeitas de fraudes em demais concursos estaduais”.
MISTER “M” TUPININQUIM – A Reportagem tentou contato através de inúmeros locais de trabalho onde se supunha o advogado e professor Tomás Gomes da Silva Neto pudesse manifestar sua opinião a respeito dessas acusações. Não foi possível, também, confirmar a informação de os pais, Antônio Malveira (em vida) e Sandra Maia Barros, pagaram cursos em faculdades de Direito e Medicina no exterior aos filhos com o dinheiro das cooperativas resultantes da venda de Castanha do Brasil.
FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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