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Sabado, 16 de Maio de 2026

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PF conclui investigação sobre massacre do Rio Abacaxis e indicia 13 pessoas no Amazonas

Após quatro anos de apurações, PF aponta abusos e assassinatos cometidos por policiais militares contra indígenas e ribeirinhos no interior do estado

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Por TUDO AMAZÔNIA
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PF conclui investigação sobre massacre do Rio Abacaxis e indicia 13 pessoas no Amazonas
Investigação sobre massacre no Rio Abacaxis. - Foto: Reprodução/ Redes Sociais.
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A Polícia Federal encerrou a investigação sobre o Massacre do Rio Abacaxis, ocorrido em agosto de 2020, nos municípios de Borba e Nova Olinda do Norte, no Amazonas.

O caso envolve a morte de oito pessoas, além de denúncias de tortura, invasão de domicílio e outros abusos praticados por policiais militares estaduais contra ribeirinhos e indígenas.

A operação, batizada de Lei e Ordem, foi deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e pela Polícia Militar após um confronto que resultou na morte de dois policiais. A ação policial teria sido marcada por violência excessiva e intimidações contra moradores da região.

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De acordo com a PF, 13 pessoas acabaram indiciadas, incluindo dois altos comandos responsáveis por coordenar as execuções e impedir a atuação de agentes públicos de outras instituições.

Região do Rio Abacaxis. – Foto: Reprodução/ Redes Sociais.Região do Rio Abacaxis. – Foto: Reprodução/ Redes Sociais.

Entre os indiciados estão o ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, e o coronel da PM Airton Norte. De acordo com a investigação, ambos lideraram as ações violentas.

Massacre no Rio Abacaxis

Os crimes identificados incluem homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, constituição de milícia privada, fraude processual e tortura. A investigação também revelou que os policiais jogaram duas vítimas no Rio Abacaxis, e elas seguem desaparecidas.

Em abril de 2023, a PF realizou uma operação em Nova Olinda do Norte para cumprir mandados contra os envolvidos no massacre. Além disso, entre os alvos estavam um hotel e uma casa usados como base para as torturas.

O caso teve início em julho de 2020, quando o então secretário executivo do Governo do Amazonas, Saulo Rezende Costa, acabou baleado ao tentar entrar com uma lancha em uma área proibida para pesca. Dias depois, dois policiais enviados ao local terminaram mortos em um confronto.

Após o ataque, Bonates e Norte organizaram a operação que resultou em centenas de denúncias de tortura e abuso de autoridade, agravando ainda mais o histórico de violência na região.

FONTE/CRÉDITOS: Mayana Ramos DO PORTAL NORTE
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