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Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

Economia

Açaí é reconhecido oficialmente como fruta nacional e fortalece identidade amazônica

Lei sancionada em 2026 reconhece o açaí como fruta nacional e reforça a valorização da produção amazônica, que envolve mais de 17,5 mil agricultores no Amazonas

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Por TUDO AMAZÔNIA
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Açaí é reconhecido oficialmente como fruta nacional e fortalece identidade amazônica
O município de Codajás é considerado a capital do açaí no Amazonas - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O açaí, fruto nativo da região amazônica, passou a ser reconhecido oficialmente como fruta nacional a partir da Lei nº 15.330, de 2026.

A medida fortalece a soberania em torno do produto agrícola e valoriza a origem amazônica do açaí, símbolo cultural e econômico do Norte do país.

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No Amazonas, mais de 17,5 mil agricultores familiares e extrativistas atuam na cadeia produtiva do açaí com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

De acordo com o Idam, responsável pelas ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) pública, o Amazonas alcançou 1,3 milhão de toneladas de açaí produzidas em 2024, consolidando-se como o segundo maior produtor do Brasil.

Os dados refletem o crescimento da cultura no estado, impulsionado por políticas de incentivo, assistência técnica e modernização da produção.

Segundo o técnico agrícola e coordenador do Projeto Prioritário (PP) da cadeia produtiva do açaí do Idam, Nelildo Secundino, o reconhecimento do açaí como fruta nacional fortalece não apenas a cultura amazônica, mas também protege o saber tradicional das comunidades ribeirinhas.

“O Amazonas vive hoje uma transição tecnológica, saindo do modelo puramente extrativista para o cultivo ordenado”, afirmou.

De acordo com ele, entre 2018 e 2024, a produção anual de açaí no estado saltou de 550,8 mil para 1,3 milhão de toneladas, um crescimento de 150%, impulsionado pelas ações do Projeto Prioritário. No mesmo período, a área plantada cresceu 173%, ultrapassando 11 mil hectares em 2024.

Codajás é referência na produção de açaí

O município de Codajás é considerado a capital do açaí no Amazonas e tem sua produção reconhecida pelo Selo de Indicação Geográfica, que também abrange os municípios de Anori e Coari.

Em 2024, Codajás produziu 15,12 toneladas de açaí cultivado e 13,55 toneladas de açaí nativo, beneficiando 2.450 produtores rurais.

O técnico destacou ainda a importância do trabalho de extensão rural realizado pelo Idam para a modernização da cadeia produtiva.

“A presença do Idam nos municípios é o que viabiliza a modernização da cadeia”, explicou.

Com a inclusão de Tefé e Anamã no Projeto Prioritário nos anos de 2024 e 2025, a expectativa é de que esses municípios apresentem as maiores taxas de crescimento de produtividade nos próximos dois anos, impulsionadas pela implantação de novos viveiros e pelo uso de mudas selecionadas.

Projeto Prioritário fortalece produção sustentável

O Projeto Prioritário (PP) da Cadeia Produtiva do Açaí, coordenado pelo Idam, busca transformar a produção extrativista em um modelo de negócio sustentável e altamente produtivo. Atualmente, 14 municípios integram o projeto: Codajás, Anori, Anamã, Benjamin Constant, Borba, Coari, Fonte Boa, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Rio Preto da Eva, Tapauá e Tefé.

O projeto atua em duas frentes: o açaí nativo (Euterpe precatoria) e o açaí cultivado (Euterpe oleracea e variedades).

Segundo Secundino, o açaí nativo do Amazonas possui maior teor de antocianinas, o que garante um valor nutricional superior. O foco do Idam nesse segmento é o manejo sustentável, orientando ribeirinhos a melhorar a produtividade sem comprometer a floresta.

“O trabalho consiste em limpar os açaizais nativos para aumentar a entrada de luz e a produção, sem derrubar a mata”, explicou.

Já no cultivo do açaí, o Idam atua na distribuição de sementes e mudas das variedades BRS Pará e BRS Pai d’égua, que são precoces e permitem colheita durante a entressafra do açaí nativo.

Com o uso de sistemas de irrigação, como os implantados em Codajás, Borba e Benjamin Constant, os produtores conseguem manter a produção ao longo do ano, garantindo renda constante e sustentabilidade econômica.

 

FONTE/CRÉDITOS: Mafê Santana - PORTAL NORTE
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HENRIQUE FERRAZ

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