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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas

Comando Vermelho e o PCC avançam sobre o garimpo, extração ilegal de madeira, grilagem e até tráfico de animais para financiar suas operações e expandir influência. Crime pressiona comunidades e desafia o Estado.

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Por TUDO AMAZÔNIA
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Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas
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O ouro que sai do fundo do rio no sul do Amazonas não serve apenas para enriquecer garimpeiros ilegais. Esse e outros crimes ambientais, como extração ilegal de madeira, grilagem e tráfico de animais silvestres, financiam armas, pagam por droga importada do Peru e Colômbia e fortalecem facções criminosas que avançam seus domínios por meio do controle da floresta.

Dados reunidos no estudo Cartografias da Violência na Amazônia 2025 , do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, indicam que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passaram a tratar crimes ambientais como fonte estratégica de financiamento, lavagem de dinheiro, domínio regional e parte da engrenagem de poder.

Os pesquisadores observaram uma mudança no perfil do crime na região - antes concentrado na disputa pelas rotas do tráfico e, agora, focado na extração clandestina de recursos naturais da Amazônia.

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Pelo menos três municípios já têm atuação de facções com foco em crimes ambientais, segundo o estudo:

O documento mostrou ainda que presença dessas organizações intensifica os conflitos socioambientais e coloca comunidades tradicionais e povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

 

“Essas organizações chegam à Amazônia com interesse estratégico em controlar a cadeia do tráfico de drogas direto da produção. A partir do momento em que se inserem na economia ilegal local, passam a explorar outras possibilidades, como o garimpo, que permite reinvestir e lavar o dinheiro obtido com o tráfico.” disse Ariadne Natal, pesquisadora sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

Segundo a pesquisadora, o enfraquecimento das instituições de fiscalização ambiental e de proteção indígena, sobretudo a partir de 2018, abriu espaço para que facções expandissem suas operações para os crimes ambientais. Além da participação direta na mineração e extração de madeira, também cobram sobre atividades ilegais exercidas em seus territórios de domínio.

Infográfico mostra que crimes ambientais nestas cidades servem para lavagem de dinheiro e domínio do PCC e do CV — Foto: Arte/g1

Infográfico mostra que crimes ambientais nestas cidades servem para lavagem de dinheiro e domínio do PCC e do CV — Foto: Arte/g1

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Macedo, g1 AM — Manaus
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HENRIQUE FERRAZ

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