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Sabado, 04 de Julho de 2026

Justiça

Advogada e membros da LCP são condenados por integrar organização criminosa que invadia terras para vender ilegalmente em Rondônia

Segundo a Polícia Civil, a ação dos réus desvirtua o caráter social do movimento camponês. Investigações demonstraram que o grupo planejava e executava invasões de terras rurais, dividia os lotes e os vendia de maneira irregular.

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Por TUDO AMAZÔNIA
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Advogada e membros da LCP são condenados por integrar organização criminosa que invadia terras para vender ilegalmente em Rondônia
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A Justiça de Rondônia condenou, na última semana, a advogada Lenir Correia e quatro integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) por organização criminosa. O grupo foi acusado de promover invasões armadas de propriedades rurais com objetivo de lotear e vender terras ilegalmente.

A Liga dos Camponeses Pobres é um movimento social que atua principalmente em regiões rurais do Brasil, reivindicando a reforma agrária e a distribuição de terras para trabalhadores sem-terra. O movimento tem origem em grupos de camponeses que defendem a ocupação de terras improdutivas.

Segundo a Polícia Civil, a ação dos réus desvirtua o caráter social do movimento camponês. A investigação destacou que a análise foi feita de forma a separar o movimento social da prática criminosa, ou seja, nem todo militante da LCP foi automaticamente considerado suspeito.

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As investigações demonstraram que o grupo planejava e executava invasões de terras rurais, dividia os lotes e os vendia de maneira irregular. A promessa de regularização fundiária era utilizada para atrair interessados e mascarar o crime.

A sentença destacou que apenas 25% dos lotes eram destinados aos acampados, enquanto o restante era dividido entre os líderes e financiador.

 

O esquema foi investigado e revelado durante a Operação Canaã, realizada em sete fases pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado de Porto Velho (Draco 2), entre os anos 2021 e 2022.

A denúncia feita pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) à Justiça do estado aponta que o grupo operava com uma estrutura criminosa bem organizada e hierarquizada, com divisão de funções entre seus membros.

Foram condenados por organização criminosa (veja a pena de cada um ao final da reportagem):

Rubens Pereira Braga

Lenir Correia Coelho

Claudecir Ribeiro Silveira

Wemerson Marcos da Silva

Janaine Menegildo Zanella

A coordenação da Comissão Pastoral da Terra em Rondônia comentou que entende a sentença como uma "criminalização da advocacia popular que tem atuado em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais que lutam pela terra".

Outros dois réus no processo, Evaldivino Gonçalves e Erley Tassinari Campista foram absolvidos por falta de provas suficientes e, no caso de Erley, dúvida razoável sobre sua participação direta do esquema.

A defesa de Erley, através do advogado Marcos Uillian, informou ao g1 que conseguiu trazer todas as provas que inocentaram seu cliente, ficando claro que não houve participação alguma no crime a ele imputado.

 
FONTE/CRÉDITOS: G1-RO
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HENRIQUE FERRAZ

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