A geração de empregos formais no Brasil, aqueles com carteira assinada, tem oscilado e preocupado setores. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em julho deste ano a região Norte gerou apenas 8.128 empregos formais.
O número é o menor em comparação às outras regiões do Brasil e representa uma queda de 41,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 13.829 empregos.
No Nordeste, o número de empregos formais chegou a 39 mil. Em comparação ao ano passado, houve uma pequena queda. A economista Cristina Helena Mello explica o que influencia o cenário atual.
“Com o pós-pandemia houve uma reconfiguração nos padrões dos empregos, com busca de mão de obra mais qualificada e digitalização dos processos de trabalho para permitir a mesma entrega em uma quantidade menor de mão de obra”, disse.

Agora, quando consideramos todas as regiões do Brasil, a queda no mês de julho, em relação ao ano passado, foi de 32%. Já em relação a 2022, o declínio foi ainda maior, chegando a 42,6%.
Nos sete primeiros meses deste ano, a geração de empregos formais no Brasil chegou a um saldo de 1.347.000. Os setores com menos contratações foram a agropecuária e o comércio. Por outro lado, o setor de serviços e a indústria geraram mais empregos.
Os dados também mostram que o salário médio de contratação foi de R$2.277,51 em julho deste ano, o que representa queda real, descontada a inflação, se compararmos ao mês anterior.
Na comparação com julho do ano passado, também houve recuo no salário médio das contratações.
Para o professor de economia do Ibmec Brasília, Renan Silva, existem alternativas para reverter este cenário.
“É essencial investir em políticas públicas que promovam desenvolvimento regional, como incentivo fiscal, mas principalmente na capacitação profissional, além da tão desejada infraestrutura adequada”, afirmou.

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