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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

Saúde

Cientista de Rondônia ganha destaque internacional com pesquisa sobre vírus da hepatite Delta

Pesquisadora da Fiocruz Rondônia, Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua integra estudo publicado no Virology Journal que investiga estabilidade do vírus da hepatite Delta para melhorar diagnósticos na Amazônia.

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Cientista de Rondônia ganha destaque internacional com pesquisa sobre vírus da hepatite Delta
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A bióloga e doutora em biologia experimental Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua, pesquisadora da Fiocruz Rondônia, integra um estudo científico internacional publicado no Virology Journal, da Springer Nature, que investiga a estabilidade do vírus da hepatite Delta em diferentes condições de temperatura e armazenamento. A pesquisa busca melhorar diagnósticos em regiões remotas da Amazônia, onde o transporte e a conservação de amostras biológicas são um grande desafio (quando: publicação científica recente; onde: Amazônia; por quê: aprimorar diagnóstico em áreas de difícil acesso; como: análise da estabilidade do HDV em diferentes condições).

Cientista de Rondônia ganha destaque internacional com pesquisa sobre vírus da hepatite Delta

Em meio ao avanço das redes sociais e da cultura de viralização na internet, muitas histórias relevantes permanecem longe dos holofotes digitais. Entre elas está a trajetória da cientista Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua, bióloga, doutora em biologia experimental e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Rondônia.

Enquanto celebridades acumulam milhões de curtidas e seguidores nas plataformas digitais, Deusilene dedica sua vida à pesquisa científica, um trabalho silencioso, realizado dentro de laboratórios, mas com potencial de impactar diretamente a vida de milhares de pessoas.

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Recentemente, o nome da pesquisadora passou a integrar um artigo científico internacional publicado no Virology Journal, da editora Springer Nature, um dos periódicos reconhecidos na área da virologia. O estudo investiga a estabilidade do vírus da hepatite Delta (HDV), uma doença que representa um desafio importante para a saúde pública, especialmente na região amazônica.

Pesquisa busca melhorar diagnósticos na Amazônia

O estudo parte de uma realidade conhecida por profissionais da saúde na Amazônia: a dificuldade logística para transportar e armazenar amostras biológicas em áreas remotas.

Em muitos municípios e comunidades isoladas da região, a coleta de material para diagnóstico depende de longos deslocamentos, muitas vezes sob condições ambientais adversas. Isso pode comprometer a qualidade das amostras e dificultar a detecção de vírus.

Diante desse cenário, os pesquisadores avaliaram como o vírus da hepatite Delta se comporta sob diferentes condições de temperatura e armazenamento, buscando entender por quanto tempo ele permanece detectável em amostras biológicas.

Resultados importantes para a saúde pública

Os resultados apontaram uma característica importante do HDV: sua alta estabilidade térmica.

A pesquisa demonstrou que amostras de soro mantiveram detecção confiável por até 96 horas quando armazenadas em temperaturas que variaram entre -80 °C, -30 °C, 4 °C e até mesmo em temperatura ambiente.

Mesmo em cenários mais extremos, com temperaturas de até 42 °C, o vírus ainda pôde ser detectado até 72 horas após a coleta.

Outro avanço relevante identificado pelo estudo foi o uso da técnica DBS (dried blood spot), que consiste na coleta de sangue em papel de filtro. O método se mostrou uma alternativa viável para regiões de difícil acesso, já que facilita o transporte e armazenamento das amostras.

Na prática, isso significa maior possibilidade de diagnóstico em comunidades distantes, onde a estrutura laboratorial é limitada.

Ciência feita na Amazônia

Pesquisas como essa têm um papel estratégico para a saúde pública brasileira, especialmente em regiões com características únicas como a Amazônia.

O vírus da hepatite Delta está frequentemente associado à hepatite B e pode provocar formas graves da doença, sendo considerado um desafio epidemiológico em diversas áreas da região amazônica.

Nesse contexto, estudos voltados para diagnóstico, monitoramento e entendimento do comportamento do vírus são fundamentais para melhorar políticas de saúde e estratégias de vigilância.

Heróis que nem sempre aparecem no feed

Apesar da relevância do trabalho, pesquisadores como Deusilene raramente aparecem entre os nomes mais comentados nas redes sociais.

A realidade da ciência é diferente da lógica da internet: resultados levam anos de estudo, análise e colaboração entre pesquisadores.

Enquanto influenciadores digitais alcançam milhões de visualizações em poucos minutos, cientistas trabalham muitas vezes longe da visibilidade pública, dentro de laboratórios, analisando dados, conduzindo experimentos e buscando respostas para problemas que afetam a sociedade.

Mesmo sem a mesma exposição, o impacto dessas pesquisas pode ser profundo.

A trajetória de Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua representa justamente esse tipo de contribuição silenciosa, mas essencial: uma vida dedicada ao conhecimento, à ciência e à proteção da saúde pública na Amazônia.

E embora nem sempre viralize na internet, é esse trabalho que ajuda a construir avanços capazes de proteger milhares de vidas.

FONTE/CRÉDITOS: Victor Marques -NEWS RONDÔNIA
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HENRIQUE FERRAZ

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