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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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COLÔNIA PARAENSE NO AMAZONAS PODE ELEGER AO MENOS CINCO DEPUTADOS ESTADUAIS, UM FEDERAL E AJUDAR NA VOTAÇÃO PARA SENADOR

NAS ELEIÇÕES GERAIS DESTE ANO

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COLÔNIA PARAENSE NO AMAZONAS PODE ELEGER AO MENOS CINCO DEPUTADOS ESTADUAIS, UM FEDERAL E AJUDAR NA VOTAÇÃO PARA SENADOR
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JURUTI (PA) - Esta cidade do Oeste do Estado do Pará é tida como o principal corredor de ligação de paraenses em trânsito para o Estado do Amazonas. O ponto preferido dos migrantes       vizinhos é, preferencialmente, a Capital Manaus.

 Desde 2019-26, a Capital Manaus é a que mais recebeu migrantes e imigrantes na região Norte.

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No cômputo geral, segundo dados do Censo de 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) oficial mais recente do município apontou 0,592 na medição daquele ano.  Segundo fonte anônima do escritório local, em Santarém, também no Oeste do Pará, “essa pontuação classifica o município com um IDH considerou baixo na época.

 Hatianos, Venezuelanos e migrantes dos Estados amazônicos são os que optam por Manaus..Hoje, segundo Censo do IBGE, só paraenses a cidade acolheu cerca de 152 mil, sendo 3 9% da população amazonense no cômputo geral de 2022 e atualizados em 2025.

Desta cidade, quem vem do Oeste paraense para o Amazonas – muitos sem a devida qualificação profissional ou poucas condições financeiras, “optaria por ficar em municípios intermediários tentando novas oportunidades”. Na sequência, com uma renda melhor não titubeia e partem direto para a Capital da Zona Franca de Manaus (ZFM) tenta uma vida melhor para si e a família.

Paraenses são maioria de migrantes no Amazonas (Img G, Ano 2015).

Nos dados abertos pela mesma fonte, no contexto de 22 o Governo de Jair Bolsonaro fez o Censo Demográfico indicando uma população de 50.88 pessoas. O atraso na medição em menos 1,5 anos fez com que o cálculo do IDH da cidade de Juriti fosse considerado complexo e por não ser atualizado, anualmente. “a referência permanece a de 2010, como a última oficial disponível”.

- Em Manaus, famílias paraenses também foram (e sao) contempladas com unidades do Minha Casa Minha Vida (MCMV) Governo Federal, como os demais migrantes habilitados no programa. No Residencial "Carlos Braga" e no Viver Melhor, em Manaus, nesta terca-feira (26.05.26), diversas famílias foram contempladas.

Com exceção do município de Santarém, com pertencimento à região do Baixo Amazonas (Oeste do Pará),  localizado na confluência estratégica dos rios Amazonas e Tapajós, região central da Amazônia Ocidental Brasileira, cerca de 13 municípios do Pará são responsáveis pelo maior fluxo migratório dos vizinhos para o Estado Amazonas.

Apesar de apresentar um dos IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) da região Oeste do Pará, JURITI tem servido de "Porto Seguro para migrantes regionais rumo à Zona Franca de Manaus", em trânsito.

Com uma grande massa de trabalhadores sem muitas oportunidades em seu Estado de origem, apesar do vizinho ostentar o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o Pará tem “despejado, principalmente na cidade de Manaus o maior contingente de migrantes da Região Norte do Brasil”.

Desde os 2000, a maioria que migrou já apresentava diferenças econômicas e sociais em linhas gerais. Trouxe na bagagem a disponibilidade de trabalho em qualquer posto produtivo do setor primário; e também de informais invisíveis que apostaram em vendas, com a importação de produtos regionais, entre os quais, a farinha de mandioca e frutíferas, como Açaí. Incluindo o tucupi, massa de macaxeira, jambu, pimenta, água de cheiro, patchuli (essência natural extraída da floresta), artesanato, vestuário, gastronomia e preparados místicos (comercializados como afrodisíacos).

No cenário de hoje,  essa força de trabalho tornou-se “necessária e justa” para o equilíbrio dos gigantes trabalhadores paraenses que o século passado construiu uma “porta paraense para o alcançarem o desenvolvimento buscavam e o encontraram no estado vizinho”, admitia anônimo pioneiro Repórter belenense que migrou e trabalhou nos 80 e 90 no extinto Jornal A Notícia.

 De ex-presidente de bairro (São Jose), Zona Leste de Manaus, a deputado estadual, agora milionário, com um irmão tornou-se hoteleiro na bucólica Alter do Chão, no município de Santarém.

DECISÃO POLÍTICA -   Comparado a uma casa de apostas (?) vencedora sem máculas e traquinagens, grupos que migraram com maestria à Manaus, a partir dos governos Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes, se instalaram em massa em toda a Zona Leste e Norte da Capital Manaus.   À época, “não escolheram lugar ou condições ideais nos terrenos ocupados” (principalmente nas encostas e áreas de riscos).

Na cidade de Santarém temos  encontro das águas do Rio Tapajós com o Amazonas, e ainda temos Alter do Châo

condiderada o Caribe Brasileiro

Hoje, representam comunidades fortes – que classificam de Casas ou Recantos Paraenses – habitadas por numerosas famílias. A lógica do processo migratório explica, da seguinte maneira, a explosão das levas de paraenses que atualmente tem residência e domicílio no Amazonas: “Uns com melhores condições financeiras, já emprego e renda garantidos chegaram na frente, e na sequência, puxa os outros”, esclareceu o consultor de Logística  Política e Cultural, João Lemes Soares, 53.   

O estado Pará possui o maior PIB da região Norte em torno de R$ 162 bilhões, fruto da impulsão de sua matriz econômica por meio das suas atividades ligadas à mineração, o que lhe deu o título de um dos maiores produtores mundiais de ferro. Incluindo o agronegócio madeireiro e pecuária (de leite e de corte).

Ainda assim, os vizinhos paraenses não param chegar à Zona Franca de Manaus em busca de melhores condições de vida, emprego e renda.  Segundo levantamento da Reportagem, em Manaus, a presença paraense é fortemente impulsionada pela facilidade de acesso a benefícios sociais e governamentais, entre os mais destacados, postos de trabalho (formais e informais), tendo como principal pilar o polo industrial por se apresentar como  de alta “relevância nacional”. Porém, uma maioria se sustenta na informalidade no centro e periferia.

Com isso, como o Amazonas tem uma população menor e detém uma grande concentração de riqueza industrial na Capital Manaus, “os vizinhos paraenses se acham bem acolhidos se instalaram na cidade, num processo manso e pacífico”, atestou a Assistente Social Francisca Souza da Silva, 65.

No período em que a Reportagem esteve na cidade de Manaus, foi possível anotar que “o maior número de nascidos no Pará dos municípios da região integrada do Baixo Amazonas, localizada no Oeste e Noroeste em mais de 13 municípios, com destaque para Santarém, que atua como sede regional, área banhada pelos rios Amazonas, Tapajós e Trombetas. Entre os municípios em constante processo migratório para o Amazonas, figuram Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro (famosa pela presença de centros umbandistas e rituais místicos), Juruti, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Terra Santa.

- A esses, somam-se, também, municípios como Monte Alegre, Itaituba e Jacareacanga, informam fontes paraenses estabelecidos na cidade de Apui, no extremo Sul do Amazonas.

MASSA POLÍTICA – De forma surpreendente, paraenses radicados no Amazonas nos últimos deram a um só deputado estadual ao menos cinco aseis mandatos ininterruptos. Porém, na eleição de de 2022, “a votação do dito cujo michou depois que descobriram que enriqueceu, meteoricamente, e mudou-se do principal recanto paraense na cidade de Manaus, o bairro São José, Zona Leste”.

O poderio financeiro e econômico do referido político subiu como um foguete à Lua logo nos dois primeiros mandatos. “Com as botijas abarrotadas, um irmão gestor de um dos programas Luz Para Todos, do nada pode comprar hotéis na então pacata Alter-do-Chão, na região Oeste do município de Santarém (PA), que logo virou recanto de turistas estrangeiros, políticos amazonenses e de Brasília (DF).

Atualmente, segundo dados em abertos, durante o maior da migração registrada no Amazonas, já em 2009, os migrantes somavam cerca de 221 mil habitantes. Na Colônia paraense, com base no Censo 2022 divulgados pelo IBGE e atualizados até 2025, a Colônia dos paraenses é composta de cerca de 152 mil habitantes, sendo 3,9% da população amazonense.

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY Com Informações IBGE do Brasil.
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HENRIQUE FERRAZ

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