Mais uma vez a população de Cacoal foi obrigada a enfrentar um longo apagão sem receber uma resposta compatível com a gravidade do problema. Na noite de ontem, por volta das 21 horas, um transformador apresentou falha e deixou moradores da Rua Ipiranga e de diversas ruas próximas, no Bairro 7 de Setembro, completamente sem energia elétrica. O fornecimento só foi restabelecido às 16h40 do dia seguinte.
Foram quase 20 horas de espera.
Vinte horas sem ventilador, sem ar-condicionado, sem internet, sem conforto e, em muitos casos, sem dormir. Vinte horas suportando o calor sufocante da Amazônia e a invasão dos carapanãs que transformaram a noite de centenas de famílias em um verdadeiro pesadelo.
O mais revoltante é que este não foi um caso isolado.
Trata-se da terceira grande interrupção registrada na região somente neste mês. A repetição dos problemas mostra que não estamos diante de uma fatalidade ou de um evento excepcional. O que se vê é uma preocupante sequência de falhas que coloca em dúvida a eficiência da manutenção preventiva e a capacidade operacional da concessionária.
A Energisa cobra rigorosamente suas faturas. Quando o consumidor atrasa o pagamento, multas e juros são aplicados sem demora. Entretanto, quando a empresa falha, a população é obrigada a esperar horas e até mesmo dias para ter um serviço essencial restabelecido.
É importante lembrar que energia elétrica não é um produto supérfluo. Ela é indispensável para a conservação de alimentos, funcionamento de equipamentos médicos, comunicação, trabalho remoto, segurança residencial e inúmeras atividades do cotidiano.
Enquanto os moradores sofriam no escuro, o prejuízo também atingiu empresas, comerciantes e veículos de comunicação. O portal Tudo Amazônia, por exemplo, ficou temporariamente fora do ar devido à falta de energia, prejudicando o acesso dos leitores às informações e comprometendo a atualização do noticiário regional.
A pergunta que fica é simples: se a troca de um transformador levou quase 20 horas, o que aconteceria diante de uma ocorrência ainda mais grave?
A população merece uma explicação clara. Merece saber por que o reparo demorou tanto tempo. Merece transparência sobre os investimentos realizados na rede elétrica de Cacoal e sobre quais medidas estão sendo adotadas para evitar que situações semelhantes continuem acontecendo.
Os consumidores pagam uma das tarifas mais altas do país e, em contrapartida, esperam receber um serviço de qualidade, com rapidez no atendimento e eficiência na resolução de problemas.
Chegou o momento de a Energisa deixar de tratar essas ocorrências como casos rotineiros e passar a encará-las como aquilo que realmente são: falhas graves que afetam diretamente a vida de milhares de pessoas.
A população de Cacoal não pode continuar vivendo na expectativa do próximo apagão. O consumidor merece respeito, e respeito começa com um serviço eficiente, confiável e compatível com o valor que é cobrado todos os meses na conta de energia.
Outros portais de notícias tecem duras críticas a ENERGISA
"A indignação dos consumidores aumenta quando se leva em consideração que Rondônia está entre os estados com as tarifas de energia mais caras do Brasil. Nos últimos anos, os reajustes autorizados pela ANEEL para a Energisa Rondônia têm pesado cada vez mais no orçamento das famílias, mesmo em um estado que é grande produtor de energia elétrica. Em dezembro de 2025, por exemplo, os consumidores atendidos pela concessionária sofreram um reajuste médio de 15,72%, sendo 14,64% para a classe residencial. Enquanto a conta de luz sobe ano após ano, a população de Cacoal continua enfrentando apagões frequentes e longos períodos de espera para a solução de problemas que deveriam ser resolvidos com muito mais agilidade." (Tudo Rondônia - Independente!)
"O que mais revolta a população é saber que Rondônia figura entre os locais onde a energia elétrica pesa mais no bolso do consumidor. O cidadão paga caro por um serviço essencial e espera receber qualidade, eficiência e rapidez no atendimento. No entanto, a realidade vivida pelos moradores do Bairro 7 de Setembro foi justamente o contrário: quase 20 horas sem energia, uma noite inteira de sofrimento por causa do calor e dos carapanãs e nenhuma explicação convincente para tanta demora. Quem paga uma das tarifas mais altas do país tem o direito de exigir um serviço muito melhor do que aquele que vem sendo prestado." (emfocorondonia.com.br)

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