LÁBREA (SUL DO AM) - Em greve desde a quinta-feira (23), profissionais da saúde vinculados ao Governo do Estado, paralisaram em até 70% as atividades e o atendimento à população no Hospital Regional de Lábrea.
Essa não é a primeira vez que a categoria "cruza os braços por falta de pagamento, falta de insumos e medicamentos naquela unidade de saúde. Em 2023-24, a suspensão dos serviços essenciais de saúde, também, levou os funcionários a ir às ruas, incendiar pneus e a ocupar as ruas em protestos contra salários em atraso.

A época lembram grevistas, "postos de coleta de alimentos e ajuda humanitária foram instalados em pontos estratégicos para arrecadar gêneros alimentícios".
Na greve atual, segundo apurou a reportagem, "a dinâmica adotada foi a de se paralisar as atividades em até 70% dos serviços". Na esteira dos protestos, apenas estão funcionando os atendimentos na emergência e urgência.

Na greve anterior, indignação e insurreição também por salários atrasados
Apesar da falta de insumos e medicamentos para cobrir a contento os casos de baixa, média e alta complexidade, "o básico continua sendo ofertado aos usuários do SUS", adiantou fonte familiarizada com o assunto.
De acordo com informações, "é preciso derrubar na Justiça o contrato milionário da Organização Social de Saúde (OSS) com o Governo do Estado para que seja obrigar os nossos salários", apontam grevistas. Desse modo, a Secretária Estadual de Saúde (SES-AM) seja obrigada a tomar uma posição definitiva sobre o que, verdadeiramente, estaria ocorrendo nos bastidores da saúde estadual.

Ex-prefeito extinguiu a Gestão de saúde com o Estado. Deixou até R$ 500 milhões de rombo.
A paralisação, do jeito que está sendo conduzida a saúde do Governo Wilson Lima (UNIAO BRASIL) no município de Lábrea, "a tendência é piorar o quadro, vez que "falta insumos, medicamentos e equipamentos para um atendimento preciso, rápido e pontual" (Principalmente aos usuários do Sistema Único de Saúde).
Ainda em 2023, o deputado Wilker Barreto (CIDADANIA) já alertava para o estado caótico vivido pelo Hospital de Lábrea sob a gestão da Organização Social de Saúde e, anteriormente com uma Cooperativa de Médicos, também, responsável por um quadro deprimente e má qualidade dos serviços terceirizados da pós-extinção da Gestão entre a Prefeitura de Lábrea e o Estado.
Nesse cenário, o trabalho dos ACE não para. Como nas UBS, na Casa CHICO, Centros de Convivência e outras unidades de saúde.
O parlamentar do partido CIDADANIA afirmou que, "alertei nesta Casa do grave erro do governo Wilson Lima contratar uma OSS para administrar o Hospital de Lábrea através da SES-AM".
Agora, a OSS está lá, veio de fora, não conhece a região, nos somos obrigados a aportar recursos do Estado, ele ressaltou.

UBS Edval Ventura
Welker Barreto revelou ainda que. "Nos alertamos a problemática do atraso de salários, da desassistência, mas continua forte o caos na saúde de Lábrea", acrescentou o parlamentar.
TRISTE HISTÓRICO - O grupo Psicologia Clínica Educacional é Profissional (OPCEP), OS conhecida também como Instituto Positiva Social (IPS), segundo o parlamentar amazonense, "esteve envolvido em escândalos de corrupção em dois Estados: Rio de Janeiro e Paraíba". No primeiro, o Instituto esteve envolvido no pagamentos feitos a Empresa SERVILOG RI, suspeita de pagar propina ao governador do Estado Cláudio Castro, com valores na ordem de R$ 450 milhões.
Na Paraíba (PB), os contratos celebrados pela "OS" foram alvos da quarta fase da "OPERACAO CALVÁRIO", resultando na prisão de três pessoas, entre elas, o Diretor DO IPCET.
Na situação em que se encontra o Hospital Regional de Lábrea (HRL), apenas o instituto de "notícias de fato" divulgado pela mídia "seria possível uma medida cautelar para suspender a celebração do contrato de gestão da SES-AM com o Instituto Positiva Social".
Sobre o assunto, o deputado Wilker Barreto formalizou uma medida cautelar nesse sentido, mas, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Alípio Reis, "não permitiu que o TCE-AM instaurasse o procedimento para o fim do contrato com a organização acusada de alongar o caos na saúde no Hospital de Lábrea".
ENTENDA O CASO - Na quinta-feira (23), os servidores da saúde decidiram paralisar em até 70% suas atividades. O comunicado foi divulgado no dia anterior (22). Na nota, a categoria fez comprovar a motivação com o alongamento da crise no Hospital que ainda enfrenta sucateamento dos serviços básicos de saúde na rede municipal e estadual.
De acordo com a categoria, "os problemas afetam a população com a falta de insumos e medicamentos, além dos salários atrasados".
Na quinta-feira (23), os servidores decidiram paralisar em até 70% suas atividades. Os informes sobre os reais motivos da greve, segundo a Coordenação do movimento, "foram entregues a direção do hospital. Eles justificam, inclusive, que "houve várias tentativas de diálogos, mas, em vão".
Chegamos no limite, arremataram as lideranças da categoria cuja greve pode ser alongada por tempo indeterminado.


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