Os dois terremotos que atingiram a Venezuela no início da noite de quarta-feira (24) foram "incomuns por terem ocorrido em um intervalo de tempo tão curto", dada a sua magnitude, afirmou um especialista.

Pessoas se reúnem enquanto equipes de emergência atuam no local de prédio desabado em Caracas após terremotos na Venezuela • REUTERS
"É provável que o primeiro terremoto tenha rompido um segmento de falha e transferido tensão para outra falha que, por sua vez, rompeu-se, provocando o segundo terremoto", explicou Mark Allen, professor de Ciências da Terra da Universidade de Durham, ao Science Media Center, nesta quinta-feira (25).

Pessoas próximas de prédios destruídos após um terremoto, em La Guaira, na Venezuela, em 25 de junho de 2026 • REUTERS
Allen afirmou que os terremotos parecem ter ocorrido no limite da placa tectônica entre a América do Sul e o Caribe.
“As placas estão se movendo lateralmente uma em relação à outra nesta região — de forma semelhante à Falha de San Andreas, na Califórnia”, afirmou ele, acrescentando que havia risco de novas réplicas na região de Caracas.
“A capital venezuelana situa-se em uma área propensa a terremotos, e falhas locais podem ter sofrido um acúmulo de tensão devido aos eventos (de quarta-feira)", adicionou.
Número de mortos passa de 160 na Venezuela
Ao menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas após os terremotos na Venezuela em mais de um século, segundo a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
A capital Caracas registrou ao menos 25 mortes, de acordo com a prefeita Carmen Meléndez. Esse número já está representado na quantidade total de vítimas.
Meléndez afirmou que as equipes de resgate continuam vasculhando os escombros em busca de pessoas desaparecidas.

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