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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026

Economia

Maioria dos brasileiros afirma que renda atual é insuficiente para despesas

Pesquisa do Datafolha revela que 59% da população não consegue cobrir gastos básicos e quase metade buscou fontes extras de dinheiro para fechar as contas.

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Por TUDO AMAZÔNIA
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Maioria dos brasileiros afirma que renda atual é insuficiente para despesas
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A dificuldade de pagar as contas tem empurrado os brasileiros para fora da renda principal, conforme aponta um levantamento do Datafolha divulgado neste domingo (26). A pesquisa, que ouviu 2.002 pessoas em 117 municípios brasileiros, indica que 59% dos entrevistados sentem que a renda familiar é insuficiente para arcar com as despesas mensais. Diante desse cenário de orçamento apertado, cerca de 45% dos cidadãos recorreram a trabalhos adicionais, sejam eles formais ou informais, para tentar complementar os ganhos.

O movimento de busca por renda extra é mais intenso entre as famílias de baixa renda, onde a percepção de insuficiência atinge 73% daqueles que ganham até dois salários mínimos. Esse grupo enfrenta maior pressão para encontrar alternativas rápidas, como vendas informais e serviços temporários por conta própria. Curiosamente, a pesquisa aponta que a busca por bicos é mais frequente entre pessoas com maior escolaridade, possivelmente pela maior inserção no mercado e acesso a oportunidades de ampliação de ganhos.

Deterioração financeira atinge mais as mulheres

O levantamento também revela uma deterioração recente nos ganhos familiares, com 40% dos brasileiros relatando queda na renda nos últimos meses. A faixa etária entre 35 e 44 anos é a mais afetada, com quase metade dos entrevistados afirmando que viu seu orçamento encolher. Além da redução do poder de compra, o humor financeiro da população é negativo para 41% das pessoas, que classificam a situação atual como ruim ou péssima.

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As mulheres lideram os índices de percepção negativa e lidam com mais obstáculos para manter as contas em dia. Enquanto 36% dos homens relatam um humor financeiro ruim, entre as mulheres esse número sobe para 44%. Especialistas associam essa desigualdade à maior concentração feminina em faixas salariais baixas e à menor participação no mercado de trabalho, o que limita as chances de aumentar a receita. O impacto emocional é visível, com elas relatando níveis mais altos de insegurança e desânimo em relação ao dinheiro.

O endividamento também aparece como um fator de peso no cenário econômico atual, com um percentual elevado de mulheres sinalizando que estão com o nome negativado. Entre os que possuem renda acima de cinco salários mínimos, o índice de insuficiência cai para 32%, mas ainda demonstra que a crise no orçamento atinge diferentes camadas sociais. Sem perspectivas de melhora imediata, a maioria dos brasileiros segue dependendo de atividades paralelas para garantir a manutenção das necessidades básicas do lar.

FONTE/CRÉDITOS: Micaela Santos, g1
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HENRIQUE FERRAZ

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