As equipes do Corpo de Bombeiros encerraram oficialmente, nesta semana, as buscas pelo empresário Henzo Alexandre, desaparecido após o naufrágio de uma embarcação ocorrido na última quinta-feira, dia 30 de abril, de 2026, em uma área de cachoeiras localizada a cerca de 80 quilômetros da zona urbana de Machadinho D’Oeste, em Rondônia.
Henzo é a única vítima que permanece desaparecida após a tragédia que mobilizou uma verdadeira força-tarefa na região do Vale do Jamari. Segundo a corporação, as últimas varreduras foram realizadas durante o período da manhã, sendo os trabalhos finalizados oficialmente na tarde desta quarta-feira.
Durante vários dias, bombeiros militares, familiares, amigos e voluntários se revezaram nas buscas em meio a um cenário extremamente desafiador. Drones, embarcações, equipamentos especializados e mergulhadores foram utilizados na tentativa de localizar o jovem empresário morador de Ariquemes.
O acidente aconteceu por volta das 9 horas da manhã da última quinta-feira, quando a embarcação, ocupada por cinco pessoas entre empresários e garimpeiros da região, acabou naufragando em um trecho do rio conhecido pela forte correnteza e pelas inúmeras pedras submersas.
A paisagem paradisíaca da região, frequentemente procurada por praticantes de pesca esportiva e aventureiros, esconde perigos que moradores locais conhecem bem. Não por acaso, o trecho é descrito como “traiçoeiro”, especialmente durante períodos de maior volume das águas.
Até o momento, quatro vítimas foram localizadas e identificadas pelas autoridades:
• Matheus Guimarães do Ouro, de 24 anos;
• Rodrigo Trindade, de 30 anos;
• Ricardo Mota Ouro, de 39 anos;
• Floresmil Gomes da Silva, de 48 anos.
O desaparecimento de Henzo Alexandre segue provocando forte comoção em Ariquemes e em diversas cidades da região Norte de Rondônia. Nas redes sociais, familiares e amigos continuam publicando mensagens de esperança, homenagens e pedidos de oração.
Apesar do encerramento das buscas oficiais, as autoridades não descartam a possibilidade de novas incursões pontuais caso surjam informações, vestígios ou indícios relevantes no leito do rio.
A tragédia também reacende o alerta sobre os riscos ocultos existentes em áreas naturais aparentemente tranquilas, sobretudo em regiões de cachoeiras e corredeiras, onde segundos podem ser suficientes para transformar lazer em desespero.

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