LÁBREA (SUL AM) – Virou rotina na cidade de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus, moradores, visitantes e turistas cruzarem com cachorros e animais soltos nas ruas enquanto os donos não são incomodados perante a lei que disciplina a criação das espécies, assim como, o município não aplicar a legislação ao menos oitos atrás diante de um cenário complicado pela ausência .
A cachorrada "come solta" no entorno da Feira Municipal. Os animais, também, se concentram no setor bancário do centro da cidade
Segundo acadêmicos veterinários consultados – entre eles filhos nativos da mesorregião amazonense do Purus – “a responsabilidade dos animais à solta nas ruas, praças e outros logradouros públicos, na inicial, é dos donos”. Num segundo momento, do município – à frente o prefeito – e do Legislativo por não por não aprovar leis referentes ao tema já denunciado pela população labreense.
A "matilha" também se reúne nos arredores da "Lojas Americanas'".
Com uma população de caráter extraoficial e não contados por nenhum censo municipal, de acordo com acadêmicos, “Lábrea teria uma superpopulação de cães vadios à solta e domésticos estimada em 7 mil animais” (principalmente habitando os principais cartões-postais).
Na vanguarda dos problemas herdados da ex-gestão emedebista, a Prefeitura deu a largada de captura dos cães vadios em vias públicas.
Atualmente, os pontos turísticos e comerciais mais frequentados por cães vadios (de vira-latas a misturados) continua sendo a Praça Coronel Lábrea (Praça da Matriz) da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, pátios da Prelazia, de igrejas Evangélicas, da Feira do Produtor (inclusas feirinhas dos bairros), portos fluviais da Beira Rio e da Comara, lixões no entorno da antiga Delegacia de Polícia e da Avenida Getúlio Vargas – em frente ao prédio da Câmara de Vereadores.
Aos olhos de visitantes e turistas - que priorizam o destino Lábrea, no Sul do Amazonas - “a situação dos cães vadios ainda à solta é bastante complicada diante de uma suposta inércia da parte maior das autoridades nas três esferas de poder no município a fora”.
Migrantes que chegam a Labrea pela BR-230 e BR-316 e BR-364
“Essas pessoas vêm à cidade para desfrutar, a princípio, das belezas naturais e da invejável geografia física e ambiental da cidade, com foco na pesca, a cultura e da gastronomia nativa das comunidades ribeirinhas, Reservas Extrativistas e dentro das aldeias indígenas”, apontou a acadêmica em Turismo e em Geopolítica da Sudamérica, Yasmin Bermudes Ayala, 37, em trânsito por Manaus depois de cruzar a tríplice divisa de Rondônia, Acre e Amazonas.


Sob uma análise extraoficial do atual quadro de desleixo herdado pela ex-administração (Gean Campos de Barros esteve no pode de 2017-2024), analistas e políticos locais afirmaram à reportagem que, nesse período, os cofres da Prefeitura de Lábrea foram entupidos de dinheiro público oriundo de receitas próprias, transferências constitucionais do ICMS, IVV, FPM, FUNDEB, FUNDEF, FUNDEF, emendas parlamentares em valores milionários obtidas por deputados e senadores além de ter contado com repasses durante a pandemia da COVID-19, da estiagem (seca extrema) e cestas básicas doadas pelo Governo do Estado e da União em contratos e convênios.

Turistas e visitantes acorrem a cidade de Labrea por ser cidade-polo e atraente
Apesar da saúde financeira que esnobava pelo ex-prefeito Gean Canpos de Barros (MDB), com apoio incomum dos deputados Adjuto Afonso (União Brasil), Belarmindo Lins (O Belão) George Augusto Monteiro Lins de Albuquerque (União Brasil), Átila Lins (PSD), senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), no quesito cães vadios nas ruas e logradouros públicos, “a população conta apenas com o Canil Municipal, dotado apenas de carrocinha para capturar animais no laço, mobiliário restrito e não dispõe da infraestrutura com pessoal habilitado para atender a demanda, de ofício”.

População acredita que o Canil dado de Labrea será equipado pelo atual prefeito.
Enquanto isso, moradores, visitantes e turistas se de dividem por não saberem e ou se devem culpar o prefeito Gerlando Lopes do Nascimento, o Secretário de Saúde, Dr. João Bosco e/ou não o recém-nomeado chefe do Centro de Zoonose Municipal por ainda não terem provocado o Ministério Público de Contas (MP-C) e o Ministério Público (MPE-AM) para apurar, efetivamente, se o ex-prefeito Gean Campos de Barros, “teria desperdiçado dinheiro público na construção do Canil da cidade”, é o que afirmou o consultor Joao Roberto Soares, 53.
FALTA OLHAR AMPLIADO - Na cidade de Lábrea, desde os últimos oito anos, tornou-se comum às pessoas encontrarem animais vadios à solta (principalmente cães, gatos, cavalo e BODES) em pontos turísticos, como acontece na Praça da Matriz, Praça da Alimentação e no Beco do Comércio que leva à Feira do Produtor e ao largo da Beira Rio que, mesmo que tenham donos, “ficam soltos nas vias públicas, seja por abandono, seja porque seu dono já não se importa que sejam mortos ou incinerados pelo Canil da Prefeitura”, assinalou a assistente social Francisca Souza da Silva, 61.
Segundo ela, “a responsabilidade por animal solto perante a legislação em vigor, é dos responsáveis”. Situação semelhante acontece com danos causados por esses soltos em vias públicas. “Caso um animal, que possui dono, cause danos à outra pessoa, a responsabilidade é do dono ou do detentor do mesmo”, assinalou o consultor João Roberto Soares.
Na oportunidade, ele citou o início das capturas dos cães vadios nas ruas da cidade de Lábrea pelo responsável pelo Canil Municipal em nome da Prefeitura local. Segundo disse, “uma vez capturado, como não haveria lei municipal para incineração do animal, o município deve arcar com os custos, no mínimo, com sua higiene, alimentação e a castração”.
- Se solto, outra vez, caso o animal já cadastrado pelo Centro de Zoonose, cause danos às pessoas, a Prefeitura irá arcar com despesas por esses e caso a vítima morra, a situação pode complicar para o município, arrematou o consultor que atua no eixo Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal (DF).


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