AMAZONAS (AM) – “A Democracia brasileira é formada de partidos políticos e como tal cada legenda devidamente inscrita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem seus interesses para defender junto ao eleitorado, consciente ou não na hora de votar”, é o que afirmou nesta sexta-feira (11), o consultor jurídico João Roberto, 53.
Segundo uns e outros que venceram na vida, "todos podem vir a ser milionário". Com trabalho duro. E na política que virou negócio? Nova campanha, e muitos verão mais notas de R$ 200 que R$ 50 e R$ 100 circulando. Será?
A propósito, em todos os municípios que compõem a mesorregião amazonense do Purus parece ter alguma suposta falcatrua para não esclarecer eleitores durante a atual campanha sobre os motivos de um candidato vir a não ser eleito, mesmo que obtenha milhares ou menos votos.
- É que, possivelmente, quem não divulga e cumpre a legislação eleitoral, não teria trabalho junto às comunidades, como em países verdadeiramente democráticos, só pode continuar a apostar na corrupção de incautos eleitores com a compra de votos, admitiu acadêmico de Direito puruense morador de Manaus.
E afirmou, ainda: “Só pode estar pensando em corrupção, aqueles que sequer pisam o chão batido dos nossos 38 territórios indígenas espalhados pelo Purus”, conjecturou liderança Apurinã acreditada no Baixo Purus.
Por falta de informação, conhecimento e transparência em seus atos, políticos se digladiam em troca de que? Notoriedade? Tudo isso só confunde eleitores e os torna, cada vez, massa de manobra. Todos se merecem?
- Algumas dessas organizações, ainda com contas a prestar de exercícios anteriores, teriam sido turbinadas com recursos de emendas oriundas do “PIX SECRETO” institucionalizado pelo Congresso e liberadas no governo Jair Bolsonaro, apesar da sua forma legal admitida por órgãos de controle.
Historicamente, os municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri – e pouco abaixo, Anamã, Anori e Manacapuru – sempre foram cobiçadas pelos políticos da Capital por figurarem no topo do ranking eleitoral que parece funcionar em sistema de rodízio financeiro, cessão de combustível, portarias a uns e a outros não, bem como, por via de regra sob promessas de contratos de pessoal ao menos 25 dias da eleição de Outubro deste ano.
A menos de 25 dias das eleições, muitos candidatos já investiram em pessoal (R$ 1.620 a R$ 850 por 6 h de trabalho nas ruas, mesmo sem contrato recomendado pelo TSE e MT-E), cederam cotas de combustíveis (veículos com tanque cheio), passagens, transporte (aéreo, terrestre e fluvial) sem contar quitação de despesas pessoais como boletos, notas promissórias, cestas básicas, energia, água e planos de internet. Ou custeando causas jurídicas ou mesmo em pagamentos de salários a cabos eleitorais e a formiguinhas.
Na política moderna "tem disso também". Depois de quase 170 anos, todos têm esse direito". Dar, sim, pra acreditar! Só não da são os políticos iniciantes tornarem-se "milionários em menos de 1,9 anos no Purus"!!
- Já há denúncias de calotes aplicados por candidatos em formiguinhas e chefes políticos em aldeias indígenas, como uma zeladora que trabalhou na campanha passada e que se acha excluída da nomeação prometida por um ex-candidato a Vice-prefeito, segundo informações.
Por sua conta e risco, muitos candidatos que acorrem às festas, festivais de praia e partidário evangélico - como as tradicionais e pouco reprováveis por seus ministros, evangelistas, missionários, diáconos, ou simplesmente pastores presidentes de convenções de suas denominações – as Marchas Para JESUS continuam acontecendo ao arrepio da Bíblia Sagrada, incluindo fatos político-partidários dentro e fora dos templos sagrados.
A falta de informação e conhecimento sobre a legislação eleitoral e dos crimes de assédio político, propaganda ilegal, abuso de poder político e econômico - como estar na Constituição sobre a venda e compra de votos – “parece ser ignorados por todos, candidatos e eleitores ao mesmo tempo em que as eleições acontecem no Brasil, cada quatro anos”, apontam universitários interioranos, em Manaus.
SEM NOVIDADES – Não paira por aí a suposta negação de direito à informação atribuída a “velhos caciques e raposas políticas nos arraiais do Purus”, já dizia o então prefeito de Lábrea Gilberto Sampaio, empresário de sucesso, amigo pessoal e de infância do ex-governador Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo, brutalmente assassinado em pleno êxtase da política. Ele tinha tudo para ser reeleito, mas, “seus algozes o eliminaram num arrumadinho de manjado latrocínio”, desabafaram admiradores.
SILÊNCIO POR RESPOSTA – Assumidamente (?) herdeira política do legado deixado pelo tio, a vereadora Lorena Sampaio – agora SAID, no sobrenome – “nunca mencionou os meandros da morte de Gilberto Sampaio, na condição de autoridade política”. Ao contrário, é acusada de ter se aliado devagar, devagarinho aos adversários do homem mais rico do Purus, que teria muito dinheiro a receber de empréstimos a conhecidos políticos, comerciantes e a empresários que teriam enriquecido da noite para o dia. Mas nunca foi financiador de campanhas.
Gilbertistas natos, ouvidos pela Reportagem também falaram da “venda e compra de votos de votos nos pleitos passados e de forma escancarada até 2014-24”. Segundo fontes, “quem foi Gilberto Sampaio, conheceu o homem honrado e trabalhador, não vota nos políticos apoiados pelos ex-prefeitos Evaldo de Souza Gomes, Gean Campos de Barros e o empresário alcunhado de BODE, à época, declarados e fortíssimos adversários políticos e de negócios frente a Gilberto Sampaio”, garantiram sob o sigilo da identidade (veja imagens).
REVERTÉRIO – A possibilidade de as eleições deste ano serem as mais inflacionadas da história do Purus, a grande dúvida é se os eleitores e os mesmos nomes serão votados ou se inverterão a estratégia usada em 2022. Enquanto isso, centenas de candidatos já mostraram a “cara” aos eleitores das cidades, das zonas ribeirinha e rural além das aldeias indígenas.
Ao contrário dos candidatos iniciantes, deputados (estaduais e federais), senadores e ao governo do Amazonas que destinaram recursos aos municípios do Purus, fiscalizaram obras, creches, asilo, Centro de Convivência do Idoso (CCI), escolas, Unidades de Saúde (UBS), “uma prática usual de quem só aparece de quatro em quatro anos no interior para renovar pedidos de votos, de sempre”.
Segundo informações (públicas e notórias) dos municípios do Purus, só em Lábrea, no pleito anterior, nada menos que 129 candidatos foram votados para mais ou para menos para atingir o quociente exigido pela legislação eleitoral. Outro ponto colocado em dúvida é quanto aos candidatos iniciantes. O candidato da casa João Roberto – que já foi do PT por 13 anos, PV e PODEMOS - “viria correndo por fora na tentativa de superar as expectativas e tentar quebrar o tabu de que prata da casa não teria valor”, atestam correligionários e aliados cujo maior temor seria atingir o que coeficiente eleitoral imposto ao seu partido, AVANTE 70.

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