AMAZONAS (AM) – A pequena cidade de labreense no interior do Amazonas, nos últimos dez (10) anos, aparece em ao menos 70 denúncias de crimes de ameaças, tráfico de drogas, assédios (moral e sexual), estupros de vulneráveis consumados, extorsão, chacinas e grilagem de terras públicas.
Internautas "ressuscitaram" antigo vídeo-documentario na tentativa de sensibilização das autoridades locais, de Manaus e Brasília (DF). O MPE teve duas recomendações violadas, a época. A Reportagem foi a casa do bairro Barra Limpa, mas, não encontrou o casal para apresentar sua versão. O espaço continua aberto.
Entre os principais acusados na crônica policial amazonense destaca-se Francisco Campos Pinto, que é 3º Sargento da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar ao lado dos incorporadores imobiliários Munir SAID e Zé Maria, pai de um Oficial da Corporação de Lábrea mandado à Capital Manaus “sem auxílio moradia” acusado de coação, ameaça, constrangimento ilegal de agricultores a favor do pai, em terras da União”.
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Apesar de negativas, o militar foi alvo de mandado de prisão. Agora, é obrigado a trabalhos administrativos na 4a CIA/PM Labrea. Mas é visto comandando ações de grilagem e desmatamentos no Ramal Tauarua e região.
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Empresa de Francisco Campos Pinto, acusada pir ex-colaboradores q o colocam sob suspeita de congelamento de pescado (PIRARUCU), carnes de caça e Quelônios. Um ex-colega de farda, em contato com observadores deste veículo, em Labrea, defendeu o direto de Campos comercializar esses produtos e animais da fauna nas Resex e dos rios Ituxi e Médio Purus
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O militar responderia, ainda, por outros crimes perpetrados durante abordagens relâmpagos na cidade até 2025. Na extensa lista figuram “crimes de ameaças e agressões a mulheres com uso da farda após ocorrências por embriaguez em bares, choperias, restaurantes e posto de combustíveis”.
Em 2025, foi citado em audiência pública na localidade de Tauaruã por cidadãos supostamente ameaçados por ele. Na ocasião, Oficial da PM informou que, “houve abertura de procedimento interno na Corporação e no âmbito judicial”. Preso por um desses crimes, em liberdade, mostrou a que veio juntando-se ao empresário Munir SAID, juntos são acusados de cumprirem suposta reintegração de posses sem o aval da Justiça local.
Segundo fontes das comunidades atingidas pelo avanço das áreas já devastadas por uso de trator esteira sob o comando do militar Francisco Campos Pinto e do empresário Munir SAID, “a partir desta segunda-feira, 7, devemos demandar recursos junto à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ-AM), Ministério Público do Estado (MPE-AM), Ministério Público Federal (MPF-AM) e/ou tratarem diretamente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ-DF).
O objetivo é destravar os processos que já existem contra conhecidos grileiros de terras públicas nas zonas urbanas, ribeirinhas e rurais do município de Lábrea, bem como os casos tradicionais existentes no Sul do município amazonense, principalmente, nos ramais Tauaruã, Igarapé Grande, rio Passiá, Flona Jamicia e ao longo da BR-230 (antiga Transamazônica).
TRISTE HISTÓRICO – Na atual conjuntura, conhecidos grupos de criminosos entre os vários matizes existentes, segundo analistas ambientais e criminais, “sempre apostaram no compadrio existente para escaparem da prisão e das mãos pesadas do Judiciário brasileiro por meio de políticos e seus braços de acesso aos órgãos ambientais, agrários, do Fisco e dos Ministérios Públicos”.
Possivelmente, Francisco Campos Pinto e outros conhecidos criminosos já nem se faz condenados apostam, também, na fragilidade da fiscalização dos órgãos de controle das três esferas de poder. “Da fiscalização ambiental e agrária nem se fala, é uma das piores”, apontam moradores tradicionais do Ramal Tauaruã e do Infraero na cidade de Lábrea.
CAMPOS SECRETÁRIO – De acordo com fontes da antiga Unidade do ICMBio em Lábrea, durante muito tempo o militar teria desfrutado de apoio político e jurídico sob cobertura explícita de mandatários (municipais, estaduais e federais), como Gean Campos de Barros (MDB), patrocinado pelo deputado Átila Lins (PSD) e Eduardo Braga (MDB) lideraram “essa suposta proteção ao militar por supostos serviços prestados à parlamentares, prefeitos, vereadores, autoridades do MP e do Judiciário”. Incluindo chefia (?) de segurança pessoal a madeireiros, grileiros e fazendeiros da região.
OMISSÃO RECORRENTE - Sobre o assunto, ainda, pairam dúvidas inconfessáveis sobre a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da TERRA) inconclusa na gestão do presidente da Câmara Municipal, vereador Adalfrank Teixeira (PL). Sabe-se, no entanto, que os membros da Comissão Fanga do MDB, Jordan GALVÃO (MDB) e Babau do MABI, sequer intimaram o 3º Sargento Campos e o empresário Zé Maria.
Essas propostas de contato estão previstas na Lei de Imprensa apresentadas cujos pedidos de informados aos acusados acontecem desde de 2022, quando Francisco Campos Pinto começou a ser acusado de vários crimes de agressão, ameaça, cobrança de multas no trânsito e embriaguez em bares, restaurantes, conveniência em posto de combustíveis.
ACESSO E PROTEÇÃO DE BRASÍLIA - O documento a ser enviado à Procuradoria-Geral da República (PRR-AM), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aos ministérios Públicos (MPE-MPF-AM) – e não mais à Câmara de Vereadores, à Polícia Civil e ao Judiciário local – é assinado pelos atingidos de pseuda-ordens de despejos em terras públicas e vendidas por supostos donos que agora tentam desafetar as áreas para instalar loteamentos particulares.
Um novo esboço (croqui de obras) foi repassado à Reportagem. O documento revela invasões de terras públicas e privadas de suposta autoria dos acusados Francisco Campos Pinto e o parceiro Munir SAID dentro do “Plano de Expansão Urbana da Cidade de Lábrea 2024-2028”. Servidores do extinto Setor de Terras da Prefeitura indicaram os imóveis a serem invadidos pela dupla, composto de um croqui e/ou desenho esquemático, feito à mão livre que denuncia a participação, também, do genro de Jesus Batista de Souza (O Fátimo), em tomada de empréstimo a donos de imóveis e a particulares.
De forma simplificada a estrutura das invasões recentes contemplariam as áreas dos ramais centrais e laterais próximas aos rios Purus, Passiá, Umari, Assuã e terras da União ao longo da BR-230 em direção à vizinha cidade de Humaitá. Integraria a suposta estrutura esquemática, ainda, ex-Procuradores da Câmara, Prefeitura de Lábrea, um Oficial de Justiça, policiais civis, militares (+ reformados), advogados, um agrimensor, contadores e advogados com escritórios na cidade e investidores recém-chegados à cidade.
Cortejado por políticos locais devido ao suposto grau elevado de conhecimento na lide policial do município e região Sul do município de Lábrea, Francisco Campos Pinto e/ou simplesmente Campos (O Menino de Ouro da 4ª CIA Independente de Polícia Militar em Lábrea), a exemplo do ex-colega falecido NEILTON, “teria ficado milionário com negócios bons e justos por meio da própria empresa que comercializa produtos regionais, pescados e gado bovino” (veja imagem).
Em Lábrea, depois da última prisão na Capital Manaus, o militar continua à disposição de trabalhos administrativos internos na 4ª CIA. Durante longo tempo transitou com desenvoltura nas gestões de Gean Campos de Barros, Mabi Canizo, Carlos Galvão (FUNAI), Jesus Batista de Souza, na segurança no Fórum e na Promotoria Pública, até 2023-24.
Foi ovacionado por um político do PODEMOS, inclusive “furando fila de espera por atendimento”. Segundo rumores internos deste partido, em 2025, “o político o teria ajudado a regularizar uma empresa e a, supostamente, indicá-lo para a futura Secretaria Municipal de trânsito e Mobilidade e/ao DETRAN local, uma vez que é habilitado para a função pelo órgão e pela Policia Militar do Governo do Estado”.

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