LÁBREA (SUL DO AM) – Testemunhas de uma abordagem ilegal por ordem da Chefa da Fiscalização Ambiental da Unidade Avançada do Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), Vanderleide Ferreira da Silva, do município de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus, confirmaram no domingo (24) que estão dispostas a entregar à Justiça imagens de uma câmera que gravou o momento em que uma vítima passou sendo investigada pela servidora federal.
Advogados de potenciais vítimas, a partir do dia 29, irão questionar na JUSF-DF, a sanidade da fiscal para uso de arma de fogo. Pedirão perícia psiquiátrica.
Dois portais de notícias de Rondônia (RO) e de Manaus (AM), a pedido de amigos e familiares, foram à casa da vítima “J”, na Avenida Getúlio Vargas, região central da cidade de Lábrea, onde contou a história em detalhes. Segundo relatou, “o prego acabou, peguei a lancha e retornava à cidade para comprar o material”. À época, usei a margem esquerda do Purus para navegar.


Agentes do ICMBIO e do IBAMA serão obrigados a informar o que faziam na RESEX Ituxi a JUSF em ação patrocinadas por supostas vítimas de forte repressão a ribeirinhos e a extrativistas
No desembarque, “fui abordado pela chefa da Fiscalização do ICMBIO de uma forma agressiva e humilhante”. Ela, pessoalmente, revistou minha embarcação alegando “que havia desobedecido à ordem de parada”. Ocorre que, “a fiscalização estava de um lado da margem e eu no outro e não escutei nenhum grito de alerta ou sinalização marítima”, como comumente ocorre nesses casos.
Por esse motivo, um dos policiais militares que faziam a segurança da servidora revelou, sem cerimônia que, “eu havia ficado na linha de tiro e que Vanderleide mandou os policiais atirarem em mim”. Ela teria exigido todo o tempo que os policiais atirassem no alvo que havia escapado do cerco da operação. Em respeito à instituição ICMBIO, “J” - que é construtor de escolas da Prefeitura para zona rural e indígena – declarou que não tinha nada a temer, mas, que não aceitaria a forma truculenta como foi abordado.
Para corroborar com o depoimento do marido, a mulher da vítima - que é servidora estadual - condenou as circunstâncias em que ocorreu a abordagem afirmando que “nada disso era preciso; e que isso não podia ter acontecido”. Segundo a vítima, “Vanderleide e a equipe do ICMBIO, sempre comeram nos canteiros das obras em que eu era o responsável”.
Num outro trecho da entrevista, a vítima declarou aos portais que “Vanderleide Ferreira da Silva nasceu nas barrancas do rio Punicici, no Rio Ituxi” e conhece todos da família do construtor “J”. Ela, também, não poderia ter extrapolado “os limites da razão, jogando para debaixo do tapete o Estatuto do Servidor Público Federal e os protocolos orientados pelo órgão”.
- Possivelmente, por ter desaprendido justamente na hora da ocorrência que vitimou o construtor que só veio a comprar pregos para concluir a Escola Municipal da Comunidade CASSIANÃ, no Médio Rio Purus, e não foi morto por tiros de grosso calibre desferidos por policiais militares à serviço do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), diz o consultor João Roberto Soares, 53.

Onde vai parar pescado capturado em áreas de proteção ambiental? ICMBIO só ataca ribeirinhos indefesos.
À mídia, a vítima relatou momentos dramáticos pelos quais passou durante uma forte e rigorosa revista (?) pessoal e na embarcação que pilotava. Sobre o assunto, a esposa de “J” comparou a ação da Ambiental do ICMBIO como “sem precedentes em todo o município de Lábrea”. Além de taxar como um absurdo a ação, a agente tentou produzir provas (?) de supostos ilícitos contra o construtor contratado pela Prefeitura de Lábrea.
- Porém, nada foi encontrado de ilegal durante a abordagem que sofreu a vítima “J” sob o olhar complacente de policiais militares num porto improvisado da Ponte de Ferro, início do bairro Vila Falcão, acrescentaram amigos e familiares.
DOS INCIDENTES – As equipes da Ambiental sob o comando de Vanderleide Ferreira da Silva , segundo informações, ficam estacionadas em áreas do eixo divisório entre os rios Ituxi e Purus. Quase invisíveis atacam às embarcações “da forma que melhor lhe convier”. Há rumores que atestariam que a chefe da Ambiental do ICMBIO, em Lábrea, não cumpriria em quase nenhuma situação, os protocolos recomendados pelo Ministério do Meio Ambiente e Controle do Clima.
Geralmente, as equipes do ICMBIO atuariam dentro e fora das áreas das RESEX Ituxi com a do Médio Purus. Ainda assim, “a Fiscalização Ambiental insiste em autuar ribeirinhos e extrativistas fora desses marcos divisórios de forma violenta e ilegal”, afirmam vítimas ameaçadas de processo e prisão (em 2023) por um ex-gestor da Unidade por moradores questionarem a forma como são confiscados produtos e alimentos já cozidos, além do descarte pescado e carnes de quelônios (Jabuti, Tracajá, Cabeçudo e Iaçá) – como já aconteceu bem longe dos locais das abordagens.
Em linhas gerais, moradores que saem das RESEX para tratamento médico e mulheres em situação de parto à cidade de Lábrea, apesar de autorizados a transportar quantidade permitida de animais e produtos permitidos pelo Conselho das RESEX, podem transportar frutíferas, essências, pequena quantidade de carne de caça, pescado e produtos da agricultura familiar para consumo próprio na cidade. Ainda assim, “os produtos de subsistência familiar são confiscados impiedosamente”, diz ex-gerente de Unidades de Conservação Ambiental radicado, em Porto Velho (RO).
Sobre esses casos envolvendo - quase nunca relatados a Coordenadoria Regional (CR-2), em Manaus - os moradores das RESEX “até, agora, de 2019-25, só poderiam contar os prejuízos”. Inclusive as autuações seriam mal conduzidas e só atingiriam os supostos infratores.
“Ameaças aos moradores, à falta de cobertura social e o acesso negado à educação, saúde e da infraestrutura das RESEX, desde os anos 2019-24, “tudo ficou por isso mesmo, sem que a maioria saiba que é detentor desses direitos fundamentais”, denuncia o consultor João Roberto Soares. Outra questão seriam os abusos aos cidadãos atribuídos à Fiscalização sempre que há operações nos rios Ituxi e no Médio Purus.
Há relatos dando conta de irregularidades atribuídas à Fiscalização sob o comando de Vanderleide Ferreira da Silva, “jogando no mato a comida das pessoas, ainda cozinhando no fogão”. Ao menos dez anos atrás, policiais adentraram um tapiri e um deles jogou a comida fora. A mulher cozinhava pedaços de um Jabuti para comer com os filhos. Na ação, um policial militar foi morto a tiros de cartucheira. Um outro policial foi obrigado pela mulher armada a “catar os pedaços da carne do Jabuti, se não quisesse morrer, lembrou morador que teve a madeira para construir a casa da família “serrada em pedacinhos por agentes da Ambiental do ICMBIO”.
Segundo informações, não somente a ameaça de morte sofrida pelo construtor “J” das escolas da Prefeitura será relatado às ministras Gleise Hoffman e Marina Silva, da Casa Civil da Presidência da República e do Meio Ambiente e Controle do Clima. Mas também, a suposta participação (ativa e passiva) de parte da Unidade Avançada do órgão na comercialização pescado (Pirarucu) oriundo dos manejos comunitários compensados financeiramente pelo Governo Federal.

Para isso, um dossiê contendo denúncias, inquéritos policiais, multas anuladas e/ou suspensas e prestações de contas referentes aos últimos seis anos de ex-gestores que passaram pela gerência da Unidade do ICMBIO, em Lábrea, serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU), CGU, AGU, MPF e a outros órgãos de controle de âmbito federal afim de que “os mesmos sejam responsabilizados na forma da Lei, é o que garantem consultores que foram à Lábrea durante os anos 2019-24.

Ex-sede local do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) abandonada sob a presidência de Vanderleide do ICMBIO. O imóvel foi comprado por R$ 15 mil e esta sendo vendido por R$ 80 mil
A ameaça de morte ao construtor da Escola Municipal da Comunidade Cassianã contratado pela Prefeitura – ele ficou na linha de tiro durante uma perseguição policial no rio Purus - também, irá constar do dossiê a ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF-AM-DF), ao Presidente LULA e aos ministros da Casa Civil, do Meio Ambiente e Controle do Clima, Gleise Hoffmam e Marina Silva, respectivamente.
FUGINDO DA CRUZ – Contactada e identificada por fazer ligações anônimas, Vanderleide Ferreira da Silva, usou de expediente ameaçador às reportagens e foi gravada por esta Agência de Notícias e Inteligência privada (os áudios foram desgravados e arquivados). Ela optou pelo silêncio próprio no caso do “Construtor de Escolas da Prefeitura de Lábrea”. No episódio, só ela aparece nos relatos como acusada principal – e não os policiais militares.
Vanderleide Ferreira da Silva tentou intimidar jornalistas dos portais através de ameaças anônimas por já terem divulgado parte do conteúdo sobre seu histórico escolar (a servidora só teria completado o Ensino Fundamental), envolvimento polêmico em operações de fiscalização e em ocorrências que ferem artigos da Constituição sobre direitos humanos e da suposta usurpação de alimentos apreendidos de moradores em trânsito das RESEX para a cidade. Além de se negar a prestar informações de interesse da sociedade.
Identificada em ligações anônimas, a divulgação será encaminhada às autoridades de Brasília, no Distrito Federal. Um dos itens trata da ameaça de morte ao construtor de escolas identificado nas reportagens com o codinome “J”. Ela não quis comentar o assunto nem oferecer sua versão do episódio. Nas ligações feitas às sucursais dos portais em Manaus (AM) e ao estado de Rondônia, ela “fez ouvidos de mercadora recorrente”.


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