O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) recusou na terça-feira, 9, a cassação do mandato de senador de Sergio Moro (União-PR, foto). O placar foi de 5 desembargadores eleitorais contra dois indicados de Lula, como resumiu Felipe Moura Brasil.
Apenas José Rodrigo Sade e Lucio Jacob Junior, ambos escolhidos pelo petista para participar do julgamento, acataram as alegações de PT e PL de que o ex-juiz da Lava Jato cometeu abuso de poder econômico por ter se apresentado como pré-candidato ao Palácio do Planalto e ao Senado por São Paulo antes de se eleger senador pelo Paraná.
O risco
Há o risco, de fato, como ocorreu com Dallagnol, de uma punição desproporcional a Moro tornar ainda pior o sentimento da população, que, em sua maioria, encara a Lava Jato como algo bom para o país — não por acaso, o Brasil caiu dez posições no Índice de Percepção da Corrupção de 2023, divulgado pela Transparência Internacional.
Dito tudo isso, será impossível dissociar uma futura cassação de Moro no TSE do processo de derrubada da Lava Jato, por mais que os responsáveis por fazê-lo tentem se esquivar da realidade.

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