O mundo não pode esquecer
Trinta e cinco anos do Massacre da Paz Celestial, também conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, foi um dos episódios mais trágicos e marcantes da história recente da China. Ocorrido em 1989, durante os protestos pró-democracia na Praça da Paz Celestial, em Pequim, o massacre foi uma brutal repressão do governo chinês de Deng Xiaoping contra os manifestantes, que reivindicavam maior liberdade política e fim da corrupção.
As imagens da violenta intervenção das forças de segurança chinesas, com tanques e metralhadoras, chocaram o mundo e trouxeram à tona o verdadeiro rosto de uma ditadura comunista. O número de vítimas do massacre é difícil de ser precisamente determinado, mas estima-se que milhares de pessoas tenham sido mortas, feridas ou presas durante a repressão.
O Massacre da Paz Celestial é um triste lembrete do perigo que as ditaduras comunistas representam para a humanidade. Sob o pretexto de promover a igualdade e eliminar as desigualdades sociais, regimes comunistas impõem uma repressão brutal aos seus cidadãos, cerceando liberdades individuais, suprimindo a liberdade de expressão e o direito à manifestação pacífica.
Esse vídeo é de cinco anos atrás
A busca por uma sociedade supostamente mais igualitária acaba resultando, na prática, em um controle totalitário do estado sobre a população, onde qualquer discordância é reprimida com violência e arbitrariedade. O Massacre da Paz Celestial é um exemplo extremo desse autoritarismo comunista, que não hesita em usar a força para manter seu domínio sobre o povo.

Diante desse cenário sombrio, é fundamental que a comunidade internacional esteja atenta ao perigo que as ditaduras comunistas representam para a paz e a liberdade no mundo. A defesa dos direitos humanos, da democracia e do Estado de Direito são pilares fundamentais para a construção de uma sociedade justa e igualitária, onde a dignidade e a liberdade de cada indivíduo sejam respeitadas. O Massacre da Paz Celestial deve servir como um alerta para nunca mais permitirmos que a brutalidade autoritária se sobreponha aos valores democráticos e ao respeito à dignidade humana.

Texto abaixo extraído de artigo publicado na Wikipédia
O Massacre da Praça da Paz Celestial (Tian'anmen ou Tiananmen) em 1989, também chamado Massacre de 4 de Junho, consistiu na repressão do governo da República Popular da China às manifestações populares pacíficas ocorridas em Pequim, por meio do emprego da força militar chinesa. Acarretou o assassinato de um grande número de civis.[1]Os protestos foram liderados por estudantes entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989, sendo que este último dia assistiu ao ápice da repressão violenta do Estado. O massacre recebeu o nome do lugar em que o Exército de Libertação Popular reprimiu a mobilização: a praça Tian'anmen da capital do país. Os manifestantes que avolumavam em torno de cinco mil eram oriundos de diferentes grupos da sociedade chinesa, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto até trabalhadores urbanos que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O ciclo de protestos iniciou-se após morte de um oficial do alto-escalão do governo Hu Yaobang, que sofreu um infarto. As manifestações consistiam em marchas pacíficas pelas ruas de Pequim.
Os protestos e as ordens do governo de interditação destes, produziu no Partido Comunista uma divisão de opiniões sobre como o governo deveria responder aos manifestantes. A decisão tomada foi suprimir os protestos pela força, no lugar de atenderem suas reivindicações.
Em 20 de maio, o governo declarou a lei marcial. Na noite de 3 de junho, enviou os tanques e a infantaria do exército à praça de Tian'anmen para dissolver o protesto. Finalmente, no dia 4 de junho, os protestos estudantis se intensificam em larga escala.
As estimativas das mortes civis variam entre 400-800, segundo o jornal estadunidense The New York Times,[2] e 10 000, de acordo com informações da Cruz Vermelha chinesa.[3][4] O número de feridos é estimado em torno de sete e dez mil, de acordo com a Cruz Vermelha.[4] Junto à repressão violenta, o governo empreendeu um grande número de prisões com o objetivo de suprimir os líderes do movimento. Além disso, expulsou a imprensa estrangeira e controlou completamente a cobertura dos acontecimentos na imprensa nacional. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi amplamente condenada pela comunidade internacional.
No dia seguinte ao massacre, 5 de junho, um jovem desarmado invadiu o perímetro da Praça da Paz Celestial, que estava controlado pelas forças do exército e tentou fazer parar a fileira de tanques de guerra que se movimentava. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem, além de ganhar os principais jornais do mundo, tornou-se símbolo do Massacre de 4 de Junho.[5] O rapaz, que ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" ou "o homem dos tanques", foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.[6]
O governo chinês afirma até a atualidade que sua atitude contra os manifestantes foi uma política correta e nega que tenha havido um massacre, reconhecendo que no máximo 300 pessoas morreram durante os protestos e também alegando que muitos eram soldados do exército chinês assassinados pelos manifestantes durante batalhas de rua.

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