Useiro e vezeiro na arte da manipulação de pessoas e recursos públicos que já lhe rendeu duas prisões e inúmeras condenações nos tribunais amazonenses, além de defenestrado do poder, o ainda prefeito Gean de Barros será denunciado, outra vez, por entidades civis organizadas labrenses à Justiça.
As novas denúncias, segundo informações, “seriam por conta dos saques milionários nos bancos para quitar supostas dívidas de campanha do irmão, Frank de Barros, em Boca do Acre, e do vice-prefeito, Mabi Canizo, derrotado à prefeitura de Lábrea para o ex-aliado, Gerlando Lopes”.
Nesta terça-feira (29), a reportagem foi informada que entidades civis, estão elaborando um grande dossiê sobre o uso indevido de dinheiro oriundo da educação, saúde, infraestrutura, da promoção social, da erradicação do trabalho infantil e do Instituto da Previdência Municipal.
- Só do fundo dos servidores mantido pelo Lábrea-Previ teriam sido sacados R$ 12 milhões, afora, os milhões do Fundeb e do antigo Fundef, garante fonte credenciada do setor de finanças da própria prefeitura.
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Gean de Barros, após as eleições, vem fazendo pagamentos antecipados a fornecedores que atuaram nas campanhas do irmão Frank de Barros (Boca do Acre), de vereadores aliados e do candidato derrotado, Mabi Canizo. Ele continua ignorando a entrada na prefeitura da Comissão de Transição formada pelo prefeito eleito, Gerlando Lopes (PL).
A maioria é de empresas de gêneros alimentícios (cesta básicas), material e transporte escolar, da rede de combustíveis, aluguéis de embarcações e veículos, além de comunicação visual e mídia da Capital. No pacote, segundo fontes, “Gean vem agindo, imponente, e faria dos cofres públicos o que bem quer e entende”.
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“O homem fez fortuna da noite pro dia apenas como dono de uma briosa de secos e molhados”, diz o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Cleodenir que o acusa de ladrão do dinheiro público em quatro mandatos de prefeito. Segundo ele, ao sair derrotado fragorosamente para o antigo aliado, Gerlando Lopes (PL), “o que se espera de um elemento com esse perfil?”, indagou o militar.
Além dos Professores Municipais (APML), dos trabalhadores da saúde, rurais, organizações indígenas e extrativistas do Baixo e Médio Purus, estão sendo convocados os ministérios Público Federal (MPF-MPE), tribunais de Contas (TCE-TCU), CGU, AGU, GAECO, Receita Federal e a Policia Federal. Além da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para atuarem nas auditorias e tomadas de contas especiais das gestões de Gean de Barros.

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