RIO IPIXUNA (SUL DO AM) – Caciques e Tuxauas das aldeias do Médio Rio Purus, do entorno da Reserva Extrativista Ituxi e Floresta Nacional Mapinguari, no Amazonas, lançaram nesta sexta-feira (16), mais um pedido de socorro ao Governo Federal para que intervenha nos órgãos de saúde e nas Coordenadorias Regionais da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).

Carta ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exige intervenção do Governo
A maior reclamação diz respeito ao prolongamento da crise de saúde nas aldeias que, segundo os indígenas, “obriga todos nós a comprar remédios nas farmácias dos brancos e a implorar por exames médicos na CASAI, em Lábrea”. Afirmam, ainda, muitos parentes padecem perambulando na cidade e não tem contrapartida dos órgãos do Governo.
Indígenas dizem não nomeação do empresário RAMI RACHID SAA para o DSEI/Purus.
QUESTÃO INDÍGENA PRECÁRIA – Informaram que o assunto é do conhecimento da Presidente da FUNAI Joênia Wapichana (REDE) e da ministra Sônia Guajajara (PSOL), e que relatos foram feitos na oportunidade que as estiveram nos municípios de Lábrea e Tapauá, antes e depois da COP 30, realizada em Belém do Pará (PA).

Rami Saad (camisa rosa) posa ao lado do "fiel escudeiro, dep. Est. Adjuto Afonso (UB).
Sobre assunto, carta endereçada a este portal de veiculação de notícias comprovaria o estado de abandono e de quase miséria a que foram submetidos as aldeias desde os anos 2019 a este ano. “Enquanto funcionários do DSEI e SESAI recebem salários milionários para um desempenho baixo, “as aldeias assistem seus Caciques e Tuxauas incluindo parentes de todas as etnias, estarem sendo mortos por negligência na Casa de Saúde Indígena (CASAI),em Lábrea”.

Indígena Paumari teve alta na Pandemia da COVID 19, parentes a mandaram a Porto Velho (RO). MORREU no Pronto Socorro e Hospital JOÃO PAULO II.
De acordo com as lideranças indígenas, na Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), na cidade de Lábrea, subordinada ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), ocupado pelo empresário Rami Rachid SAID, “pacientes das aldeias encontram sérios problemas para ter os primeiros atendimentos”. Quando se deslocam por conta própria das aldeias, “enfrentamos mais desrespeito por parte de conhecidos funcionários”, acrescentaram.

Assembleias e decisões aprovadas pelo Coletivo Indígena precisam ser levadas a sério pela FUNAI e Brasília (DF).
Para justificar o suposto descaso com a questão indígena em toda a mesorregião amazonense do Purus, Caciques, Tuxauas e novas lideranças acusam cerca de nove servidores da DSEI/SESAI/XASAI de “maus tratos aos indígenas que foram e são submetidos a humilhações e sessões claras de assédio moral”.

Enquanto indígenas padecem convalescendo em hospital improvisado construído de um galpão de borracha, "ZÊ BAJAGA" ostenta turistando na Turkya (Cidade turística da Capadócia)
Os casos mais frequentes só receberem negativa em mais de 90% das demandas que fazem chegar aos executivos dos órgãos indígenas sob a responsabilidade da FUNAI, dos ministérios da Saúde e dos Povos Indígenas”, entre as quais, fornecimento combustível para retorno às aldeias, despacho de receitas médicas e exames pelo programa do SUS.
Na cidade e nas aldeias, “é difícil o DSEI e SESAI facilitarem transporte de pacientes do porto para os centros de saúde”. Isso acontece desde a era do ex-Coordenador do DSEI/SESAI, Carlos Galvão, hoje, atual Secretário Municipal de Educação (SEMED). Segundo os indígenas, “essa situação continua piorando cada vez mais; é a velha política exploradora de tratar o indígena como não-humano, outra vez”, pontuaram lideranças.

Enquanto Luciana usa bem público em proveito próprio e né transporte a pacientes isolados, a presidente da FUNAI "cria suposta TI dentro de outra TI (São João) já demarcada, ela calava indígena que a questionou: "Não vou te responder! Não vou te responder!! Deu ruim...
- Até aqui, nenhum Coordenadoria FUNAI, DSEI/SESAI para o Médio Rio Purus foi investigado pelo Governo Federal ou teve suas cintas vasculhadas pelo Governo, afirmaram Caciques e Tuxauas amazonenses do Purus.
OMISSÃO CONTUMAZ – Há décadas o sistema de saúde indígena para o Médio Rio Purus funciona precariamente. “Nunca foi “uma maravilha”, confidenciam jovens guerreiros dos povos Paumari, Apurinã, Denni e Jamamadi. Eles se dizem indignados com o péssimo tratamento dispensado aos indígenas, de um modo geral, e previram que a tendência, daqui para a frente, “é haver mais uma escalada da violação dos direitos humanos dos povos indígenas” sem que as aldeias tenham assistência médica, odontológica e hospitalar decente.
Presidente da OIMBT esclarece polêmica em torno da UTL. Entidade recorreu a JUSF e teve guarida no MPF pra promover recurso sobre eleição que indicou novo gestor.
Enquanto isso, a folha de pagamento de funcionários (temporários, comissionados, combustíveis etc.) desses órgãos e com aluguéis, continua recheada de horas/voos de aeronaves vai às alturas (principalmente, em viagens de helicópteros), o que causa suspeitas da existência de sobre preços nos contratos firmados com o ex-prefeito Gean Campos de Barros (Contrato CASAI) e da nova sede do DSEI, em Lábrea.

A CASAI de Tapauá sempre foi um grande problema! FUNAI, DSEI/SESAI nunca resolverá.. Em 2026, nada mudou.
Entregues, praticamente, às baratas, a Coordenadoria Regional da FUNAI para o Médio Rio Purus e a Unidade Técnica Local (UTL), com sedes nas cidades de Lábrea e Tapauá “continuam sem comando desde o ano passado”. Os cargos permanecem vazios vagos sem que a presidente da Fundação, Joênia Wapichana (REDE), tomem qualquer providência sobre o caso.

CICERO (camisa preta) foi demitido por acusações de assédio sexual e moral a mulheres indígenas. IPDPF-RO realizou investigações profundas a seu desfavor a frente do DSEI.
Em dezembro passado, durante assembleia coletiva realizada na Terra Indígena CATITU, a cerca de 20 quilômetros da cidade de Lábrea, Joênia Wapichana (REDE), teria se recusado a reconhecer o resultado da eleição direta que indicou o indígena Geovan Leôncio de Oliveira, para o cargo vago na UTL, em Tapauá.
Na plenária, Joênia Wapichana, desconversou sobre atendimento imediato de demandas urgentes apontadas pelas lideranças aldeadas e teria priorizado as apresentadas pela Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus (FOCIMP), classificados “por center assinaturas falsas de Caciques e Tuxauas”.
No calor das discussões, a líder indígena do Partido REDE teria se limitado a responder, quando preguntada por uma indígena de aldeia do município de Tapauá sobre sua decisão, disse em tom considerado irônico, agressivo e arraigado de vontade própria: “Não te responder! Não vou te responder”. O caso foi registrado pelo Coletivo Indígena composto por Caciques e Tuxauas de Tapauá para, oportunamente, ser apresentado ao presidente Luiz Inácio LULA da Silva quando deflagrar sua campanha de reeleição no Amazonas.

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CAOS NA FUNAI, DSEI E SESAI - “O indígena não quer mais apito nem espelho”, ironizou o consultor João Lemes Soares, 53, de São Paulo, ao ser informado por lideranças indígenas fora da FOCIMP, sobre a reação atribuída a presidente da FUNAI, Joênia Wapichana (REDE) ao se mostrar totalmente deselegante na condução do cargo. Segundo ele, “a autoridade indígena deveria ser mais educada e diplomática ao apresentar sua posição negativa” – cuja atitude não representaria a posição do Governo Lula da Silva (PT).

Ivana Rachid SAID, salário R$ 10.300,40. O irmão, Rami Said, puxou "a maninha pra saúde indígena
Nesse e vai e vem de indecisões lançadas sobre a questão indígena do Governo Federal para a mesorregião amazonense do Purus, a presidente da FUNAI jogou um balde de água fria nas aspirações dos povos indígenas do Médio Rio Purus, das aldeias do município de Lábrea (rios Ituxi, Passiá, Assuã, ao longo da BR-230 (antiga Transamazônica) e de Tapauá, onde as aldeias padecem por falta de assistência da FUNAI e do Ministério da Saúde MS) e sofrem invasões de seus territórios diante da suposta omissão do próprio Governo Federal desde 2019-26.
DESDOBRAMENTO – Apesar da fragilidade dos serviços obrigatórios em saúde, educação, infraestrutura das aldeias e de direitos subtraídos que deixam os indígenas amazonenses mais vulneráveis por conta do poderio político de parlamentares e prefeitos que conquistam por Brasília nomeações para órgãos de saúde indígena, à FUNAI e da AGSUS (.Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde), eles garantiram que “nossas futuras ações reivindicatórias passarão a ser judicializadas”.
Nessa inicial, confidenciaram membros da Associação de Caciques e Tuxauas de Tapauá (ACTAM) que “nós estamos nos sentimos frustrados, enfraquecidos e traídos com as atitudes da FUNAI, do Ministério dos Povos Indígenas e do Governo Federal”. Segundo informações, “todos tem permitido sendo humilhado por brancos e falsas lideranças que insistem se eternizar no comando das políticas públicas indígenas”.
Cacique RAIMUNDO BOFFER APURINA com a esposa passando mal. SESAI não prestou assistência pro translado da paciente.
A sensação de revolta é altíssima e tudo isso nos faz sentir derrotados por quem deveria nos, demarcar nossos territórios e que fizeram, até agora, foi nos jogar nas ruas da amargura, na lama e no lixo das cidades”, denunciam indígenas sem oportunidade de emprego e renda, apesar da formação acadêmica.
O índice de insatisfação é geral e tem se acentuado a partir do aumento vertiginoso da falta de assistência médica e da atenção básica de saúde. Nas bases das aldeias, “não há medicamentos e insumos suficientes para garantir os atendimentos e procedimentos, como o primeiro atendimento de alguém muito doente”, assinalaram caciques de várias aldeias de Tapauá.
Como parte da justificativa ao pedido de intervenção nos órgãos de saúde indígena, na Unidade Técnica Local (UTL), na CASAI (que funciona em local inadequado), passando pela infraestrutura das aldeias, onde não existe água 100% potável, insegurança alimentar por conta das invasões é criminosa, pesca predatória, roubo de madeira e derrubada criminosa da floresta do que resta em pé, a proposta dos Caciques e Tuxauas é que “o Governo Federal intervenha em todos os órgãos de saúde e da FUNAI enquanto ainda tem tempo”.
Enfim, por conta da negativa de acabar com as velhas dívidas sociais, econômicas e de recursos para projetos de geração de renda as aldeias por parte do Governo Federal, os Caciques e Tuxauas de Tapauá tem dado demonstração mais “coragem e determinação na defesa dos direitos de todos povos indígenas do Amazonas, sem atropelos”.
Essas ações inéditas de enfrentamento, manso e pacífico, lideradas pela Associação dos Caciques e Tuxauas do município de Tapauá (ACTAM), na opinião do consultor jurídico João Lemes Soares, “podem ser comparados ao Herói Indígena Ajuricaba, que lutou e venceu os portugueses durante a exploração sanguinária dos povos indígenas do Amazonas”. No cenário atual, para não morrer, o indígena é obrigado a comprar remédios na farmácia mais próxima.
Ele apontou, ainda, pontos positivos nas lutas pela ACTAM e da Organização Indígena do Baixo e Médio Rio Purus (OIMBP) ao se posicionarem contrárias a manutenção da assistente administrativa Luciana Bradete, à frente da UTL de Tapauá e ao reconhecimento monocrático da falsa Terra Indígena dentro “Santo Agostinho”, dentro do território já demarcado (TI São João), por ato da FUNAI, Ministério da Justiça e da Presidência da República.
Por sua vez, indígenas Apurinã, Paumari, Jamamadi e outros povos das aldeias do município de Lábrea – eles integram os 38 territórios indígenas do Baixo e Médio Rio Purus -, respectivamente, reiteram a sexta-feira (16), que “o sistema de saúde indígena patrocinado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e por extensão, a gestão do coordenador do DSEI, Rami Rachid SAID, está totalmente falido e só nos resta exigir do ministro Alexandre Padilha, a intervenção nesses órgãos”.


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