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Segunda-feira, 09 de Marco de 2026
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Prefeitura de Macapá é acusada de usar laudo falso para fechar Shopping Popular

A interdição foi realizada com base em um parecer supostamente indicando risco de colapso parcial e recomendando o isolamento imediato da estrutura

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Por TUDO AMAZÔNIA
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Prefeitura de Macapá é acusada de usar laudo falso para fechar Shopping Popular
Prefeitura de Macapá é acusada de usar laudo falso para fechar Shopping Popular - Foto: Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá
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A Prefeitura de Macapá está sendo alvo de uma ação na Justiça após a interdição do Shopping Popular, ocorrida no final de novembro. A informação foi apresentada neste domingo (7), pelo Folha de São Paulo.

O empreendedor Elieldo Almeida Marques, que diz representar os comerciantes do local, acusa o município de ter utilizado um laudo técnico irregular — e possivelmente falso — para justificar a retirada de mais de cem trabalhadores.

Laudo que apontava risco estrutural é colocado em dúvida

A interdição foi realizada com base em um parecer supostamente produzido pela empresa Nunes & Souza Consultoria e Construção, indicando risco de colapso parcial e recomendando o isolamento imediato da estrutura.

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No processo, porém, aparecem autos de infração do Crea-AP, que identificou diversos problemas no documento:

  • Ausência de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), obrigatória para esse tipo de análise.
  • Engenheiro assinante sem registro para atuar no Amapá.
  • Profissional não consta como integrante da equipe técnica da empresa.

Empresa nega ter emitido o parecer

A proprietária da Nunes & Souza, Lívia Fernanda Costa Juca, registrou boletim de ocorrência afirmando que desconhece totalmente o laudo atribuído à sua empresa.

Ela relatou ter tomado conhecimento do documento apenas após ser notificada pelo Crea sobre a ausência do ART.Lívia também declarou que o engenheiro que assinou o parecer não faz parte da empresa, pedindo investigação por possível falsificação de documento público.

Corpo de Bombeiros não identificou risco iminente

Outro ponto destacado no processo é um relatório do Corpo de Bombeiros do Amapá, que não encontrou sinais de perigo estrutural que justificassem o fechamento imediato.

Segundo a corporação, foram observados apenas danos de baixa complexidade, compatíveis com o desgaste natural de um prédio em funcionamento:

  • Fissuras não estruturais
  • Desgaste de revestimentos
  • Problemas superficiais

A instituição se mostra favorável à reabertura, condicionada apenas a reparos simples.

Prefeitura diz que ainda não foi notificada

Procurada pela reportagem do Folha, a gestão do prefeito Dr. Furlan (MDB) informou que ainda não recebeu notificação oficial da ação judicial.

Em nota, garantiu que todas as medidas adotadas seguem critérios técnicos e que só se manifestará formalmente após ciência do processo.

Comerciantes falam em prejuízo e motivação política

O autor da ação afirma que a interdição ocorreu de maneira repentina, sem abertura de processo administrativo. Ele também aponta possível motivação política, já que o Shopping Popular foi construído na gestão do ex-prefeito Clécio Luís (Solidariedade) — atual governador do Amapá e possível adversário de Dr. Furlan nas eleições de 2026.

Segundo ele, a interrupção das atividades deixou cerca de 121 pequenos comerciantes sem alternativas de trabalho.Sobre o Shopping Popular Inaugurado em 2021, o espaço reúne 121 boxes e se tornou um ponto importante de comércio popular em Macapá.

FONTE/CRÉDITOS: Bárbara Fernandes PORTAL NORTE
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HENRIQUE FERRAZ

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