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Brasil

STF admite uso de GLO no Acre para combater crime organizado

Com isso, o Acre entra no mapa das possíveis áreas onde medidas mais duras podem ser consideradas, especialmente em regiões de fronteira ou com baixa presença estatal.

TUDO AMAZÔNIA
Por TUDO AMAZÔNIA
STF admite uso de GLO no Acre para combater crime organizado
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O Supremo Tribunal Federal (STF) elevou o tom e passou a admitir, de forma explícita, o uso de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no enfrentamento ao avanço de facções criminosas na Amazônia Legal, cenário que inclui diretamente o Acre. A sinalização consta em decisão interlocutória assinada nesta segunda-feira (13) pelo ministro Flávio Dino, no âmbito da ADPF 743.

Na decisão, o ministro é categórico ao descrever a gravidade da situação: “a forte presença de facções criminosas na Amazônia Legal é um dos principais obstáculos à superação de crimes ambientais, invasão de terras públicas, garimpo ilegal, violência contra indígenas e outras comunidades tradicionais”.

O ponto mais sensível do despacho é a menção direta à possibilidade de GLO. Dino determina que o governo apresente medidas concretas e inclui, entre elas, o reforço da atuação militar em áreas críticas. O texto vai além e explicita a hipótese: “ampliação da presença das Forças Armadas […] inclusive com o exercício do pleno poder de polícia, mediante a eventual decretação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), se necessário”. Na prática, o STF não ordena a GLO, mas legitima e estimula sua avaliação, diante do avanço do crime organizado na região.

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A decisão tem repercussão direta no Acre, estado que integra a Amazônia Legal e enfrenta desafios crescentes relacionados à expansão de facções em atividades como exploração de madeira e ocupação irregular de terras. Ao reconhecer que o poder dessas organizações já alcança o cotidiano urbano, o ministro afirma que o problema “alcança fortemente inclusive as cidades da região, alcançadas no dia a dia pelo imenso poder das facções criminosas”.

Com isso, o Acre entra no mapa das possíveis áreas onde medidas mais duras podem ser consideradas, especialmente em regiões de fronteira ou com baixa presença estatal.

Pressão por ação imediata

O STF determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente, em até 15 dias, um plano com ações concretas dos Ministérios da Justiça, Defesa, Meio Ambiente e Povos Indígenas. “É evidente a necessidade de adoção de providências adicionais e urgentes”, escreveu Dino.

Entre as medidas cobradas estão a intensificação de operações policiais e ambientais, atuação integrada com estados e reforço da presença militar em áreas críticas.

A decisão também reforça que o problema é estrutural e exige respostas contínuas. Segundo o ministro, o processo envolve uma lógica de “decisões em cascata”, com novas determinações sendo adotadas conforme a necessidade de garantir resultados concretos.

Ao encerrar o despacho, o STF deixa claro que o foco é imediato e repressivo: “o foco da presente decisão é a adoção de medidas repressivas IMEDIATAS contra organizações criminosas que atuam na Amazônia”.

A inclusão da GLO no horizonte das ações possíveis marca uma mudança de tom da Corte e coloca União e estados sob forte pressão. Mais do que um alerta, a decisão sinaliza que, se as medidas atuais não forem suficientes, o país pode caminhar para um cenário de intervenção mais dura na região amazônica.

Veja o despacho na íntegra:

 

FONTE/CRÉDITOS: AC 24 HORAS
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Publicado por:

TUDO AMAZÔNIA

HENRIQUE FERRAZ

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