AMAZÔNIA BRASILEIRA (AC) – Uma fase inédita e progressista, com foco em mudança e transformação real às políticas públicas para os povos indígenas genuínos aconteceu, no último final de semana, com a eleição dos novos coordenadores regionais para Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Rio Purus (FOCIMP).

Indígenas sempre foram objeto de supostas negociatas atribuídas ao cearense, José Raimundo Pereira Lima (alcunhado de Zé Bajaga), auto-declarado indígena e Cacique Apurina, etnia contestada ao menos a quatro décadas por Caciques aldeados da Terra Indígena CATITU e dezenas dos territórios no Purus.
O pleito, realizado na cidade de Boca do Acre, apesar das incongruências verificadas nas regras para o novo processo eleitoral incluindo manobras políticas atribuídas à chapa derrotada, ainda assim, foi dessa vez, que o jovem indígena John Brendo APURINÃ, da Aldeia Boa Vista, da Terra Indígena CATITU, venceu o polêmico José Raimundo Pereira Lima (mais conhecido como Zé Bajaga) à presidência da entidade indígena com gestão para o quadriênio 2026-30.
Lideranças de ao menos 36 entre os 38 territórios indígenas deram "adeus ao todo poderoso Zé Bajaga, que décadas se deu bem após o falecido Cacique AGOSTINHO (patriarca que ocupou o cargo máximo de Delegado da SPI/FUNAI) te-lo resgatado, a pedido do pai, na cidade de Porto Velho/RO).
O candidato perdedor contou, até os últimos segundos da votação, com o apoio de grupos vinculados ao ex-prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros, do irmão Frank de Barros, Prefeito de Boca do Acre, dos deputados Adjuto Afonso (atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas), Átila Lins e do senador Eduardo Braga, responsáveis pela indicação de “Zé Bajaga” ao cargo de Assessor Especial Indígena no DSEI/SESAI, revelaram conhecidos desafetos construídos ao longo do mandato dele à frente da FOCIMP.


Internautas indignados enviaram essas imagens e citaram dois dos supostos patrocinadores do ex-Coordenador, será verdade, gente!?
De acordo com a zerézima da apuração divulgada pelos escrutinadores, o Ex-Presidente da FOCIMP – que apesar do Estatuto da entidade exigir exclusividade no trabalho, é empregado público federal e se declarou empresário Receita Federal – os novos Coordenadores são os indígenas aldeados John Brendo APURINÃ e Raimundo Nonato APURINÃ (popularmente conhecido como PORAQUÊ), das terras indígenas Catitu, das aldeias, Boa Vista e Paxiúba.
Chapa 01 115 votos bajaga.
Chapa 02 199 votos Kanamari.
A vitória do novo Coordenador-Geral da FOCIMP contagiou todos os povos indígenas presentes. Centenas chegaram as urnas após dias de viagem de rabeta. Chegaram a tempo de votar NAO ao dirigentes derrotados, historicamente.
John Brendo APURINÃ, que disputou o pleito pela Chapa 2, recebeu 199 votos enquanto o adversário, José Raimundo Pereira Lima (O Zé Bajaga), apenas 115 do total de votantes aptos que o derrotaram. “Uma derrota que não só acabou com a suposta disfunção de dirigentes dentro da FOCIMP, mas, que desmascarou as forças políticas e econômicas por trás de meia dúzia gente que trabalhou para a piora da saúde, da educação e da infraestrutura das alveias ao menos 30 anos”, o desabafo partiu de guerreiros jovens. .

Mais descaso! Indígenas não têm a atenção constitucional fixada pela Constituição Cidadão 88. Nem abrigo adequado. Na CASAI, pacientes continuam morrendo por suposto erro médico. Um perigo!
NOVO TEMPO ÀS ALDEIAS – Os vencedores, segundo apurou a reportagem, ainda no calor das comemorações pelo grandioso feito obtido na cidade de Boca do Acre, no sul do Amazonas, agora, preparam pedido de auditoria nas contas da FOCIMP na gestão de “Zé Bajaga” e seus colaboradores. Também, de acordo com fontes, não descartam a presença do MPF, PF e da Controladoria-Geral da União (CGU-DF), para uma tomada de contas especial na gestão de saúde no DSEI/SESAI e na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
Agora, será mais fácil vasculhar "o ninho dos tubarões quem precisa controlaram recursos da saúde, educação, infraestrutura das aldeias e achar culpados de malformação em licitações na compra de medicamentos, supostamente, sem eficacia; fornecimento de combustíveis, MARMITEX a R$ 45 a unidade, aluguel de aeronaves, veículos, lanchas rápidas, balsas e os salários e diárias considerados milionários. Incluindo uma investigação no último processo seletivo para o DSEI/SESAI/FUNAI. Já taxado de "cartas marcadas". PF, CGU, MPF e GAECO FEDERAL neles!!!!
NOTA DA DIRETORIA EXECUTIVA: Próximas reportagens buscarão informar a sociedade brasileira sobre possíveis "PATIFARIAS e SINECURAS" dentro da FOCIMP e órgãos indígenas.


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