TAPAUÁ (SUL DE MANAUS) – A disputa por uma vaga à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), especialmente entre pré-candidatos com domicílio eleitoral na mesorregião amazonense do Purus, promete ser a mais inflacionada de toda a história dos pleitos nesta parte do Estado.
Ainda sem pre-candidatura formalizada, ex-prefeito pode embaralhar disputa para ALEAM ao menos apoiando seu escudeiro. Adjuto Afonso (UB)
De olho em outro poder, o Vice Prefeito do município de Lábrea, João Roberto (PODEMOS), segundo tem demonstrado em suas incursões políticas e de eventos pelo Estado, “parece que já definiu o lado que estará lutando por um mandato de deputado estadual”. Ele divide os afazeres na Vice prefeitura com agenda política no interior e a Capital Manaus.

Célebre frase. Até AQUI, políticos sempre usaram esse tipo de frase. Quem irá repeti-la em 2026?
Ele tem se insurgido com desenvoltura nos corregedores palacianos do Governo e da Prefeitura de Manaus, incluindo citações turbinadas surpreendentes, com ou sem pesquisas autofinanciadas, ao lado do Vice-governador Tadeu de Souza e do Prefeito David Almeida ((AVANTE).

Candidato ou não, o mesmo sorriso sarcástico que o fez perder eleição hídrico. Professores entraram na peça, deve ter lembrado da categoria, por ironia apelativa
De acordo com o consultor jurídico e logística política, João Lemes Soares, “João Roberto esteve no filiado no Partido dos Trabalhadores (PT) por até treze anos”. Essa militância, agora, que tem assumido a condição de neo-diretista no Amazonas, “o que pode tê-lo fritado e o colocado em desgraça junto aos movimentos sindicais e sociais de esquerda”, acredita o consultor.
O pre-candidato do PODEMOS "penetra" por todos os lados para avançar. Vai precisar da Direita e Esquerda dentro de casa.
LÁBREA TERIA NOME COTADO? – João Roberto, aos 38 anos, muito jovem ainda, ao deixar a militância de esquerda, vem se posicionado à frente de “velhas raposas políticas do Purus” que disseram a Reportagem que, “o Vice-prefeito de Lábrea teria um futuro brilhante pela frente e que, já na pré-candidatura a deputado, poderá prejudicar a própria administração quanto a liberação de emendas previstas para o seu município, ainda este ano ”.

Como os adversários, João Roberto remete aos velhos métodos da "melhor aparição para o eleitorado".

A saída do Partido dos Trabalhadores (PT), na inicial para o Partido Verde (PV), possibilitou a João Roberto a ficar em segundo lugar na eleição perdida para o ex-prefeito Gean Campos de Barros (MDB). Na segunda tentativa de chegar ao poder, apesar de bem cotado para chapa majoritária, cedeu a vaga ao ex-Secretário da Prefeitura, o jovem Gerlando Lopes (PL), eleito prefeito do município de Lábrea.

Servidores assumem pre-candidatura. Tornou-se figurinha "carimbada en passant no gabinete do Vice-governador, Tadeu de Souza" (AVANTE).
CAMINHO DAS PEDRAS – De olho em possuir mais poder e mais protagonismo na região, o pré-candidato tem se desdobrado em viagens rápidas entre Lábrea e Manaus. “A logística mais usada é a aérea e a terrestre quando o assunto é o Sul do município”, apesar dessa região continuar habitada por pessoas que sempre votaram no lado rondoniense.

Em "VOO CHATER" na ponte aérea Lábrea-Manaus-Lábrea reforçou translado de lideranças até o Vice-Governador. Virou rotina.
A região sulista do município de Lábrea teria cerca de 6.200 eleitores e outros 600 mil habitantes, entre jovens e adultos, sem documentos (certidão, título de eleitor, Carteira de Trabalho, CPF e cédula de identidade) que facilitariam, inclusive a celeridade do processo de regularização fundiária.

Acima, dois potenciais adversários. Também assumiu o combate à denúncias sobre supostas fraudes e favorecimentos em licitações da Prefeitura.
É nesse vácuo que os vereadores Fanga do MDB e Jordeval Galvão (o popular Jordan do Gean), “sempre atuarem e foram bem votados elevando probabilidades das pré-candidaturas de Gean Campos de Barros (MDB) ou a de Adjuto Afonso (deputado pelo União Brasil), por força da logística financeira, ‘embaralhem as pretensões de João Roberto e a reeleição do deputado estadual Cabo Maciel (PL).

Necessariamente, a ascensão política do Vice-prefeito só poderia vir a ser prejudicada, alegadamente, com denúncia ao Ministério Público Eleitoral por meio de “campanha eleitoral antecipada, empreguismo, uso ilegal da máquina da Prefeitura, discursos com conteúdo (filmado e gravado) político em inaugurações de obras ou via mobilização de servidores para eventos oficiais expondo camisetas com o nome de pré-candidato”.

Deputado CABO MACIEL (PL) surpreendeu o Sul de Lábrea com a liberação de emenda de R$ 2 milhões para a melhorias de vicinais.
Com a premissa de que as eleições gerais deste ano (2026) nos municípios do Purus serão acirradas entre centenas de candidatos que disputam o eleitorado da região há décadas, o pleito pode inaugurar um novo capítulo à essa novela sem fim: ex-prefeitos da região já teriam entrado na disputa, como Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Tapauá e Beruri aguardariam o aval do governador e do prefeito de Manaus, respectivamente, Wilson Lima e David Almeida. Além de nomes ligados aos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB).
No contraponto, João Roberto doou R$ 20 mil ao Leilão Direito a Vida do Hospital do AMOR, na Vila Curuquete, Sul de Lábrea
A FORÇA DE BRASÍLIA – Em início de novo mandato, prefeitos eleitos e reeleitos, assim como, vereadores, deputados, senadores e entidades civis assistidas por esses entes federados conhecem as forças de dissuasão política no país advindas de Brasília por meio do Palácio do Planalto e do Congresso. As decisões finais, em caso de composição e reagrupamentos eleitorais, “sempre passou por liberação de recursos aos estados e municípios”.
- Lábrea assistiu grupos que se eternizaram no poder perderam no poder numa reviravolta inacreditável onde tudo ou quase contou com a participação de agentes de parte do poder, diz o consultor João Lemes Soares, em sinal de alerta aos políticos mais afoitos da máxima do “já ganhou”. .
Segundo ele, “os pretensos candidatos devem levar em conta que política é uma caixinha de surpresa”. Na era do voto impresso, “os donos do poder ficavam sossegados até a reta final; é que os resultados eram anunciados no grito e quem anoitecia eleito, poderia amanhecer derrotado”.
- Hoje, o sistema é vigiado e seguro e já possibilitou um só deputado federal brasileiro ser reeleito por até dez eleições no sudeste brasileiro, acrescentou o consultor.


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