O acidente vascular cerebral (AVC) continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil, tirando a vida de um brasileiro a cada seis minutos. Dados do Ministério da Saúde mostram que o AVC e o infarto juntos correspondem a cerca de 30% das mortes anuais no país.
Entre janeiro e outubro deste ano, 64.471 pessoas morreram devido ao AVC. Em 2024, foram registradas 85.457 mortes, mantendo o Brasil entre os países com maior incidência da doença. Especialistas reforçam que até 80% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis, como controle da pressão arterial, prática regular de exercícios físicos e abandono do cigarro.
Embora o AVC seja mais comum entre idosos, o número de casos entre adultos jovens tem aumentado. Segundo a Sociedade Brasileira de AVC, houve um crescimento de 66% nos últimos dez anos em pessoas com menos de 45 anos.
O AVC pode ser classificado em dois tipos: isquêmico, responsável por 85% dos casos, quando há entupimento de uma artéria que leva sangue ao cérebro; e hemorrágico, que representa 15%, quando ocorre o rompimento de um vaso e sangramento no tecido cerebral.
Os sintomas surgem de forma súbita e exigem atendimento imediato. Entre os sinais de alerta estão sorriso torto, fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada, perda de visão, tontura e dor de cabeça intensa.
Apesar dos avanços nos tratamentos, os especialistas reforçam que a melhor forma de enfrentar o AVC é a prevenção. Medidas como manter a pressão controlada, adotar uma alimentação equilibrada, ter boas noites de sono, praticar exercícios regularmente e realizar consultas médicas periódicas são fundamentais para reduzir os riscos.

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