Movimento Indígena Lábrea protestam nesta segunda-feira, 23, contra a nomeação política de aliado e militante bolsonarista, Ramid Said (MDB) patrocinado pelos deputados Adjuto Afonso (UB), Átila Lins (PSD) e o senador Eduardo Braga (MDB-AM).
O ato cidadão puxado pelo Movimento Indígena do Médio Purus, tem o epicentro da ação está prevista para a frente do Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI), na cidade de Lábrea, localizada a 702 quilômetros da Capital Manaus.
O órgão é responsável pela administração dos recursos destinados pelo Ministério da Saúde (MS) ao custeio e manutenção do sistema de atenção a saúde indígena, aquisição de remédios, medicamentos, pagamentos de salários de profissionais de saúde e do corpo clínico que atendem pacientes indígenas na Casa de Saúde Indígena (CASAI), alimentos específicos cujos prédios são alugados por aliados do ainda prefeito Gean Campos de Campos (MDB) - e ele próprio.
A indicação foi proposta, segundo caciques da região, "sem consulta prévia das lideranças indígenas". O fato, acrescentaram, pegou a todos os líderes das aldeias de surpresa e surpreendeu, igualmente, novos governantes para o quadriênio 2025-28 no âmbito do Legislativo Mirim.labreense"
A indicação, mais uma vez, de um nao-indígena, "demonstra o domínio da cidadania indígena por brancos, que já fatiam cargos destinados a indígenas e recursos da saúde, educação e infraestrutura desde o extinto Serviço de Proteção Ao Índios (IPI) criado pela Ditadura Militar nos idos de 1964, diz dirigente da ex-diretoria da FOCIMP (Federação das Comunidades Indígenas do Médio Purus).
JOGADA POLITICA - Useiros e veseiros em manter os recursos da saúde, educação, infraestrutura, aquisição de embarcações, alimentos, remédios, medicamentos, cargos e salários nas mãos de aliados e grupos econômicos, os deputados Adjuto Afonso, Átila Lins e o senador Eduardo Braga, desta vez, "poderão ser denunciados ao Judiciário Federal alegadamente por intromissão nos negócios e decisões dos povos indígenas.
Segundo lideranças indígenas do Médio e da Mesorregião amazonense do Purus, "a nomeação do militante bolsonarista, Ramid Rachid Said, um próspero fazendeiro, madeireiro e dono de terras voltado ao agronegócio, comprova que Adjuto, Átila e Eduardo Braga, "continuam empurrando seus aliados nos cargos estaduais e federais goela a baixo".
E o pior é que o Governo Federal tem arriada as calças para esses políticos, reconhecidamente, bolsonaristas", aduziu líder indígena da etnia Kariouna.
MANTER O PODER BRANCO - Por trás das nomeações aos órgãos estaduais e federais no Purus, de acordo com caciques indignados com essa situação, "está a disputa tresloucada do prefeito Gean de Barros em prorrogar o contrato dos seus imóveis a FUNAI, Ministério da Saúde, a Caixa Econômica Federal e do antigo Hotel Lábrea. "
Além de Gean Campos de Barros, segundo dossiê a ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF-AM), indígenas, ribeirinhos e extrativistas prometem engrossar o movimento ao levarem a Brasília o que, "de fato vem acontecendo com a má gestão dos recursos da saúde, da educação, da infraestrutura precária das aldeias e dos pacientes internados na CASAI, outro prédio alugado por Gean de Barros ao Ministério da Saúde.
"Nossos pacientes na CASAI, em Lábrea, continuam recebendo tratamento vil e liberados sem obediência de todos os protocolos", desabafam indígenas insurreição inconformados com a situação ao menos 16 anos das gestões do emedebista Gean Campos de Barros.

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