AMAZONAS (AM) – Não é de hoje que cidadãos nativos (jovens e adultos) com informação e conhecimento tentam mudar a trajetória política dos mais de 52 mil habitantes do município de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus e em parte das cidades que compõem a mesorregião amazonense do Purus diante da contínua ameaça de compra e venda de votos e contratação milionária de cabos eleitorais a cada quatro anos.
Deputado Átila LINS empurra pra frente os candidatos Adjuto Afonso e George LINS, como aconteceu em 2022 no Purus.
Comerciantes do ramo de secos & molhados, lojistas, empresários, médico, contador, servidor público e aventureiros de última hora já foram prefeitos, vereadores e gestores de órgãos estaduais e federais por algum tempo. Outros, ao que parece, “preferem sobreviver de migalhas dadas por políticos que se elegem sem pisar na cidade, mas, representam deputados, senadores e o governador de plantão”, em palácio.
Diz a história local que “ninguém conseguiu mudar supostos maus hábitos achados em eleitores suspeitos de vender de votos”, diz servidor aposentado da Educação prestes a divulgar escândalos políticos e financeiros até 2024. Dessa vez promete abalar a sociedade local. Na inicial, haveria registros de corrupção, fraudes em licitação, lavagem de dinheiro entre políticos e empresários de Humaitá (agronegócio animal, vegetal e mineral), Porto Velho (RO), Acre (AC) e Manaus.
Segundo a fonte – que promete revelar relações extraconjugais entre mandatários e mandatárias do Purus que manteriam encontros em points fechados (privês) encontrariam em points de Manaus, com direito a sessões de Poly Dance a politicas mulheres – “tudo mantido com o dinheiro público por conhecido lobista que atuou nas gestões passadas”.
Em mais uma eleição com visíveis características de inflacionado (com o voto mais valorizado pelo mercado da política profissional e de negócios), não se sabe ao certo qual candidato será o mais ou bem votado nas eleições deste ano nos municípios do Purus em todos os níveis de candidaturas. Segundo informações, “a tendência é que os candidatos que destinaram emendas parlamentares ao município aumentem ou diminuam o número de votos”.
Senadores OMAR AZIZ (Governo), Eduardo Braga e o deputado federal ÁTILA LINS para reeleição. O trio, + Adjuto Afonso, é reconhecido como puxadores de votos na Calha do Purus.
Cerca de 129 candidatos, só em Lábrea, foram votados nas eleições de 2022, na cidade e interior do município. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos mais votados a presidente, governador, senador, deputado estadual e federal nas eleições de 2022, em 100% das urnas apuradas num universo de 27.125 eleitores aptos, com comparecimento de 70,69% e abstenções de 29,31%, foram: LULA do Partido dos Trabalhadores (PT); Eduardo Braga (MDB), com 60,58% dos votos válidos; Wilson Lima (União), 34,03%; OMAR AZIZ (PSD) com 12 mil votos; ATILA LINS (PSD) com 7.318 votos e Adjuto Afonso (União), 4.188 votos.
No contexto atual, o cenário continua instável. É que Lábrea pode já estar tendo a eleição mais inflacionada da história política do Purus. “Muito mais cara que no município vizinho de Humaitá, Sul do Amazonas, onde o prefeito Dedei Lobo (UNIÃO), pode ser indiciado junto ao Ministério Público Eleitoral por assédio e ameaça a servidores que resistiriam a adesivar seus veículos com propaganda do irmão caçula FELIPE LOBO, candidato a deputado estadual.
Dos nomes em evidência para estadual – o maior palco político já montado até aqui, Adjuto Afonso e George Lins, os mais votados nas eleições de 2022 continuam na busca dos votos. Segundo fontes fidedignas, “os dois parlamentares continuariam bem avaliados podendo até a reta final até duplicar o coeficiente eleitoral por conta das entregas de recursos através das emendas de suas autorias com foco na melhoria da condição de vida da população”.
Nascido na Comunidade ACIMA no beiradão do Purus, o contador, empresário e vice-prefeito JOÃO ROBERTO, segundo servidores e aliados, como filho da "Santa terrinha de Lábrea", pode quebrar o tabu de que nenhuma "prata da casa seria eleita deputado estadual". As incursões do candidato denotam gastos controlados em mídia, pessoal, mobilização de transporte e logística eleitoral em menos 22 municípios do Amazonas.
Adjuto Afonso e George Lins, a menos de 26 dias da eleição, contariam com os reflexos da pulverização de votos em cima dos concorrentes iniciantes. “Essa variação já lhes rendeu aumento da votação em 2022 devido aos oponentes terem saído à disputa divididos e em número de candidaturas maiores cujos votos seriam fragmentados e flutuantes em todos os pleitos na cidade de Lábrea”.
Com histórico considerado negativo, por Lábrea não eleger um único candidato a deputado estadual filho da terra nas últimas décadas, a eleição deste ano, segundo o consultor João Roberto Soares, 53, poderá repetir resultados pífios às novas candidaturas. Ele aponta o aumento no número de partidos e de candidaturas, capazes de anular nomes nativos que “se ainda não saíram dos cueiros com a troca sucessiva de legendas” - apesar dos gastos financeiros para mantê-los em evidência no topo do ranking de possíveis eleitos.
Afilhado de Átila Lins, o supermercadista “GR”, mesmo sem o uso da condição de ex-vereador residente e domiciliado em Lábrea, segundo prognósticos reservados, disse informalmente sentado numa poltrona do Aeroporto da cidade que, “Átila Lins e Adjuto Afonso, podem se considerar vitoriosos”. Só o ex-prefeito Gean Campos de Barros, apesar de não ter podido candidato, “ainda detém 80% dos votos na cidade e interior”.
Por sua conta e risco, políticos e analistas locais, confidenciaram na terça-feira (8) com este portal de notícias, após o “adesivaço de João Roberto”, o que nos bastidores se tornou assunto recorrente: “Lábrea, pela vez primeira, vai eleger um candidato a deputado prata da casa?”. Segundo disseram, “qualquer um dentro de casa precisaria, no entanto, de ao menos 12 mil votos daqui e não 5 a 7 mil, com ainda dependência de até 22.000 de fora”.
EM 2026 - O Tribunal Superior Eleitoral - TSE, divulgou nesta terça-feira (21) de julho, o número de Eleitores Amazonenses aptos a votarem nas Eleições 2026, 2.802.091, bem como os 10 maiores colégios eleitorais do Amazonas. As mulheres correspondem a 51% do Eleitorado do Estado, e 49% de homens.
A Capital Manaus tem 1.472.358 eleitores e somados os 61 municípios conta com 1.329.733. Municípios e número de eleitores, nos maiores colégios eleitorais, A SABER:
8° TABATINGA - 40.413. 9° MAUÉS - 38.358. 10° HUMAITÁ - 34.974. Lábrea em 2022 somou pouco mais de 27 mil eleitores.
FONTE: Informações: Dados do Tribunal Superior Eleitoral - TSE.
DÚVIDA, GASTO E MEDO – Especialista mencionado pela Revista CENARIUM afirmou que “não basta o candidato ter muitos votos individualmente. Se o partido não atingir votos suficientes para formar uma cadeira, o candidato pode ficar de fora, mesmo com uma votação expressiva”, explica Albuquerque. Para ele, o desempenho coletivo da legenda é o que garante o acesso inicial às vagas.
Destaca ainda que esse dilema não é teórico, mas concreto e recorrente nas eleições do Amazonas. Nascimento usou o caso do ex-candidato a deputado federal (hoje vereador) José Ricardo (PT), na votação de 2022. “Ele foi muito bem votado, teve mais de 70 mil votos, mas não conseguiu se eleger porque a federação não alcançou o quociente eleitoral”, relata, ao exemplificar como o desempenho individual pode ser insuficiente diante da votação coletiva.
No Amazonas, por exemplo, há oito vagas para deputado federal. Para calcular quantos votos são necessários, em média, para conquistar uma cadeira, a Justiça Eleitoral divide o total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis.
Especialistas ouvidos pela REVISTA CENARIUM, na segunda-feira (23) projetam cenários para o Amazonas em 2026 e indicam que, mantida a tendência de votos válidos da última eleição, o quociente eleitoral pode chegar a cerca de 250 mil votos para deputado federal e 83 mil votos para deputado estadual.
No âmbito estadual, o cenário no Amazonas apresenta características distintas. Com cerca de 1,97 milhão de votos válidos e 24 cadeiras em disputa, o quociente eleitoral ficou em torno de 82 mil votos em 2022 para a Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), permitindo maior dispersão partidária e ampliando o acesso ao Legislativo estadual.
Quando o voto individual não decide
A aplicação desse sistema ajuda a explicar um dos fenômenos mais recorrentes das eleições proporcionais: candidatos muito votados que não conseguem se eleger. Isso ocorre porque, no modelo brasileiro, a vaga pertence ao partido, e não diretamente ao candidato.
“Não basta o candidato ter muitos votos individualmente. Se o partido não atingir votos suficientes para formar uma cadeira, o candidato pode ficar de fora, mesmo com uma votação expressiva”, explica Albuquerque. Para ele, o desempenho coletivo da legenda é o que garante o acesso inicial às vagas.
O professor destaca que esse dilema não é teórico, mas concreto e recorrente nas eleições do Amazonas. Nascimento usou o caso do ex-candidato do deputado federal (hoje vereador) José Ricardo (PT), na votação de 2022. “Ele foi muito bem votado, teve mais de 70 mil votos, mas não conseguiu se eleger porque a federação não alcançou o quociente eleitoral”, relata, ao exemplificar como o desempenho individual pode ser insuficiente diante da votação

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