O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer. A iniciativa do Ministério da Saúde prevê beneficiar mais de 116 mil pacientes e ampliar as opções terapêuticas na rede pública. A distribuição começou nesta semana em centros especializados de 17 estados, incluindo Rondônia.
Os medicamentos contemplam 13 indicações para tumores de mama, estômago, rim, próstata, pulmão e tireoide, além de alguns tipos de leucemia e linfoma. Segundo o Ministério da Saúde, a expansão busca ampliar o acesso a tratamentos de alta tecnologia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Quais são os 9 medicamentos?
A lista divulgada pelo Ministério da Saúde inclui:
Trastuzumabe: para câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
Abemaciclibe: para determinados casos de câncer de mama em estágio inicial, com receptores hormonais positivos, HER2 negativo e comprometimento dos linfonodos.
Acetato de lanreotida: para tumores neuroendócrinos.
Pazopanibe: para câncer renal metastático de células claras.
Rituximabe: para determinadas indicações de leucemia linfocítica crônica e linfomas.
Abiraterona: para situações específicas de câncer de próstata.
Gefitinibe: para câncer de pulmão de não pequenas células, em primeira linha de tratamento.
TSH recombinante (alfatirotropina): para câncer diferenciado de tireoide em pacientes com indicação de tratamento com iodo radioativo.
Sunitinibe: para câncer renal metastático de células claras e tumores estromais gastrointestinais (GIST) avançados ou metastáticos após falha ao imatinibe.
Quem pode receber os medicamentos?
O acesso é destinado a pacientes com diagnóstico e indicação clínica compatíveis com os critérios específicos de cada medicamento. Portanto, a inclusão dos fármacos no SUS não significa que todos os pacientes com câncer poderão receber qualquer um deles: a escolha depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições clínicas.
Nesta primeira etapa, os medicamentos serão disponibilizados em centros especializados de tratamento oncológico. A previsão do Ministério da Saúde é ampliar a distribuição para os demais centros do país até o fim de 2026.
Para saber se um tratamento é indicado, o paciente deve conversar com a equipe responsável pelo acompanhamento oncológico, que poderá orientar sobre os critérios de acesso e os procedimentos necessários.
Ampliação do tratamento oncológico
A oferta integra a política de Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), criada para organizar a aquisição e a distribuição de medicamentos contra o câncer no SUS.
O Ministério da Saúde também prevê ampliar a oferta para 23 novos medicamentos oncológicos até o fim de 2026. A medida busca aumentar as alternativas de tratamento disponíveis na rede pública e melhorar o acesso a terapias que podem ter custos elevados na rede privada.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se