AMAZONAS (AM) – Sem poder conter os furtos de frutas e pertences em sua “casa de campo” localizada ao longo da BR-230 (antiga Transamazônica), o advogado Renê Júnior, da cidade de Lábrea (a 703 quilômetros da Capital Manaus), instalou câmeras de segurança e cerca elétrica no local já inúmeras vezes atacado por ladrões da região.
Os furtos, segundo apurou a Reportagem, viriam acontecendo durante os dias da semana e só eram evitados com a presença dele na propriedade nos finais de semana e feriados. Ele também construiu um cordão de proteção ao redor do sítio com 169 metros de fiação elétrica. Com essa atitude, Renê Júnior, conforme deduções, “pretenderia estancar as visitas dos amigos do alheio”.
O caso, considerado inusitado, chamou a atenção nas redes sociais após o advogado – que é bastante conhecido no Sul do Estado – instalar ao menos quatro câmeras de segurança na propriedade que utiliza para o seu lazer e entretenimento e receber amigos durante e/ou aos finais de semana.
Com essa atitude, de acordo com dados em abertos nas redes sociais protagonizados por Renê Júnior, “o foco central seria registrar a ação dos ladrões que furtam frutas, animais domésticos, criações, hortaliças e material de construção na região” Do sítio do advogado, a preferência dos marginais é o Tucumã durante a safra desse fruto encontrado com abundância no local, já tantas vezes assaltado.
AÇÕES RECORRENTES – Com as ocorrências tendo passado dos limites aceitáveis, a presença de estranhos e os furtos na propriedade do advogado, agora, poderão ser registrados pelas câmeras instaladas, o que facilitará a identificação dos ladrões e a identificação por parte da Polícia através de imagens.
As câmeras têm alcance para pegar a parte maior da propriedade alvo dos marginais e ganharam o reforço de uma cerca elétrica de alta voltagem. O procedimento é preventivo. Segundo o advogado, “já informei às polícias Civil, Militar e a Polícia federal”. Além das autoridades municipais cujas imagens dos possíveis flagrantes serão encaminhadas, na sequência dos fatos acontecidos, também, ao Judiciário.
Conforme apurou equipe de observadores deste veículo de imprensa, furtos ou roubos em propriedades da região ao longo da BR-230, principalmente a partir dos quilômetros 4, 12, 26, 60 ao 120, à exemplo da presença de usuários de drogas (dependentes e traficantes que agiriam com entregas advindas de Porto Velho), mais que dobraram nesta parte do município de Lábrea.
Esse tipo de comportamento da marginalidade ativa na cidade de Lábrea e região da BR-230, segundo policiais aposentados do vizinho município de Humaitá, com a prática intensiva de furtos de frutíferas (Tucumã, Açaí, Buriti e outras espécies) “se tornaram contumazes”. Segundo afirmaram, “frutas dão lucro e o retorno é rápido na época das safras”. Essas más condutas apontam, inclusive, para o recrudescimento da bandidagem infanto-juvenil que representaria cerca de 75% do ranking de roubos e furtos em toda a extensão da dupla divisa entre os municípios de Lábrea e Humaitá.
Segundo o consultor João Roberto Soares, “a ausência de policiamento rural tem gerado indignação entre os moradores da região, o que deixa as comunidades ao longo da BR-230 sem cobertura”. Com o policiamento precário, isso estar levando os habitantes a tomar atitudes à revelia das autoridades, provocando um gesto fora dos padrões de segurança divulgados pelas autoridades dos atuais governos.
Por outro lado, as fontes disseram, ainda, que, “o advogado Renê Júnior, demonstrou toda sua insegurança e até um suposto descrédito pessoal nos órgãos de segurança locais ao instalar câmeras na sua propriedade, tantas vezes assaltadas”.
Enfim, o advogado, em ato contínuo, demonstrou também a importância, como provável justificativa, “deve-se dar a devida importância das câmeras de segurança para identificar crimes, como os que viriam tiram o seu sossego, o lazer, entretenimento pessoal sem poder degustar frutas cultivadas em sua propriedade”, arrematou o consultor João Roberto Soares, 53.

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