AMAZONAS (AM) – Era o mês de setembro de 2012 quando uma “bomba” explodiu, a partir dos bastidores da presidência da Câmara Municipal de Lábrea, região sul do Estado, deu conta, pública e notoriamente, que o Legislativo teria sido penhorado por dívidas com fornecedores de refeições da cidade.
Exatamente nesse ano, o Plenário da Casa silenciou quando o suposto escândalo “ganhou às ruas e às rodas de conversas da cidade”. À época, o puxadinho do GR ao lado do Fórum Municipal a pouca distância da Prelazia da Igreja Católica, em frente à Praça da Matriz, como de costume, a Voz do GR, no alto do prédio entra no ar para ouvir músicas e pequenos retalhos de notícias da cidade.
O fato era inédito para a história das três esferas de poder no Brasil. A má notícia deu conta de que “vereadores da época não cumpriam regras e compromissos com fornecedores”, revelou ex-vereador que dividiu plenário com GR, conhecido na cidade como “o homem do megafone, que enfrentou prefeitos que atrasaram salários de funcionários”, entre os quais, Mustafa SAID e Dedé de Melo.
Enfim, a “bomba” explodiu. O prédio da Câmara de Vereadores do município de Lábrea havia sido penhorado. A opinião pública local foi sacudida, como o resto do Amazonas nas três esferas de poder. “Em nenhum momento da história política um prédio do Legislativo amazonense fora tomado como refém em troca de dívidas por não honrar compromissos com fornecedores”.
- E por dívida de comida, já que vereadores comeram do bom e do melhor, e não pagaram a conta, lembra escritor de cordel nordestino que migrou para a cidade, à época.
ESTÓRIAS & HISTÓRIAS – Reportagens foram amplamente publicadas nos meses de setembro e dezembro de 2012 sobre a questão da “penhora da Câmara Municipal de Lábrea”, tendo sido repercutido fortemente fora do município e do Estado.
- A população escanteada, historicamente, excluída das decisões tomadas à revelia dos cidadãos, já naquela época, a começar pelas Comissões da Casa, curtiu a penhora com gosto de refeições de luxo, mas não pagas com o dinheiro e outras pagas em coisas boas e incríveis da vida de luxo reservadas, aparentemente, apenas a parlamentares mirins, ironiza o cordelista.
NA ATUALIDADE – Todos sabem na cidade que nas “rodas de conversas”, “cantos de fuxicos”, no “puxadinho da cadeira de embalo do GR” e outros points espalhados pelos mais recônditos pontos da cidade, a rotina da vida de funcionários públicos, vereadores, prefeitos e vice-prefeitos de plantão “é passado a limpo”. Incluindo aqueles que nada tinham e passaram, milagrosamente, a ostentar carros de luxo, em vez da colher de pedreiro e o machado de lenhador.
Dessas avaliações, às vezes, os comentários que “rolam a boca miúda” têm, sim, “algumas verdades e principalmente os que são relatados sobre o poder legislativo e Executivo”, confidenciou à Reportagem secretária do Lar que por anos preparou o café com bolacha Creme-Cracker com Nutella e pratos preferidos com sardinha orgânica para o ex-prefeito, Gean Campos de Barros (MDB de Boca do Acre).
Nesses comentários, considerados aleatórios pelos atingidos por críticas e pedidos de transparência fiscal, não são apenas meras deduções sobre o que passaria na rotina da vida pública, empresarial, advocatícia e/ou familiar dos políticos labreenses de plantão e/ou na dos perdedores de campanhas milionárias e que, fora do poder, “encontram dificuldades para zerar a situação financeira, inclusive com agiotas”.
Essas fontes anônimas, muitas das quais, reaproveitadas por novos gestores, garantiram que “a população precisar saber dos estragos deixados por ex-presidentes da Mesa Diretora da Câmara, por ex-prefeitos e ex-gestores de órgãos estaduais e federais até 2024”.
- E em 2029, se houver novos rombos deixados para os sucessores, tudo será comentado pelos críticos e políticos locais, acrescentaram.
Informaram ainda que em se tratando de Poder Legislativo, leitores deste veículo de imprensa disseram que “percebemos que das legislaturas de 2013-2024, após decifrações da real situação da penhora da Câmara Municipal, da degringolação da saúde, educação, do rombo do Lábrea-Previ, das creches, da saúde indígena, rateios irregulares do FUNDEB, crises no Hospital Regional e do engessamento da administração, haveria prédios, bens móveis e imóveis em nomes de laranjas.
CULPADOS IMPUNES – Dentro dos termos públicos, segundo analistas jurídicos regionais, “onde há dinheiro público é da conta de cada brasileiro”. Apenas os políticos e gestores fracos, frouxos, cagões, covardes e negativistas com a sociedade não subscrevem seus atos com transparência”. Foi o que aconteceu até 2024, quando a população herdou rombo acima de R$ 500 milhões e a dívida do consumo de energia por obra e graça da administração anterior.
- Por pouco, muito pouco, a Prefeitura Municipal de Lábrea, também, não foi penhorada pelas dívidas atribuídas ao ex-prefeito Gean Campos de Barros, às voltas com os Tribunais no seu encalço, segundo manifestação de consultores que acompanham o julgamento de suas junto ao Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e da União (TCU).
HABITUÊS FLAGRANTES - Dos maus políticos e gestores que ainda permeiam as três esferas do poder na mesorregião amazonense do Purus, se espera tudo e o inacreditável. Um frequentador de ambiente Privê revelou que, direto de uma das Calçadas da Fama, “farras patrocinadas por homens públicos fora das cidades que governam são visíveis e todos sabem dessas histórias e estórias”, como a festa do arromba patrocinada pelo ex-prefeito no litoral carioca de Angra dos Reis, Gean Campos de Barros.
Para fugir um pouco do caso da penhora da Câmara Municipal de Lábrea em 2012, somou-se à conta dos episódios considerados extravagantes, o suposto “show felicidade dado por uma célebre e polêmica delegada de Polícia do Amazonas na Calçada da Fama, da longínqua cidade de Porto Velho (RO)”.
A fonte revela que, “a personagem se dizia extremamente apaixonada por uma autoridade com origem naquela Capital”. E afirmou que “todos e todas as pessoas têm esse direito”.

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