Impedido de deixar o Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhou neste sábado, 18, a esposa, Michelle Bolsonaro, até o Aeroporto de Brasília, onde ela embarcou para participar da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
Michelle será a representante do ex-presidente na cerimônia, acompanhada também pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Bolsonaro também fez críticas ao fato de não poder viajar sem ter sido condenado.
“Sou investigado desde 2019, mas sem uma sentença. Estou sendo tratado como culpado sem um julgamento”, disse. Ele ainda mencionou a repercussão internacional do caso: “Não vão nos vencer com narrativas.”
Moraes barra viagem de Bolsonaro
Na quinta-feira, 16, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou o pedido feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para liberação do seu passaporte para que ele participasse da posse de Donald Trump, marcada para a segunda-feira, 20.
Na manifestação, Moraes afirmou que desde a concessão da medida, não houve “qualquer alteração fática que justifique a revogação da medida cautelar, pois o cenário que fundamentou a imposição de proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes, continua a indicar a possibilidade de tentativa de evasão do indiciado”.
No documento, Gonet afirma que “falta demonstração de interesse público” na concessão do benefício.
“O indiciado Jair Messias Bolsonaro manifestou-se, publicamente, ser favorável à fuga de condenados em casos conexos à presente investigação e permanência clandestina no exterior, em especial na Argentina, para evitar a aplicação da lei e das decisões judiciais proferidas, de forma definitiva, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, acrescentou Moraes.

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