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Sabado, 13 de Junho de 2026

LÁBREA - AM

SAÚDE INDÍGENA ABANDONADA E POUCO INVESTIMENTO DO DSEI/SESAI EM PROGRAMAS DE PREVENÇÃO TÊM LEVADO INDÍGENAS AO SUICÍDIO

POR SUPOSTA DEPRESSÃO OU FALTA DE ATENÇÃO BÁSICA NO TRATAMENTO NAS ALDEIAS E CIDADES DO PURUS

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SAÚDE INDÍGENA ABANDONADA E POUCO INVESTIMENTO DO DSEI/SESAI EM PROGRAMAS DE PREVENÇÃO TÊM LEVADO INDÍGENAS AO SUICÍDIO
Engrossa os índices de casos de suicídios na cidade de Canutama, interior do Amazonas.
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MANAUS (AM) – Órgãos indígenas que atuam no interior do Amazonas cobertos por recursos da educação indígena, especialmente, nos municípios da mesorregião amazonense do Purus, desde o século passado, de acordo com estatísticas oficiais, ainda não investiram 100% dos recursos que recebem e sequer dariam a devida importância à implementação de políticas públicas que garantam direitos voltados à infância e a juventude indígena, como determina a Constituição de 88.

O jovem ceifou a própria por enforcamento. Um triste fim. Segundo especialista, ouvido agorá a pouco, muitos jovens chegariam a esse ponto por frustração no amor, na família e por falta de oportunidade de emprego decente. Enquanto isso, políticos considerados "ladrões enchem os bolsos em Canutama, responsável por altos índices no ranking desse tipo de morte absurda.

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Ricos e cada vez mais ricos, políticos (eleitos e reeleitos) que respondem por esses órgãos patrocinados pelo Governo Federal em todas as regiões do Estado, não têm demonstrado tanto interesse na discussão e/ou na contenção para zerar os altos índices de suicídios entre pré-adolescentes, jovens e adultos indígenas. As cidades de Canutama e Lábrea, só ficam abaixo dos registros de pessoas que autoprovocam, nas aldeias ou em casa, a desistência da própria vida em todo o Amazonas.

 Zé Bajaga na Europa, ostenta. Ramir Rachid SAID preocupado em se manter no cargo, enquanto mortes por doenças e suicídios se tornam avassaladoras nas aldeias e nas cidades do Purus

- Os índices são assustadores, confidencia ex-profissional de saúde indígena afastada pelo coordenador do DSEI/SESAI, empresário Rami Rachid SAID, na cidade de Lábrea.  

Mesmo temendo represálias, a fonte anônima revelou que, “nós, nos juntamos aos municípios que recheiam os 15,8% em suicídios no Estado entre pré-adolescentes, jovens e adultos suicidas ou brancos na faixa dos 13, 15 e 29 anos”.

- Maria do Teixeirinha ostentou e comandou o plenário da Câmara no tempo "das vacas gordas". Fora do poder, toca igreja que construiu..

O município de Canutama, um dos mais isolados do Purus, tem acesso mais fácil através de embarcação. A presença da administração municipal na questão indígena municipal “é quase nula no quesito saúde pública e nos demais setores, em que só se vê prédios e reformados”. A carência de medicamentos de qualidade, materiais, insumos, laboratórios, equipamentos e pessoal especializado para garantir cuidados, conforto e bem-estar a pacientes do SUS, é descarada por falta de fiscalização, na cidade e no interior do município.  

Nos casos de suicídios de indígenas nos anos que governa a cidade, o próspero fazendeiro do rio Mucuim, José Roberto Pontes (União Brasil), mais que dobraram – se considerado as ocorrências pelo número de mortes naturais numa média puxada para cima ou para baixo, informa servidora que se diz alarmada com a falta de fiscalização no uso de recursos da saúde e da assistência social pelos tribunais de Contas (Estado e da Uniao).

 Na Aldeia CRISPIM, jovens se contentam com o futebol de campo. Na saúde, sem programas preventivos. Uns se desesperam e deixam as aldeias em busca de melhorias.

A atual gestão – cujo Vice-prefeito é acusado de crimes de pedofilia contra crianças que ia a sua loja de secos e molhados -, apesar de procurada na cidade e na Capital (na casa da sogra do prefeito no residencial Pedro), “a ordem para o gabinete e na representação da Prefeitura, é não atender a imprensa sob uma hipótese alguma”.

Enquanto isso, no âmbito municipal, é grande a ausência de projetos e programas sociais que deveriam ser voltados à infância e à juventude, além da não erradicação da mão de obra infantil, que deveriam ser contemplados com recursos oriundos de emendas de autoria do deputado federal, Átila Lins (PSD), Silas Câmara (Republicanos), senador Eduardo Braga (MDB), e convênios com o Governo Federal e Estadual, “podem está indo para shows e eventos gospels, atrações nacionais e a outros fins”.

As enganações aos que mais precisam começam com as danças usadas em rituais. Envolvidos, os "espertinhos passam na frente" e seguram empregos e vantagens com o fim.das ocupações.

Com casos de suicídio em alta no Estado, de 2019 a 2025, boletins extraoficiais apontam que, “os índices poderiam vir sendo manipulados ainda na rede pública municipal de saúde”, apontam familiares de potenciais vítimas nos casos de suicídios comprovados e que se disseram ter medo de oferecer denúncias aos órgãos de controle e à imprensa.

 Vice-prefeito de Canutama, O CARLINHOS, saiu ileso das acusações de estupro de vulnerável. Foi reeleito a Vice de "Zé Roberto". Tornou-se mais intocável (?) no Purus.

POUCA PENA - Desde que o irmão da ex-presidente da Câmara de Vereadores de Canutama, ex-vereadora condenada Maria do Teixeirinha, foi brutalmente assassinado e circunstâncias misteriosas em uma provável disputa por herança, “a cidade ainda vive sob uma forte tensão política”. Inclusive com a falta gritante de investigação profunda em crimes de estupro de vulneráveis brancas e indígenas, atestam entidades de direitos humanos.  

 Cacique AMIKA JAMAMADI, vítima de morte misteriosa após aplicação de "medicamentos" na CASAI. O caso ainda não foi apurado, devidamente, pelo Coordenador do DSEI/SEI. O MPF-AM foi informado a uma Procuradora da República já apura a denúncia oferecida por entidades indígenas.

Por conta dessa situação (o prefeito Zé Roberto é tido ainda hoje como o principal patrocinador da ex-presidente da Câmara), ex-vereadores e candidatos derrotados nas eleições municipais de 2024 (que não apoiam os atuais mandatários) - “denunciamos que sofremos forte repressão a ponto de nos terem tirado oportunidades para garantir o sustento de casa ou de trabalho”.

A que ponto chegou o descaso com a saúde indígena na jurisdição do DSE/SESAI para o Médio Purus.

A maioria dessas pessoas seria parte de parentes de pessoas que denunciaram ou compartilharam mensagens e denúncias envolvendo supostos estupros atribuídos ao Vice-prefeito Luiz Carlos (O Carlinhos), comerciante envolvido no caso de assédio a uma criança que foi ao comércio dele fazer compras. “O caso sofreu vários revezes”, e o Vice-prefeito reeleito pode ter saído ileso, apesar de ter sido encaminhado à Promotoria Pública local.

A pequena vítima, segundo informações, seria filha de indígenas, mas, as denúncias da mãe da menor na Delegacia de Polícia, à época, foram feitas com precisão. Porém, em outra situação, após visita ao domicílio da menor por uma suposta vereadora, novas narrativas foram feitas pela mãe e o Vice-prefeito teve a candidatura à reeleição garantida na chapa de José Roberto Pontes, com as investigações interrompidas e, provavelmente, anuladas.

Por conta e risco da mesma fonte, na quinta-feira (20), o portal “TUDO AMAZÔNIA” e recebeu imagem de mais uma pessoa que teria cometido suicídio na então pacata cidade de Canutama, no sul do Amazonas. O caso, segundo servidor do Hospital Municipal, “surpreendeu toda a comunidade por se tratar de um jovem em perfeitas condições físicas e mentais, aparentemente”.

Oficialmente o estado do Amazonas, de acordo com o levantamento, em 2024 foi registrados 345 óbitos por suicídio, o que representa um aumento de 15,8% em relação a 2022, quando houve 298 mortes. Entre as tentativas, foram 1.073 notificações de lesões autoprovocadas neste ano. A maioria das vítimas são mulheres (62,2%), com faixa etária predominante entre 15 e 29 anos.

Os boletins chegados a este portal de notícias mostram ainda que os homens amazonenses representam a maior proporção dos óbitos por suicídio (80,9%), sendo os adultos jovens, entre 20 a 39 anos (35,9%), os mais afetados. Os principais meios utilizados nas ocorrências dos suicídios foram enforcamento, enquanto as tentativas ocorreram majoritariamente por envenenamento ou intoxicação.

Cacique Raimundo APURINA, com mulher doente (hérnia de disco e outras) teve pedido de ajuda negado pelo encarregado da SESAI e da alta cúpula do DSEI para o translado da paciente a Porto Velho (RO)

ÍNDICES ALTOS NO INTERIOR - Desde que José Roberto Pontes assumiu, recursos das transferências constitucionais (Estado e da União Federal), tratados por ele e o jurídico-contábil da Prefeitura, “como sensíveis”, não são divulgados no Portal da Transparência do Executivo e do Legislativo, este acusado de “fazer vistas grossas em diárias, cargos ou vantagens recebidas pelos membros da Mesa Diretora da Casa de Leis”, aponta políticos locais.

Na falta de investimentos pesados na educação e na saúde indígena, dados financeiros sensíveis das prestações de contas de recursos públicos em programas sociais, da educação básica, rateios justos do FUNDEB 2021-25, diárias, gastos com festas e eventos, folha com contratações sem concurso público não são publicadas no portal Transparência da Prefeitura. A Câmara de Vereadores, comandada pelo irmão José Luiz Pontes (O Zé Luiz), segue na mesma direção.

No âmbito do Governo Federal para o Purus, a falta investimentos plenos na saúde da infância e juventude indígena, tem levado os municípios assistidos pelo DSEI/SESAI a subir no ranking de jovens e adultos que cometem suicídio ou mutilações aparentes por uso de entorpecentes, segundo fontes acadêmicas indígenas. A maioria é de indivíduos com baixa escolaridade, apresentando visível estado de depressão, “não alcançados por programas preventivos, ainda inexistentes”.

Os municípios de Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri têm a maior população indígena da região Sul do Amazonas e investimento quase zero na educação, saúde e na infraestrutura das aldeias indígenas e na segurança alimentar enquanto povos tradicionais que devem receber a aplicação correta de recursos para programas preventivos de saúde indígena. Ao contrário, as mortes de indígenas, seja por homicídios, seja por doenças, “alguém pode está levando guerreiros jovens e adultos a cometerem suicídios” sem que essas mortes sejam devidamente esclarecidas pelas Coordenadorias da FUNAI e do DSEI”.

Cidades ligadas por extensas florestas e afluentes caudalosos do Purus, inclusive com aparecimento de indivíduos isolados, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri, “podem estar escondendo os índices de mortes de guerreiros adolescentes, jovens e adultos por suicídio por cada 100 habitantes”, é o que diz um dos mais antigos sertanistas da atualidade já aposentado.

Essas cidades do interior amazonense, mesmo que extraoficialmente, aparecem entre os municípios com os maiores índices de violência autoprovocada e de mortalidade de sua população por número escalado de suicídio, diz o ex-servidor que aponta para possíveis desvios de finalidade das politicas de saúde indígena nesses municípios.

Fora do rio Purus, entre as cidades que lideram o ranking de prevalência de tentativas de suicídio, segundo informações oficiais, estão Envira (128,3); Carauari (123), Eirunepé (112,6). Em segunda menção, já entre as maiores taxas de mortalidade, os municípios que lideram o ranking, são Amaturá (43,8), Barreirinha (38,9) e São Gabriel da Cachoeira (37,2), no extremo Norte do Amazonas.

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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