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Domingo, 03 de Maio de 2026

LÁBREA - AM

CACIQUES ALDEADOS ALERTAM PARA O AUMENTO DE CAOS NA SAÚDE E NA MÁ GESTÃO DE RECURSOS E ENGESSAMENTO DA MÁQUINA DO GOVERNO FEDERAL

QUE NÃO PROTEGE OS POVOS ORIGINÁRIOS NOS 36 TERRITÓRIOS DO PURUS

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CACIQUES ALDEADOS ALERTAM PARA O AUMENTO DE CAOS NA SAÚDE E NA MÁ GESTÃO DE RECURSOS E ENGESSAMENTO DA MÁQUINA DO GOVERNO FEDERAL
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LÁBREA (SUL DO AM) – Começa a ganhar corpo a ideia de uma possível extinção da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP) antes das próximas eleições da entidade. De forma antecipada, líderes indígenas de vários territórios indígenas, entre os 36 existentes, já defendem esse processo por meio de uma intervenção direta na entidade.

 Em inúmeros documentos, lideranças dos territórios continuam sendo ignorados pela FUNAI, DSEI/SESAI e pelo Governo Federal

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FOCIMP acusada de não trabalhar na defesa e dignidade dos povos indígenas. Zé Bajaga deixou membros do Coletivo Indígena que iria a COP 30, em Belém do Pará, "jogados a própria sorte" em Manaus

Para essas lideranças, “nossa insatisfação com os deputados Adjuto Afonso (UB), Átila Lins (PSD) e o senador Eduardo Braga (MDB), passou dos limites”. Esses parlamentares, não o presidente da República, “trocam apoio no Congresso com cargos para aliados, muitos dos quais, apenas por conivência política”, o desabafo vem de jovens guerreiros sem oportunidades e emprego, apesar da formação acadêmica.

 - Dep. Fed. Átila Lins (PSD) nomeia por Brasília, o ex-vice prefeito MABI CANIZO (UB) para a AGSUS indígena com salário de R$ 18 mil, com apenas o Ensino Médio. Uma afronta aos indígenas graduados em Gestão Pública (Administração e Planejamento)

De acordo com vários documentos e relatórios que apontam a suposta descaracterização das políticas públicas empregadas por gestores nomeados, desde o século passado, a vida nas aldeias piorou assustadoramente. Sobre o assunto, fontes indígenas garantiram que, “a saúde, a educação e a infraestrutura precária das aldeias parece não ter importância para Brasília”.

Cacique AMIKA JAMAMADI, morreu por negligência médica na CASAI, em Lábrea

 O caso permanece encoberto pelo DSEI/SESAI e não despertou interesse da FUNAI e dos ministros, Sônia Guajajara (PSOL) e da Saúde, Alexandre Padilha.

Durante a vinda da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), por ocasião dos preparativos da COP 30´de 2025, em Belém do Pará e da presidente da FUNAI, Joênia Wapichana (REDE SUSTENTÁVEL), pedidos de reconsideração a essas nomeações, propostas de melhoria na saúde, educação e na vida dos aldeados foram apresentadas, mas, até o momento, “nenhuma resposta foi dada por essas autoridades”.

 Ex-Coordenador do DSEI, afastado e investigado pela Polícia Federal (PF-RO) por estupro e assédio moral a indígenas W a profissionais. Deu o lugar ao empresário RAMI RACHID SAID, patrocinado pelos deputados Adjuto Afonso, Atila Lins e o senador Eduardo Braga (MDB)

Para que a interferência político-partidária não se perpetue nos órgãos de saúde indígena e não controle mais os recursos das políticas públicas emanadas pelo Governo Federal “nós, guerreiros indígenas, precisamos fazer o dever de casa”, primeiramente, honrar os ensinamentos deixados e o espírito de dos nossos ancestrais, entre os quais, lutar contra o domínio dos brancos sobre os territórios, da pesca, das águas e das florestas ainda em pé”, acrescentaram caciques amazonenses.    

No troca-troca de Coordenadores, indígenas continuam sendo manipulados por parentes contratados pela FOCIMP e políticos de Lábrea

“O que interessa, na verdade, aos coordenadores do DSEI/SESAI, da FUNAI e da AGSUS, são os salários milionários em cima da má saúde, educação e da infraestrutura precária das nossas aldeias”, afirmaram oito caciques gerais dos territórios indígenas que tem sido penalizados da jurisdição desses órgãos na mesorregião amazonense do Purus.

 Presidente da FUNAI. Joenia Wapichana, continua protelando a nomeação de indígenas ckm formação política e administrativo para o cargo vazio de Coordenador Regional da FUNAI para o Médio Rio Purus. Indígenas têm vozes e votos cerceados pela FOCIMP e forças ocultas no Amazonas

Em carta a este portal os signatários pedem a intervenção do Ministério Público Federal (MPF-AM), por meio da Polícia Federal (DPF-AM-DF) para que apurem as denúncias de possíveis irregularidades nos órgãos indígenas, casos de estupros, assédio moral, perseguição a indígena com formação, desvio de recursos da Atenção Básica de Saúde, educação, na infraestrutura das aldeias, contratos com fornecedores, admissão de pessoal (e os que estão em disponibilidade), aluguéis de embarcações, aeronaves (principalmente helicópteros), bem como sejam quebrados, pela Justiça Federal, “os sigilos telefônicos, fiscais e financeiros dos coordenadores da FUNAI, SEI/SESAI/AGSUS dos últimos dezessete anos, indicados por políticos e não indígenas”. 

 PF continua sendo chamada. Negligência médica levou a morte do Cacique AMIKA JAMAMADI na CASAI; Zé Bajaga, misto de chefe da FOCIMP e Assessor Indígena e, RAMI SAID exibe força política indígena de não aldeados para se eternizar no DSEI, sua "galinha dos ovos de ouro".

MAUS TRATOS – Não é de hoje que indígenas amazonenses do Purus padecem com a falta de remédios, medicamentos, nas internações de mulheres, jovens, crianças e idosos por não serem transportados até a cidade de Lábrea, afirmaram. “Teve um tempo, no passado 2003-12 que, as cestas básicas eram sortidas de tudo”. Atualmente, quando chegam nas aldeias, os alimentos de uma cesta são fracionados em três ou mais”, se queixam caciques Jamamadi, Paumari e Apurinã. 

O estopim para uma possível insurgência no futuro a ser protagonizada por parte do Cacicado dos Aldeados, segundo interlocutores, “tem origem em anos de desassistência aos nossos povos em todos os níveis dó funcionamento desses órgãos em nosso Estado, especialmente, nos municípios do Purus”. O desabafo, também, é por conta da morte do Cacique Amika Jamamadi, “praticamente, assassinado por suposta negligência médica na Casa de Saúde Indígena (CASAI)”, em Lábrea.

 Pacientes continuam "jogados" em vãos da antiga usina de borracha pertencente ao ex-prefeito GEAN CAMPOS DE BARROS (MDB) que funciona como hospital indígena IMPROVISADO com aluguel milionário.

  • O indígena morreu após aplicação de remédios, possivelmente, por erro médico, ainda que prescrito. Ainda assim, funcionários da CASAI o levaram à emergência do Hospital Regional, mas estava sem vida, confidenciou um profissional de saúde local.  Outro ponto divergente na condução das políticas públicas às aldeias é com relação ao continuísmo de nomes apontados pela FOCIMP e pelo grupo politico apoiado pelos deputados Adjuto, Átila Lins e o senador Eduardo Braga.

Os parlamentares amazonenses são os responsáveis por manter, por meio de indicações políticas, elementos de infiltração saídos de grupos de apoiadores autofinanciados uma vez nos cargos “recrutariam indígenas urbanos para manifestações e protestos à porta dos órgãos até conseguirem seu intento sob o controle deles”. Ao final, indígenas não aldeados já empregados, “se somam a maioria e através de comissões representativas os homologam por Brasília se utilizando da força dos seus partidos no Congresso” para se eternizarem no poder.

Foi assim com os ex-coordenadores da FUNAI, DSEI e Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) para o Médio Purus ao longo das últimas três décadas, com destaque para o deputado federal Átila Lins (PSD) e o senador Eduardo Braga (MDB). Os indígenas aldeados, por se constituírem maioria, “somos os mais penalizados com o controle dos recursos destinados à saúde, educação, transporte, combustíveis e da infraestrutura das aldeias”.

A ingerência desses três parlamentares é quem dita as regras de funcionamento dos órgãos de saúde indígenas priorizando a gestão dos recursos repassados pelo Governo Federal, à grosso modo, para custeio de até 70% da folha de pagamento ao pessoal comissionado, fornecedores e prestadores de serviço”, como a irmã do coordenador do DSEI, Ivana Rachid SAID, com salário de R$ 10.300, em média – que só apareceria no serviço em ocasiões especiais.

 O descontentamento com a ministra Sônia Guajajara (PSOL), Joênia Wapichana (REDE SUSTENTÁVEl, partido da ministra Marina Silva) e o Secretário Nacional de Saúde (.....), começou nos primeiros 100 dias do Governo LULA. À época, “as duas foram informadas que as gestões dos órgãos indígenas seriam as mesmas da epidemia do Corona Vírus (COVID-19), já que os deputados Adjuto Afonso, Átila Lins e o senador Eduardo Braga, continuaram patrocinando a ascensão de aliados”, apontaram indígenas com potencial de alto nível.           

Tanto a ministra Guajajara quanto a presidente da FUNAI, Joênia Wapichana, “não levaram em conta a recomendação dada pelo Presidente LULA, de que “os órgãos indígenas, entrego aos indígenas; não irei admitir corrupção porque retomarei de volta”. A fala do Presidente nunca foi levada em consideração, lembram jovens guerreiros das aldeias de Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá.     

Enfim, tanto o Ministério dos Povos Indígenas quanto a FUNAI, em Brasília, continuam sendo acusados de “compactuar com a situação de caos a que estão obrigados a conviver os indígenas do Amazonas” (principalmente com relação aos aldeados que continuam morrendo em Casas de Saúde depois de transferidos para hospitais das cidades do interior). Esse quadro mostra o qual a saúde indígenas nos 36 territórios da mesorregião do Purus continua em cheque por falta, exclusiva, da presença dos órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) e da Advocacia-Geral da União (AGU)  que não teriam atendido os apelos dos indígenas amazonenses do Purus.

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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