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Segunda-feira, 09 de Marco de 2026
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CONFINADOS EM RESERVAS SEM SAÚDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA DE QUALIDADE NAS ALDEIAS

INDÍGENAS ALDEIADOS PEDEM DESDOBRAMENTO DA OPERAÇÃO PORTARE PARA ATACAR SUPOSTOS DESVIOS DE DINHEIRO DA SAÚDE INDÍGENA

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Por TUDO AMAZÔNIA
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CONFINADOS EM RESERVAS SEM SAÚDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA DE QUALIDADE NAS ALDEIAS
RAMI RACHID SAID (camiseta branca) tem sobrevivido a rejeição de indígenas aldeados.
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MANAUS – Sobrevivendo totalmente dispersos nas reservas onde habitam sem as condições de vida adequadas asseguradas pela Constituição, dezenas de milhares de indígenas amazonenses do Purus continuam assistindo assustados, o avanço do nível de ostentação atribuída aos servidores de órgãos federais com dinheiro destinado aos programas de saúde e educação indígena do Governo.   

 

Protesto contra a indicação política de RAMI SAID

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Investigações particulares dão conta que “há suspeitas de enriquecimento ilícito de servidores e comissionados indicados para os cargos pela via política”. Principalmente com a partilha do uso indiscriminado das cotas sob a responsabilidade de deputados federais e senadores que “não levariam em conta uma gestão transparente dos recursos da educação, saúde e infraestrutura indígenas das aldeias”.

Os protestos poderão ser retomados. Indígenas denunciaram super salários de comissionados que chegam a R$ 5 e R$ 12 mil.

Um exemplo claro do que viria acontecendo ao menos quatro décadas dos mandatos dos deputados Adjuto Afonso (União Brasil), Átila Lins (PSD) e do senador Eduardo Braga (MDB), apontou indígena com alta formação acadêmica. Segundo ele, “sempre estevemos de olho na manipulação dos políticos que dominam o DSEI, SESAI E FUNAI, principalmente em relação às emendas e recursos dos recursos da saúde indígena que nunca foram transformados em benefícios e melhorias”.

Ex-prefeito GEAN de Barros, apesar de destronado da Prefeitura de Lábrea, mantém prédios alugados ao DSEI / SESAI e a CAIXA ECONÔMICA.

De acordo com informações, “o uso dos órgãos indígenas para aliados desses políticos para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e à Casa de Saúde (CASA) teria o objetivo de frear a ascensão de lideranças indígenas com aptidão para os mesmos cargos que os brancos são indicados no lugar dos indígenas para se eternizarem no poder”.

 Com o dinheiro dos aluguéis. FUNAI, SESAI, DSEI E CASAI já teriam construído de Hospital Indígena. Casa dos Indígenas a um Complexo Politico-Administrativo PRÓPRIO - como no passado.

As fontes admitiram que “nós, indígenas, não somos tolos nem cegos para não saber que da saúde indígena sai muito dinheiro pelo ralo da corrupção dentro dos órgãos federais enquanto a situação de fome, repressão contra a pesca nos rios, a desnutrição de crianças, mulheres e idosos, avançam gradativamente, dentro e fora das aldeias”.

Em Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus, a situação não seria diferente dos demais municípios cobertos pela jurisdição do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). O órgão engloba as aldeias dos municípios de Lábrea, Canutama e Tapauá. Nessas localidades é gravíssima a situação de pacientes que chegam à Casa de Saúde Indígena (CASAI) e em outras coordenadorias.

 Movimentos de protestos contra indicação de "brancos" aos órgãos, ao final seriam enfraquecidos por não aldeados.

-A maioria não tem como retornar às aldeias por falta de combustíveis, abrigos e alimentação, principalmente, depois de votarmos à cada quatro anos, desabafa jovem Cacique.  

Indígenas enfrentariam condições difíceis para sobreviver na cidade administrada pelo ex-prefeito Gean Campos de Barros (MDB). Mesmo fora do poder (ele faz parte do secretariado do irmão postiço, Frank de Barros, eleito prefeito de Boca do Acre), o político deixou estrutura montada para seguir faturando em aluguéis de prédios através de grupos de aliados.

Desdobramento da "Operação PORTARE" é pedida para investigar suspeitas de super salários na SESAI-Lábrea, aluguéis de embarcações, compra de combustíveis a nomeações de comissionados.

O domínio dos políticos nos órgãos indígenas em Lábrea (patrocinado pelos deputados Adjuto Afonso, Átila Lins e o senador Eduardo Braga) deu a eles e seu grupo de aliados, segundo um policial militar da reserva, “o poder de decidirem pela vida dos indígenas e à parte maior da população no passado” – sem ser incomodado.

 Jovens líderes indígenas com informação e conhecimento ventilam a vinda do MPF-CGU-PF a baixarem em Lábrea/AM

O esquema montado por Gean de Barros (ex-prefeito) em mais 16 anos, segundo investigações abertas ao público, “um porto seguro para sobreviver a todos os governos (estadual e federal)”. Apesar da inaptidão de conhecidos gestores, como no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é no DSEI, SESAI, CASAI e Fundação Nacional de Saúde (FNS),  que os super salários em detrimento de indígenas despontam como os mais lucrativos. 

Diante da situação crítica em que se encontram as aldeias, suas escolas, postinhos de saúde, Internet fraca, sem luz elétrica, transporte precário - que são visíveis aos olhos do mundo – caso não haja uma fiscalização rigorosa em cima da atuação das representações regionais da FUNAI, DSEI e SESAI, indígenas aldeados ameaçam retomar as ocupações dos prédios das coordenadorias a partir da Capital Manaus, em novos protestos.

Lideranças mais jovens (de Norte a Sul das aldeias), por exemplo, abriram o “jogo jogado” dentro das Organizações Não-Governamentais (ONGs) que atuam na mesorregião amazonense do Purus. As denúncias vão de intromissão política na questão indígena, infraestrutura adequada das aldeias, deterioração do sistema da saúde, educação, repressão a pesca, invasão dos territórios por fazendeiros, madeireiros, armadores de pesca (Rondônia e do Acre), estupros, conflitos familiares não são resolvidos devido ao avanço indiscriminado das drogas e pela ausência do Estado e seus órgãos de controle na apuração das ocorrências.

Indígenas jovens e adultos, em encontro com a Reportagem, declararam “guerra aos parentes que induziriam parentes a resistir às nomeações de brancos com ocupações e protestos, depois cedem aos caprichos dos brancos que os presenteariam com cargos após a desarticulação dos protestos”.

 Zé Bajaga sofre repúdio da parte maior das Aldeias, mas, tem resistido a todos os Governos. Salário alto, tem ido a Europa. E acusado de não divulgar relatórios de Gestão com possíveis recursos angariados no exterior e no país. Por que tais recursos não chegariam as aldeias, plenamente?

E citaram, nominalmente, ainda o presidente da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP), o indígena de etnia questionada mais conhecido como Zé Bajaga, “como um dos maiores beneficiados das negociações de indicados pelo ex-prefeito Gean de Barros, os deputados Adjuto Afonso, Átila Lins e o senador Eduardo Braga.  .

Os jovens líderes ressaltaram, porém, “Zé Bajaga nunca lutou pelos direitos indígenas, plenamente, tampouco condenou o racismo e o preconceito estrutural indígena dentro dos órgãos de representatividade indígena nos meios sociais, nas Prefeituras e nas viagens internacionais por não presta, ainda, relatório de gestão”.

- Ele não nos representa por atuar nas sombras com várias facetas, uma no meio indígena, outra no exercício de assessor e consultor, ora para DSEI-SESAI, ora à Coordenadoria da FUNAI, à cada mudança de Governo e Prefeito, em Lábrea, arremataram as mesmas fontes.  

A informação saiu em assembleias das aldeias realizadas no mês passado, onde a eleição para a nova Diretoria Executiva da ONG teria sido questionada por conta de uma suposta “derrubada” do sinal de Internet e do Whatsapp. Zé Bajaga, segundo as lideranças insurgentes afirmam que “ele não representa o legado dos povos indígenas”.

Além de críticas aos aliados “brancos” - que ocupam os cargos destinados a nós, parentes, nas coordenadorias da FUNAI, DSEI, SESAI, CASAI e CONDISI - o líder da FOCIMP passou a ter, no dia a dia, a própria ascensão considerada misteriosa ao comando da entidade e a cargos de Assessoria e Consultoria Indígena (vagas reservadas a profissionais especializados).

Na plenitude dos protestos indígenas históricos e na supressão de ideias de mudanças defendidas por lideranças mais jovens, segundo os relatos, “o Governo Federal deveria fazer girar os recursos da saúde, educação e a infraestrutura indígena, diretamente nas áreas em que devem ser investidos, plenamente”.

- Porém, ao longo dos tempos de exploração os parentes não aldeados, com hábitos refinados aprendidos com os brancos, afrouxam tudo, se rendem aos encantos dos brancos em prejuízo dos aldeados e festejam, entre si, as vantagens dadas a eles, acrescentaram as fontes.

 PASSOS À FRENTE - Apesar das vantagens obtidas por não aldeados em cargos de assessoria e consultoria após o fim das ocupações dos prédios do DSEI, e FUNAI e SESAI pelo Amazonas, há entre os jovens e adultos caciques o interesse para que a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal desdobrem a Operação Portare ao Purus.

Além dos contratos supostamente superfaturados nos últimos dezesseis anos, a  CGU, o MPF e a PF poderiam começar investigações, de acordo com indígenas, “com a apuração de licitação de aluguel de veículos, embarcações, combustíveis e contratação de pessoal firmada nas gestões de Carlos Galvão e Rami Rachid Said.

Fontes apontaram à Reportagem que as operações da CGU, MPF e PF devem mirar são os super salários pagos aos comissionados no DSEI e SESAI como as principais linhas de investigação contra indígenas oportunistas que ajudariam a promover protestos e ocupações dos prédios sob a responsabilidade no Amazonas dos ministérios dos Povos Indígenas e da Saúde.  

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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